17/04/2026
Existem povos indígenas em todas as regiões do mundo, ocupando um equivalente a 22% da área terrestre global. Em número, estima-se que existam entre 370 a 500 milhões de pessoas consideradas indígenas, segundo dados da Unesco, agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. São em torno de 5 mil culturas diferentes ao redor do planeta, e que falam 7 mil línguas até o momento identificadas, continua a fonte da ONU.
"Os povos indígenas de todo o mundo compartilham problemas comuns relacionados à proteção de seus direitos. Muitos povos indígenas continuam a enfrentar a marginalização, a pobreza extrema e outras violações dos direitos humanos", detalha a Unesco. Por isso mesmo, criou-se em 1994, através de uma resolução das Nações Unidas, o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, celebrado todo 9 de agosto.
Dentre esses milhares de grupos existentes está também o que se convencionou chamar de povos indígenas isolados. São comunidades difíceis de serem encontradas e muitas delas sequer fizeram contato com outras civilizações.
Atualmente, no Brasil temos cerca de 114 registros da presença de índios isolados em toda a Amazônia Legal. A região amazônica é, reconhecidamente, a área das Américas com a maior quantidade de comunidades sem contato com outras sociedades, diz o Ministério dos Povos Indígenas brasileiro.
Mas outros locais como o Cerrado brasileiro, o Gran Chaco (território localizado entre o Paraguai e o Sul da Bolívia), e as ilhas da Nova Guiné e do Sul da Índia também são lar de povos em isolamento voluntário.
Foto de Divulgação Fundação Nacional dos Povos Indígenas
https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/08/o-que-sao-povos-indigenas-isolados
17/04/2026
O Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, criado pela ONU em 1994, chama a atenção para a preservação das comunidades originárias – e no caso dos povos isolados, essa proteção precisa ser ainda maior.
O dia 19 de abril é celebrado como o Dia dos Povos Indígenas (anteriormente Dia do Índio) em homenagem ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 19 de abril de 1940, no México. A data foi instituída no Brasil em 1943 para valorizar a cultura, história e direitos dos povos originários.
As Principais razões da data:
Origem Histórica (1940): Delegados indígenas de diversas etnias das Américas reuniram-se no México para reivindicar seus direitos, criando o Instituto Indigenista Interamericano nesta data.
Instituição no Brasil (1943): O presidente Getúlio Vargas, influenciado pelo Marechal Rondon, oficializou a data no país.
Mudança de Nome (2022): A Lei 14.402 alterou o nome de "Dia do Índio" para Dia dos Povos Indígenas, visando reconhecer a diversidade e a identidade dos povos originários, combatendo estereótipos.
A data serve como um momento de reflexão sobre a luta por direitos, demarcação de terras e a valorização das diversas culturas indígenas no Brasil.
29/11/2025
Um agradecimento especial aos mais novos superfãs! 💎 Carmen Sylvia Favero Antunes
Deixe um comentário para dar a eles as boas-vindas à nossa comunidade,
16/11/2025
15 de Novembro
Proclamação da República
No dia 15 de novembro de 1889, a Proclamação da República sublinhou um ponto de inflexão histórico no Brasil. A efeméride marcou o fim da monarquia e o início de um novo ciclo, pautado pelos ideais de liberdade e igualdade, em voga a partir do século XVIII, propagados pelas revoluções francesa e americana. Além disso, as concepções de progresso, modernidade e soberania popular, comuns aos avanços industriais e tecnológicos e às transformações culturais e sociais da virada do século XIX para o XX, também foram decisivas nesse processo.
A República brasileira, entretanto, não foi um processo repentino. Representou o capítulo final de um longo período de evoluções sociais, econômicas e políticas no Brasil que atingiu o ápice no final do século XIX. Remotamente, o espírito republicano que eclodiu em 1889, já se manifestava desde os primeiros movimentos nativistas. A Inconfidência Mineira (1789) e a Revolução Pernambucana (1817) são exemplos claros do anseio de parte da sociedade brasileira por maior liberdade e autonomia política de orientação republicana.
