Vanney da segurança

Vanney da segurança Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

A VLI investiu R$ 130 milhões em um novo fluxo ferroviário de transporte de ferro-gusa pela Ferrovia Centro-Atlântica (F...
01/09/2026

A VLI investiu R$ 130 milhões em um novo fluxo ferroviário de transporte de ferro-gusa pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), conectando regiões produtoras de Minas Gerais aos terminais da Vports, no Espírito Santo.

Desenvolvido em parceria com a Vports e a Multilift, o novo fluxo permitirá o embarque do produto em navios com capacidade de até 55 mil toneladas.

A operação também prevê um fluxo de retorno de aproximadamente 30 mil toneladas mensais de coque, contribuindo para um melhor aproveitamento dos ativos ferroviários e para a integração entre os fluxos de ida e volta.

Outro ponto relevante é a capacidade dos terminais da Vports de receber navios de maior porte, favorecendo ganhos de escala nas exportações.

A iniciativa reforça ainda o papel do Corredor Leste da VLI, que conecta o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo por meio da FCA.
Atualmente, o corredor movimenta cerca de 28 milhões de toneladas por ano.

Fonte: VLI. VLI inicia movimentação ferroviária de ferro-gusa com destino à Vports. 20 ago. 2026.

O modal aéreo ganhou destaque na logística brasileira no primeiro trimestre de 2026. As exportações brasileiras por carg...
01/09/2026

O modal aéreo ganhou destaque na logística brasileira no primeiro trimestre de 2026. As exportações brasileiras por carga aérea cresceram 43%, alcançando US$ 5,8 bilhões, segundo dados do Painel de Indicadores da Carga Aérea, disponível na plataforma Hórus.

No período, o transporte aéreo movimentou 308,7 mil toneladas no Brasil, considerando operações domésticas e internacionais.

No mercado doméstico, a movimentação total de cargas caiu 1,5%, para 101,2 mil toneladas. Apesar disso, o transporte realizado por aeronaves exclusivamente cargueiras cresceu 18,3%, chegando a 39,8 mil toneladas.

Esse cenário reforça a importância do modal aéreo para cargas em que rapidez, segurança, previsibilidade e valor agregado são fatores determinantes.

Setores como tecnologia, farmacêutico, eletrônicos e componentes industriais estão entre os que podem se beneficiar dessa dinâmica, especialmente diante do crescimento do comércio eletrônico e da necessidade de maior agilidade nas cadeias de suprimentos.

Fonte: Agência iNFRA (2026) – “Carga aérea ganha papel estratégico na logística brasileira”, com dados do Painel de Indicadores da Carga Aérea/Hórus

O Rio Tapajós está no centro das discussões sobre a logística brasileira. Setores ligados ao transporte aquaviário e à l...
01/09/2026

O Rio Tapajós está no centro das discussões sobre a logística brasileira. Setores ligados ao transporte aquaviário e à logística estão preocupados com a possibilidade de uma nova seca na Amazônia, diante das projeções relacionadas ao El Niño no ciclo 2026–2027.

Segundo estimativas citadas pela MoveInfra, uma eventual interrupção da navegação no Tapajós poderia afetar entre 3,5 e 5,5 milhões de toneladas de grãos, com impactos econômicos estimados entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões.

Além do impacto econômico, existe outra preocupação: a necessidade de direcionar parte dessas cargas para rotas e modais alternativos, incluindo o transporte rodoviário, o que poderia aumentar os custos e as emissões.

O caso mostra que, na logística, ter capacidade de transporte não é suficiente. É preciso também estar preparado para lidar com imprevistos. Uma cadeia de suprimentos mais resiliente precisa considerar riscos climáticos, condições da infraestrutura, alternativas de rotas e modais e planos de contingência.

Fonte: MoveInfra e Folha de S.Paulo – Painel S.A., 31 ago. 2026.

O Sul Perdeu a Coroa. O Arco Norte Está a Caminho de Virar o Maior Corredor de Grãos do Brasil. 48% do Milho Já Sai por ...
01/09/2026

O Sul Perdeu a Coroa. O Arco Norte Está a Caminho de Virar o Maior Corredor de Grãos do Brasil. 48% do Milho Já Sai por Lá.

Em quatro anos, os portos do Arco Norte saltaram de 36,56 milhões para 58,06 milhões de toneladas de soja e milho exportadas.

