A maior parte dos empresários cobra meta errado, e o erro não tem nada a ver com motivação de equipe.
Antes de cobrar o próximo número, faz esse teste com qualquer função do seu time:
Essa pessoa tem autoridade real sobre o resultado que você está exigindo dela?
Ela decide preço? Decide promoção? Escolhe o que está sendo oferecido?
Se a resposta for não em qualquer uma dessas perguntas, vale outra pergunta, ainda mais incômoda: o que você chama de meta, é meta de verdade, ou é só um número jogado nas costas de alguém que não tem governo nenhum sobre ele?
Tem um jeito certo de construir meta, que passa por alavanca, por autoridade e por indicador de execução, e que muda completamente a forma como equipe entrega resultado.
Helio Xavier Filho
🚢⎈⛈️Criador Método LEME Empreendedor
🎯🍦🍨Sócio Gestor Rede Chiquinho Seu Sorvete
Nesses últimos dois dias, estive reunido em uma imersão de conselho de sócios do nosso grupo empresarial, encontro que fazemos quatro vezes por ano, com pauta definida para não fugir da estratégia de médio e longo prazo, expansão, planejamento, novas marcas, formas de escalar resultado.
Um hábito que carregamos para essas reuniões: sempre recebemos um convidado externo. Dessa vez foi o Rodrigo Lopes, trazendo uma visão complementar à nossa. Já recebemos outros empreendedores assim, e isso tem oxigenado nossa mentalidade e acelerado nossos resultados.
Isso não é acaso, faz parte do nosso planejamento estratégico, dentro da diretriz de desenvolvimento de lideranças, que também inclui os próprios sócios.
E é aqui que a educação empresarial mostra sua força de verdade. Ela cria, de forma intencional, os pontos de contato certos, no momento certo, para que conhecimento vire decisão, e decisão vire resultado. Um conselho de sócios que recebe olhar externo, que se expõe a referência diferente da própria, está literalmente acelerando a curva de aprendizado do grupo inteiro, ano após ano.
F**a a reflexão: você, no papel de sócio ou dono estratégico, tem sentado para conversar sobre novas rotas para o seu negócio, ou está deixando essa curva cair sozinha, no piloto automático?
19/08/2026
Tem uma frase que vi estampada numa tela lá no ambiente do evento: o preço da mudança é a vida que você precisa deixar para trás, para conquistar a vida que deseja.
Fiquei olhando aquilo por um tempo, porque resume exatamente o que foi decidir sair da minha empresa por dois dias, no meio de tudo que estava acontecendo, para ocupar uma cadeira que já não ocupo com frequência há anos: a de aprendiz.
Porque existe um paradoxo que ninguém me avisou quando comecei a mentorar outros empresários. Quanto mais eu ensino, maior f**a a minha própria responsabilidade de continuar sendo provocado. Quem para de aprender, para de ter autoridade para ensinar, mesmo que ainda tenha o discurso pronto.
Não fui sozinho. Levei a Vera comigo, porque negócio e casamento, quando caminham juntos, precisam de repertório construído junto também. E dividi ambiente com mentorados meus, numa relação que também me ensinou algo: em alguns momentos eu estava à frente orientando, em outros, estávamos lado a lado aprendendo a mesma coisa. Isso não é contradição, é maturidade.
O que f**a de tudo isso não é uma lista de insight bonito para postar. É a pergunta mais desconfortável que trouxe comigo: o que, na prática, vai mudar na minha segunda-feira?
Porque estratégia que não aterrissa na rotina é apenas entretenimento empresarial. Não voltei querendo reconstruir a empresa inteira. Voltei com poucas decisões, mas decisões que pretendo executar com constância suficiente para que, daqui a alguns meses, essas microevoluções virem um resultado que hoje eu nem consigo enxergar direito.
O preço, eu já paguei. Dois dias fora da rotina, energia, deslocamento, ausência. Agora resta a parte que ninguém vê na internet: fazer valer.
Se não tiver jorna da de crescimento das pessoas na empresa, elas f**am desmotivadas e, pouco a pouco, você perde elas.
Em nosso negócio temos 11 steps de crescimento e estamos desenvolvendo mais conforme a necessidade de avanço.
17/08/2026
Ontem estive no MLS Festival, no Nubank Parque, ouvindo Caio Carneiro, Flávio Augusto e Joel Jota falarem sobre venda, negócio e liderança. Hoje, já fui para a MLS House, sentar na mesma cadeira de aprendiz.