Na segunda metade do século XIX, a crise do Império foi agravada pela abolição da escravatura, por rusgas na separação entre o Governo e a Igreja, e pelo distanciamento entre a Coroa e as lideranças militares. As ideias positivistas foram o catalisador que faltava. Defendidas por grupos de civis e militares, inteirados dos mais recentes avanços intelectuais europeus, particularmente da França, propalavam o bem-estar da sociedade, tendo o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim. Nesse contexto, o desejo de mudança se precipitava.
Após a vitória na Guerra da Tríplice Aliança e a relutância do governo em reconhecer os feitos heroicos dos soldados, as tensões sociais do período contribuíram para que parcela do Exército se aproximasse do movimento republicano. Desta forma, em 15 de novembro de 1889, a partir da articulação política de homens como José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa e Deodoro da Fonseca, o Brasil se abriu pacificamente para uma nova fase de sua história.
Desde as invasões holandesas, em Guararapes, ainda no Período Colonial, até as mais recentes missões de paz, passando pelos campos frios da Itália na II Guerra Mundial, o Exército tem sido a garantia da soberania nacional e da integridade do nosso imenso território.
Assim, a data máxima da República é mais uma oportunidade para relembrar que o Exército sempre foi uma parte indissociável da Nação Brasileira, caminhando lado a lado com a sua história e com o seu povo, em sua pujante trajetória. Honrando seu compromisso e inspirados pelos ideais de ordem e progresso, os soldados de ontem e de hoje continuam a zelar para que o Brasil continue trilhando o caminho de sua sociedade: pacífica, livre e solidária.
Salve o 15 de novembro!
Viva o Exército Brasileiro e a República do Brasil!
25/09/2025
Agradeço imensamente a Carmen Sylvia Favero Antunes
por todo o apoio de vocês! Parabéns aos meus superfãs que estão em uma sequência 🔥!
05/09/2025
"Em algum momento ela sonhou em ser professora de História, debruçada sobre o livro Caminho Suave, no decorre da vida o caminho não foi tão suave, é entendeu que para ser professora de história não poderia só sonhar, era necessário ter objetivos. Hoje ela completa varias primaveras, assim como o seu estado, Amazonas que comemora a sua Elevação a Categoria de Província."
A Elevação do Amazonas à Categoria de Província é uma marco que moldou a identidade da região amazônica de maneira indelével.
Vinte e oito anos após a Independência, em 5 de setembro de 1850, o Amazonas alcançou um marco crucial em sua história com a elevação à categoria de província, em um contexto de transformações profundas que reverberavam por todo o Império do Brasil. Esse evento não apenas representou o reconhecimento da importância socioeconômica e política da região, mas também simbolizou a busca incessante por consolidar a soberania do Império em territórios tão vastos e diversos.
Na época, a Amazônia já havia desempenhado um papel vital na economia imperial, fornecendo recursos como a borracha, a castanha e a madeira, que eram de interesse estratégico e comercial. A elevação à província conferiu ao Amazonas uma administração mais direta de seus próprios assuntos, permitindo a criação de leis e políticas específicas para atender às necessidades regionais. Esse aumento na autonomia administrativa deu aos amazonenses a capacidade de moldar suas políticas locais com circunstâncias únicas.
A conquista do status de província não foi apenas uma mudança política e administrativa, mas também desencadeou um intenso processo de reflexão e construção identitária. A região amazônica, com sua exuberante biodiversidade e rica diversidade cultural, entrou em uma nova fase de desenvolvimento e integração com o cenário nacional. As riquezas naturais do Amazonas, provenientes das vastas florestas e rios, se somaram à tapeçaria cultural única, formada por povos indígenas, comunidades ribeirinhas e populações vindas de diversas partes do Brasil.
Essa fusão de elementos naturais e culturais contribuiu para a construção de uma identidade regional resiliente e multifacetada. A região se tornou um mosaico de tradições ancestrais e influências contemporâneas, dando origem a expressões artísticas, culinárias e modos de vida singulares. O momento da elevação à província marcou o início de um processo de fortalecimento dessa identidade regional, à medida que os amazonenses buscavam preservar raízes enquanto se adaptavam às mudanças e desafios da época.