Um crescimento de quase 59% entre 2021 e 2025.

E o número que melhor mostra o tamanho dessa mudança está no milho: em 2025, 48% de todo o volume exportado pelo Brasil saiu pelos portos do Arco Norte. Na soja, foram 36,2%.

Quando soja e milho são analisados juntos, a dimensão da mudança f**a ainda mais clara:

➜ Arco Norte: 39,5%
➜ Santos: 33,0%
➜ Paranaguá: 11,2%
➜ São Francisco do Sul: 6,2%
➜ Rio Grande: 6,1%

O Arco Norte já movimenta, sozinho, uma parcela maior dessas exportações do que qualquer outro corredor individual do país.

Não é apenas uma mudança de porto. É uma mudança de eixo.

Segundo a Conab-Companhia Nacional de Abastecimento, a integração entre rodovias, ferrovias e terminais portuários está por trás dessa reorganização. A proximidade com as grandes regiões produtoras do Centro-Oeste e do MATOPIBA e a redução dos fretes vêm aumentando a competitividade das rotas em direção ao Norte.

O Porto do Itaqui ajuda a dimensionar esse movimento.

A movimentação de grãos por ali passou de 11,55 milhões de toneladas em 2021 para 20,14 milhões em 2025, avanço de 74%. A Ferrovia Norte-Sul e os investimentos nos terminais do Tegram ampliaram a capacidade operacional desse corredor.

Mais a oeste, Itacoatiara, Santarém e Barcarena ganham força com o uso das hidrovias Madeira, Tapajós-Teles Pires e Solimões-Amazonas.

O detalhe que a maioria não está calculando é que esse crescimento ainda acontece com gargalos importantes.

A própria Conab alerta que períodos de seca na Amazônia podem comprometer a navegabilidade e afetar operações nos rios Madeira, Tapajós e Amazonas.

Ou seja: o Arco Norte ganhou escala antes mesmo de resolver todas as suas limitações.

E o movimento continua relevante em 2026. Até junho, o Arco Norte respondeu por 39,1% das exportações de soja e 35,4% das de milho, com Santos e Paranaguá vindo na sequência.

Os 48% mostram até onde o corredor já conseguiu chegar. Os gargalos mostram quanto espaço ainda existe para avançar.

O Arco Norte já não é uma alternativa ao mapa tradicional de exportação.

Está se tornando um dos lugares que definem esse mapa.

31/08/2026

O futuro dos computadores pode estar vivo literalmente.

Durante décadas, falar sobre computadores signif**ava falar sobre transistores, chips e silício. Agora, uma pergunta começa a desafiar essa visão: e se o próximo grande salto da computação não vier de um componente mais rápido, mas de um componente vivo?

Essa não é apenas uma hipótese de ficção científ**a. Empresas e grupos de pesquisa já desenvolvem sistemas capazes de conectar neurônios cultivados em laboratório a circuitos eletrônicos. Um dos exemplos mais conhecidos é o trabalho da Cortical Labs, que criou o CL1, um sistema que combina tecido neural vivo, hardware de silício e software em um ambiente integrado.

A proposta é ousada: utilizar a capacidade natural dos neurônios de se adaptar, aprender e processar sinais para investigar uma nova geração de sistemas computacionais mais eficientes, flexíveis e próximos do funcionamento do cérebro.

O que é um computador biológico?
Um computador biológico não é um computador tradicional feito inteiramente de matéria orgânica. Trata-se de uma arquitetura híbrida. De um lado, estão os componentes eletrônicos responsáveis por estimular e registrar a atividade neural. Do outro, estão redes de neurônios cultivadas em laboratório e mantidas vivas em condições controladas.

No CL1, os neurônios crescem sobre um chip equipado com eletrodos. Esses eletrodos enviam sinais elétricos para as células e captam suas respostas. Um sistema de software cria um ambiente virtual para que a rede neural receba informações e, por meio de seus padrões de atividade, influencie esse ambiente.

Essa combinação conecta wetware, o componente biológico, a hardware e software. O objetivo não é simplesmente substituir um chip por células, mas explorar o que pode acontecer quando a capacidade adaptativa dos neurônios é integrada à programabilidade da computação digital.

