25/01/2021
Boa tarde, alcatéia!
Como estão todos? Bem protegidos e em casa?
Mais uma vez hoje, dia 25 de janeiro, é dia de dupla comemoração.
Dia do Carteiro e Dia da Bossa Nova.
Dia do Carteiro
Desde a antiguidade, as pessoas mais poderosas usaram mensageiros a fim de comunicar com aqueles que estavam distantes. No entanto, somente com a popularização da alfabetização e da correspondência surgiu a profissão de carteiro.
Hoje, as mensagens eletrônicas acabam suprindo grande parte das cartas convencionais. Apesar disso, o trabalho do carteiro continua sendo indispensável na nossa sociedade.
O Dia do Carteiro é celebrado nesta data porque no dia 25 de janeiro de 1663 foi criado o cargo de Correio-mor da Monarquia Portuguesa no Brasil.
Luiz Gomes da Matta comprou do rei Felipe II o cargo de Correio-mor me 1606. Assim, era de sua responsabilidade todas as mensagens escritas emitidas pela Corte.
Mais tarde, em 25 de janeiro de 1663, seu neto seria nomeado o primeiro Correio-mor do Mar e teria a incumbência de cuidar da troca de correspondências entre as colônias e a Corte portuguesa.
Os mensageiros seriam de fundamental importância na história do Brasil. Basta lembrar que foi um "carteiro", Paulo Bregaro, que entregou as correspondências que acabaram decidindo a proclamação da independência do Brasil por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822.
Paulo Bregaro, por esse motivo, tornou-se o patrono do Correios.
O serviço regular de entregas de cartas e mercadorias, porém, só foi estabelecido no Brasil em 1835.
Atualmente, são mais de 56 mil carteiros trabalhando na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e 10% deste contingente é formado por mulheres.
Dia Nacional da Bossa Nova
Há 53 anos, o baiano João Gilberto gravava a canção "Chega de Saudade", de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Quatro anos mais tarde, a mistura de samba com influências do jazz americano chegava a mais importante casa de espetáculos do mundo, o Carnegie Hall, em Nova York. Era a Bossa Nova garantindo seu lugar na história da música.
Para homenagear um dos movimentos culturais mais importantes da história do país, o Congresso aprovou em março de 2009 projeto (que resultou na lei 11.926, de 17 de abril de 2009 - clique aqui) instituindo o Dia Nacional da Bossa Nova, a ser celebrado no dia 25 de janeiro. A data coincide com o aniversário de um de seus principais expoentes, o maestro Tom Jobim.
Surgida nos bares e apartamentos de Copacabana, a Bossa Nova garantiu à música popular brasileira projeção internacional. Um de seus maiores clássicos, Garota de Ipanema, de Tom e Vinicius, é até hoje uma das canções mais executadas e regravadas em todo o mundo. Além de Tom, Vinicius e João Gilberto, foi marcante no movimento a participação de Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Marcos Valle, Dori Caymmi, Edu Lobo, Francis Hime, Carlos Lyra, Nara Leão, Baden Powel, entre outros.
Antonio Carlos Jobim, o homenageado, nasceu no Rio de Janeiro em 1927. Encontrou em Vinicius de Morais, o "poetinha", um de seus parceiros mais constantes, a partir da trilha sonora da peça Orfeu da Conceição, de 1956. Suas composições foram gravadas pelos maiores intérpretes brasileiros do seu tempo. Em 1967, gravou um LP com o norte-americano Frank Sinatra. No piano, produziu algumas das mais belas obras do cancioneiro nacional, como Águas de Março e Passarim, até sua morte, em 1994.
A música estilo bossa nova mais famosa é "Garota de Ipanema"
Foi composta por Antônio Carlos Jobim e letrada por Vinicius de Moraes em 1962. A primeira gravação comercial ocorreu no mesmo ano, por Pery Ribeiro, e uma versão em língua inglesa foi escrita no ano seguinte por Norman Gimbel.
Uma versão de 1964, gravada por Astrud Gilberto e Stan Getz nos Estados Unidos, tornou-se um sucesso internacional. Esta está presente no álbum Getz/Gilberto, que também incluiu canções de João Gilberto, e foi lançado pela Verve Records. Nos Estados Unidos, o single alcançou o quinto lugar na Billboard Hot 100, permanecendo por duas semanas, e no Reino Unido a 29ª colocação.
A canção já foi interpretada por diversos e afamados cantores, a exemplo de Frank Sinatra, Amy Winehouse, Cher, Mariza, Plácido Domingo, Madonna e Tim Maia, e também esteve presente em numerosos filmes, às vezes como clichê de música de elevador, acreditando-se que seja a segunda canção mais gravada na história, depois de "Yesterday" dos Beatles. A canção ganhou um Grammy de Gravação do Ano em 1965, superando grandes sucessos como "I Want to Hold Your Hand", dos Beatles e "Hello, Dolly!", de Louis Armstrong. Foi introduzida no Hall da Fama do Grammy Latino em 2001. Em 2004, a canção foi adicionada ao Registro Nacional de Gravações pela Biblioteca do Congresso.