Assim, a elevação à categoria de província transcendeu a esfera administrativa, configurando-se como um capítulo fundamental na saga de construção da nação brasileira. As mudanças decorrentes desse evento ecoam nas formas de vida, cultura e economia da região até os dias atuais, reafirmando a relevância histórica e a singularidade da Amazônia no cenário nacional e internacional.
O Dia da Independência do Brasil, comemorado no dia 7 de setembro, e a Elevação do Amazonas à Categoria de Província compartilham elementos intrínsecos de orgulho, liberdade e pertencimento. Ambos os eventos representam lutas por autonomia e reconhecimento, moldando a maneira como os amazonenses se veem como parte integrante do Brasil. A influência da Amazônia na história da independência do país ecoa até hoje na importância geopolítica e ambiental que a região detém.
Setembro, portanto, é um mês de celebração e reflexão sobre os múltiplos aspectos que compõem a rica tapeçaria da nação brasileira. Enquanto as bandeiras tremulam e as vozes se erguem para celebrar a independência e a história do Amazonas como província, é também um momento para considerar os desafios e oportunidades que se apresentam no caminho à frente, em busca de um futuro mais inclusivo, justo e sustentável para todos. aliciamento do Brasil enquanto nação, com implicações que ainda ressoam até os dias atuais.
Dia da Amazônia
No dia 5 de setembro de 1850, o imperador Dom Pedro II criou a Província do Amazonas, que hoje é o estado do Amazonas. A data foi instituída em 2007 pela Lei nº 11.621, que tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância da Amazônia e estimular ações de preservação e conservação do bioma.
A data busca não só promover a conscientização sobre a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo, mas também destacar a biodiversidade da Amazônia e a importância da preservação das espécies.
01/05/2025
Dia do Trabalhador no Brasil
Com a chegada de imigrantes europeus no Brasil, as ideias de luta pelos direitos dos trabalhadores vieram junto. Em 1917, houve uma Greve geral. Com o crescimento do operariado, o dia 1 de maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes, em 1925.
Até o início da Era Vargas (1930–1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dada a incipiente industrialização do país. O movimento operário caracterizou-se, em um primeiro momento, teve influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho.
Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas no 1 de maio. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo antigo costume que os governos tinham de anunciar nesse dia o aumento anual do salário-mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em 1 de maio de 1943.
A defesa dos direitos dos trabalhadores sempre esteve sob a luz das organizações de trabalhadores e, consequentemente requer repensar o sentido das organizações sindicais e o que se pretende para o futuro da sociedade brasileira. Porém estes direitos sofrem alterações com o passar do tempo, em circunstâncias de pressões vindas de movimentos sociais organizados.
01/05/2025
Protestos nos Estados Unidos inspiram criação do Dia dos Trabalhadores
1 de Maio de 1886
O dia 1º de maio de 1886 foi marcado por uma série de protestos de trabalhadores por todos os Estados Unidos. A principal reivindicação deles era a redução da jornada de trabalho para oito horas. Greves foram marcadas por todo o país. A adesão às manifestações em cidades como Nova York, Chicago e Milwaukee foi significativa.
Em Chicago, um dos principais polos industriais dos EUA, estima-se que cerca de 40 mil trabalhadores cruzaram os braços. Uma manifestação pública na cidade juntou 80 mil pessoas, que protestavam por direitos trabalhistas. No dia 3 de maio, a greve geral e os protestos continuavam a todo v***r. Foi quando começaram os conflitos.
Quando um grupo de grevistas confrontou outro de fura-greves, a polícia de Chicago interveio, atirando a esmo na multidão. Ao menos dois trabalhadores morreram. Depois dessa ação, foi convocada uma grande manifestação para o dia seguinte.
No dia 4 de maio, os líderes do movimento discursaram para cerca de três mil pessoas na Praça Haymarket, em um evento pacífico até então. Mas no fim dos discursos, a polícia avançou sobre os manifestantes, exigindo que a multidão se dispersasse. Uma pessoa não identificada jogou uma bomba caseira nos policiais, acirrando ainda mais os ânimos.
Manifestantes e policiais trocaram tiros em um embate violento. De acordo com os números oficiais, a violência resultou na morte de quatro trabalhadores e sete policiais. Não se sabe ao certo quantas pessoas ficaram feridas.
