10/11/2015
Prezados, não deixem de participar também dos dos mini-cursos!!
Segue abaixo a programação:
Nos dias 16 a 20 de novembro, o ICHS irá sediar o Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos com uma programação recheada de palestras, comunicações e mesas-redonda. Estão todos convidados a conhecer a programação:
http://www.congresso2015.classica.org.br/programacao
Neste evento, também contaremos com mini-cursos de pesquisadores externo com assuntos muito interessantes sobre o mundo antigo. Eles terão lugar entre os dias 17 e 20 de novembro das 8 às 9 horas da manhã. Quem estiver interessado em acompanhar os mini-cursos como aluno poderá fazer a sua inscrição na Segunda- Feira, dia 16, na sala do LEIR, a partir das 8:00 horas.
O Leir é o Laboratório de Estudos sobre o Império Romano e está localizado no porão do ICHS. Você chega lá descendo a escadaria, em frente a portaria principal, ou por uma porta externa que se encontra em frente aos bancos azuis do jardim, atrás dos departamentos. O lugar também é conhecido como Machu Picchu.
Os cursos são os seguintes:
Economia e crise no mundo romano do século I a.C.- Prof. Dr. Deivid Valério Gaia (LHIA-IH/UFRJ)
O último século da República romana é um verdadeiro laboratório de estudo para se trabalhar com o tema da economia e das finanças, pois é a época sobre a qual temos o maior número de documentação que revela o cotidiano da cidade de Roma, oferecendo assim ricas informações diretas e indiretas sobre a vida econômica. Nesse sentido, elaboramos este minicurso com o propósito de discutir questões ligadas à vida econômica e financeira do mundo romano durante o século I a.C., tendo como preocupação principal o estudo das crises financeiras. Iniciaremos discutindo questões gerais sobre a economia na Antiguidade – os debates atuais e perspectivas de estudo - para assim abordarmos o problema das crises de maneira mais específica. Dessa forma, tomaremos como exemplos as crises financeiras que ocorreram durante a Guerra Social (91 – 89 a.C.), a Conjuração de Catilina (63 a.C.) e a Guerra Civil (49 – 45 a.C.), a partir dos seguintes parâmetros : conceito e vocabulário de crise, a sua formação, o seu desenvolvimento e o papel desempenhado pelos poderes públicos para remediá-la. Partiremos da análise comparativa de corpora bem diversificados (literário, epigráfico e jurídico) e das discussões mais recentes da historiografia contemporânea.
História Antiga, Arqueologia Clássica e Cultura Material - Prof. Dr. Gilberto da Silva Francisco (Universidade Federal de São Paulo)
Este minicurso discute vários níveis de inserção da cultura material nos estudos clássicos, mais especificamente, no seio das disciplinas arqueologia e história. Sua primeira parte é ligada à discussão do conceito cultura material e sua aplicação, desde o século XIX, no seio dos estudos clássicos, apoiado em debates sobre aculturação, em termos de helenização e romanização, as críticas na segunda metade do século XX e as novas perspectivas dos estudos de cultura material caracterizadas como leituras pós-colonialistas. A segunda parte discute as relações entre as disciplinas História Antiga e Arqueologia Clássica (a História Antiga é a história do mundo clássico? A Arqueologia Clássica é uma História Antiga a partir das coisas ou uma História da cultura material do mundo antigo?), destacando os pontos de aproximação, mas também as suas especificidades. Por fim, a terceira parte, completa o quadro apresentado nas duas primeiras partes, discutindo as fontes da História Antiga e da Arqueologia Clássica, a partir do debate sobre as fontes materiais, fontes escritas e conceitos similares (fonte escrita/textual é equivalente a fonte histórica? fonte material é equivalente a fonte arqueológica? o que é documento?). Esses três temas, fortemente conectados, serão tratados a partir de discussões teóricas e estudos de casos.
Zoofilia Epigramática: Animais de Estimação em Epigramas Funerários da Antologia Palatina - Prof. Dr. Alexandre Agnolon (LEIR-UFOP)
O presente minicurso objetiva discutir os cerca de vinte e cinco epigramas funerários conservados na Antologia Grega ou Palatina dedicados a animais de estimação, os poemas são de autoria de variada gama de poetas da época helenística, como Leônidas, Árquias, Ânite, Timnes, Meléagro, Antípatro, etc. Em um primeiro momento, tratar-se-á das supostas origens tumulares e votivas do epigrama, entendido como “inscrição”, para, em seguida, discutir a incorporação, agora em domínio propriamente poético, da matéria fúnebre, circunscrita no livro sétimo da Antologia sob a rubrica ἐπιγράμματα ἐπιτύμβια. A despeito da relação entre a ambiência pública e privada evidenciada amiúde pela inscrição – ainda que fictícia – sobre estela sepulcral, bem como os afetos que geralmente suscitam poemas dessa espécie, a hipótese que buscaremos demonstrar, a partir da análise dos referidos epigramas e em cotejo com outras fontes, inclusive romanas, é que o elogio fúnebre dirigido a animais de estimação é só ensejo para que o poeta desvele outra questão, de fundo e não menos importante: a própria poesia.
Prof. Dr. Aloys Winterling (Humboldt-Universität zu Berlin) - “City” – Political Integration – Involution. Considering a redescription of Greco-Roman antiquity