19/08/2022
Nesse dia 19 de Agosto, trazemos a memória o Dia do Orgulho Lésbico no Brasil. Esse marco remete à luta das mulheres lésbicas pelo seu direito à visibilidade.
Aconteceu que, em 1983, o proprietário de um bar chamado Ferro’s, em São Paulo, local de encontro de um público progressista, inclusive LGTQIA+, proibiu a circulação do jornal “Chanacomchana”, editado pelo Grupo Ação Lé***ca Feminista (Galf).
Na noite da manifestação, integrantes do Galf conseguiram entrar no bar e obter a promessa dos donos de que não seriam mais impedidas de distribuir a revista ali. A data é conhecida como o "Stonewall brasileiro", em referência à histórica manifestação de g**s, lésbicas e travestis contra a repressão policial em Nova York, em 28 de junho de 1969, que posteriormente daria origem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT.
Mesmo com esse feito, ao longo dos anos, as mulheres lésbicas conseguiram pouco espaço na sociedade. O apagamento lésbico é algo ainda muito forte. A discriminação sofrida pode ser vista de diversas formas, desde o não reconhecimento das relações afetivas entre mulheres, passando pela hipersexualização dos corpos lésbicos, a negligência na área de saúde, o estupro corretivo e o lesbocídio.
Portanto, nós do Laboratório de Estudos de Gênero reforçamos a importância de trazer a memória referências como Rosely Roth, sua luta e resistência.
Lé***cas existem e resistem!