Em meio ao pânico, o líder anarquista August Spies e outras sete pessoas foram presas por assassinato. Condenados, Spies e mais três acusados foram enforcados em 11 de novembro de 1887. Outro acusado se suicidou na véspera do que seria sua execução. Os três restantes foram condenados à prisão perpétua.
O julgamento foi considerado injusto por muitos críticos, gerando uma série de protestos em várias partes do mundo. Alguns dos acusados não estariam nem presentes no local onde aconteceu a manifestação. Os executados acabaram sendo vistos como mártires que morreram lutando pelos direitos dos trabalhadores. Em 1893, John Peter Altgeld, governador do estado de Illinois, criticou o julgamento e perdoou os três sobreviventes, depois de concluir que todos os oito eram inocentes.
Para o fato não ser esquecido, em 1889, o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.
16/12/2024
Buscar por Erlegung eines grossen alligators
Título Alternativo
[Matando um grande jacaré]
Data Publicação
1874
Autor
Franz Keller-Leuzinger
Assunto
Ilustração científica
⤷ Etnografia
Indígenas
Cenas de Costume
Expedições
Local Retratado
Amazônia
16/12/2024
Resumo de História: Antiguidade, as primeiras civilizações ocidentais
Mesopotâmia
Estado teocrático, cujo poder se ligava à religião, a Mesopotâmia foi berço das primeiras civilizações na Antiguidade.
Sua civilização destacou-se pela organização econômica que, ao lado do Egito, desenvolveu o modo de produção asiático – as terras pertenciam ao Estado e eram utilizadas pela comunidade, que consumia sua própria produção e entregava o excedente para os governantes.
Culturalmente, contribuíram com a primeira forma de escrita, a cuneiforme, e com o primeiro código de leis escritas que se conhece, o Código de Hamurabi.
Egito
Assim como a Mesopotâmia, o Egito era um Estado teocrático. E também tinha sua economia baseada na agricultura de regadio, isto é, controlava os ciclos de cheias e vazões do Rio Nilo.
Os faraós eram venerados como o próprio deus vivo. Assim, o poder estava concentrado nesses representantes, que eram donos das terras, tinham a função de proteger seus habitantes e conduziam as atividades produtivas.
Civilizações Pré-Colombianas
São assim denominados os povos maias, astecas e incas, que precederam a colonização europeia na América do Sul.
Eram organizados de forma semelhante à das primeiras civilizações do Oriente (estado centralizado teocrático, hierarquia rígida, propriedade estatal da terra e exploração dos camponeses), apesar das épocas diferentes.
Esses povos dominavam a astronomia e aplicavam conceitos geométricos e matemáticos nas edificações.
Grécia
A civilização grega estabeleceu as bases da cultura e da política ocidentais.
Surgiu por volta de 2000 a.C. e perdurou até o século II a.C.
A população vivia em cidades-Estados, das quais Atenas e Esparta eram as mais importantes.
Atenas sobressaía pelo desenvolvimento cultural e econômico, enquanto Esparta era uma potência militar.
Os gregos criaram a democracia e acabaram dominados pelos romanos.
Filosofia Grega
Tradicionalmente, os estudos sobre a filosofia da Grécia antiga se dividem em três grupos. Para os pré-socráticos, o objeto de estudo era o cosmo, não o indivíduo, e buscavam conhecer o princípio das coisas.
A partir dos filósofos clássicos, o objeto de estudo da filosofia deixa de ser o cosmo e passa a ser o indivíduo e suas questões existenciais.
Neste período destacam-se Platão e Aristóteles. Os helenísticos abandonaram as questões políticas e morais, direcionando seus estudos para questões que levariam à felicidade dos indivíduos.
Roma
Um dos mais importantes impérios da história, dominou quase toda a região do Mar Mediterrâneo.
Costuma ser dividido em três grandes períodos: o monárquico, o republicano e o imperial. O Senado, instituição fundamental da política, originou os atuais Parlamentos.
Com o fim das guerras de conquista, o número de escravos caiu, prejudicando a economia e a supremacia romanas. Em 476, foi tomada pelos bárbaros germânicos.
A queda de Roma marcou o fim da Antiguidade e o início da Idade Média.