Podia ter f**ado só na minha realidade, com a experiência que já tenho de mais de uma década como multifranqueado.
Mas essa frase me pega e acredito muito nela: “o que te trouxe até aqui não é o que vai te levar mais longe”, e sempre que posso, procuro sentar na cadeira de aprendiz, mesmo depois de anos construindo repertório próprio.
Existe um desconforto real em sair da posição de quem já sabe para a posição de quem ainda está aprendendo. Mas todo empresário que rompeu um platô de crescimento fez essa escolha em algum momento.
Ninguém cresce sozinho, e às vezes crescer começa simplesmente por decidir viajar, ocupar uma cadeira e escutar.
O ano está difícil, se empatar com o resultado do ano passado tá bom, certo? Errado.
No mundo dos negócios, decidir f**ar no mesmo lugar é assinar um atestado de falência a longo prazo. É a famosa “morte lenta”.
Nenhuma empresa quebra do dia para a noite sem que aconteça um erro muito absurdo. A esmagadora maioria quebra devagarzinho, ano após ano, por escolher o conforto da estagnação.
Para o seu negócio não virar estatistica no cemitério das empresas, a saída é ter um desenvolvimento equilibrado.
Você precisa sustentar o seu crescimento olhando com a mesma intensidade para dois pilares:
• Gestão: Para garantir eficiência, previsibilidade e lucro.
• Liderança: Para guiar pessoas, alinhar a cultura e tracionar o avanço.
Agora reflita: o seu negócio está crescendo ou morrendo devagar?
15/08/2026
Toda franquia parece simples de fora, produto pronto, marca conhecida, modelo testado. O que ninguém mostra é a curva de aprendizado que existe por trás disso, principalmente na primeira unidade.
Comecei sem experiência real de empreendedorismo, junto com sócios que também estavam entrando nesse universo pela primeira vez. Negligenciamos detalhe que hoje considero básico, capital de giro estruturado e negociação séria do ponto comercial. Detalhe pequeno na largada, conta grande depois.
O resultado veio rápido, precisei fazer aporte financeiro só para manter a loja funcionando, enquanto ela ainda não se sustentava sozinha. As despesas altas, geradas por um ponto mal negociado, foram corroendo o ânimo até chegar num ponto que muita gente reconhece, quis vender.
Cheguei a procurar a franqueadora para oferecer a unidade como repasse. Só não segui em frente porque encontrei resistência dos meus sócios, e foi esse atrito que nos fez parar e repensar em vez de simplesmente desistir.
Optamos por continuar, ajustando processo e aprendendo com o próprio erro. Não foi decisão fácil, nem rápida. Mas foi a decisão certa, porque aquela mesma loja que quase vendi virou, com o tempo, uma das unidades de maior faturamento constante dentro do grupo de franquias do qual sou sócio hoje.
Guardo essa história porque ela resume uma lição que aplico até hoje, o pior momento de um negócio quase sempre é só a etapa que antecede a virada, desde que exista disposição para ajustar em vez de fugir.
14/08/2026
Muito dono trata a saída de um bom talento como derrota. Investiu tempo, investiu treino, criou vínculo, e quando a pessoa decide seguir para outro lugar, sente como se tivesse perdido alguma coisa.
Mas existe uma diferença entre segurar talento por medo e reter talento por escolha genuína da própria pessoa. Quando alguém cresce até o ponto de já não caber mais na estrutura que você tem hoje, insistir em manter essa pessoa presa muitas vezes machuca os dois lados, quem f**a frustrado por não evoluir, e o negócio que perde a energia de alguém que já não está ali de corpo e mente inteiros.
O que poucos enxergam é que o líder que mais cresce não é o que mais segura gente. É o que mais forma gente capaz de liderar também. Cada novo líder formado multiplica a capacidade do negócio de decidir, de executar e de sustentar padrão, mesmo em frentes onde o dono não está presente.
Quando você forma um líder e ele segue para um novo desafio, dentro ou fora do seu negócio, você não perdeu um talento. Você provou que sabe fazer o que poucos donos conseguem, desenvolver gente de verdade. E essa reputação atrai outros talentos, porque todo mundo quer crescer perto de quem constrói líder, não perto de quem prende gente.
No fim, negócio não cresce pela quantidade de pessoas que o dono segura. Cresce pela quantidade de líderes que o dono forma.
Só coloque em seu negócio o tanto de estratégia que você, de fato, conseguirá executar.
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