Neurônios podem realmente aprender?
Em 2022, um estudo publicado na revista Neuron apresentou o sistema DishBrain, no qual redes de neurônios humanos e de camundongos foram conectadas a um ambiente virtual inspirado no jogo Pong. As células recebiam estímulos elétricos relacionados ao estado do jogo, e suas respostas eram convertidas em ações dentro desse ambiente.

Os pesquisadores relataram mudanças de desempenho ao longo do tempo em condições de feedback fechado, nas quais o sistema recebia informações sobre as consequências de suas próprias respostas.

Isso não signif**a que uma “miniatura de cérebro” tenha surgido em uma placa, nem que as células possuam consciência semelhante à humana. O resultado indica que redes neurais vivas podem demonstrar adaptação em um sistema experimental controlado.

Essa distinção é fundamental. A computação biológica ainda está em fase inicial, e expressões como “computador vivo” podem criar expectativas exageradas. O valor da tecnologia está em investigar como redes biológicas processam informação, aprendem com o ambiente e reorganizam suas conexões.

Por que utilizar neurônios em vez de apenas chips?
O principal interesse está na eficiência energética e na capacidade de adaptação. O cérebro humano é frequentemente utilizado como referência para o desenvolvimento de arquiteturas computacionais mais eficientes. O NIST destaca que o funcionamento cerebral inspira circuitos capazes de processar informações com menor demanda energética.

É importante fazer uma ressalva: isso não signif**a que todo computador biológico já seja mais eficiente do que qualquer computador eletrônico. Sistemas com neurônios vivos precisam de suporte, nutrientes, sensores e equipamentos de leitura. Portanto, a eficiência é uma possibilidade promissora, não uma conclusão definitiva para todas as aplicações.

A expectativa é que os neurônios possam contribuir especialmente em tarefas que dependem de aprendizagem, reconhecimento de padrões, adaptação a situações novas e processamento de sinais incompletos. Em vez de executar apenas instruções rígidas, uma rede neural biológica pode modif**ar suas respostas com base na experiência recebida.

Onde essa tecnologia pode ser aplicada?
Na pesquisa médica, redes neurais cultivadas podem ajudar a estudar mecanismos associados a doenças neurológicas e observar como determinados compostos alteram o comportamento celular. A Cortical Labs apresenta o CL1 como uma plataforma para investigar funções neurais e realizar te**es com modelos celulares humanos.

Também existe potencial para o desenvolvimento de novos modelos de inteligência artificial. Ao observar como redes biológicas aprendem com poucos exemplos e se ajustam a estímulos, pesquisadores podem encontrar princípios úteis para criar algoritmos e arquiteturas mais eficientes.

Referências
https://corticallabs.com/cl1 "Cortical Labs — CL1: Biological Computer"

https://doi.org/10.1016/j.neuron.2022.09.001 "Kagan et al. — In vitro neurons learn and exhibit sentience when embodied in a simulated game-world, Neuron"

https://www.nist.gov/blogs/taking-measure/brain-inspired-computing-can-help-us-create-faster-more-energy-efficient "NIST — Brain-Inspired Computing Can Help Us Create Faster, More Energy-Efficient Devices"

🛡️ COMO SOLICITAR O REGISTRO E A CARTEIRA NACIONAL DE GESTOR DE SEGURANÇA PRIVADA?Você é Gestor de Segurança Privada e q...
26/08/2026

🛡️ COMO SOLICITAR O REGISTRO E A CARTEIRA NACIONAL DE GESTOR DE SEGURANÇA PRIVADA?
Você é Gestor de Segurança Privada e quer entender como funciona o registro profissional junto à Polícia Federal? Então confira este passo a passo!

1️⃣ ACESSE O SISTEMA GESP
O primeiro passo é acessar o GESP — Gestão Eletrônica de Segurança Privada, sistema utilizado pela Polícia Federal no controle e gestão das atividades de segurança privada.

2️⃣ FAÇA O REQUERIMENTO DE REGISTRO
O pedido de registro do Gestor de Segurança Privada deve ser realizado por meio do sistema GESP e será direcionado para análise da Polícia Federal.

3️⃣ REÚNA E DIGITALIZE A DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA
De acordo com a regulamentação aplicável, o requerimento deve ser instruído com documentos como:
📌 Documento oficial de identif**ação;

📌 CPF, quando não constar no documento de identif**ação;

📌 Comprovante de residência;

📌 Certidões negativas de antecedentes criminais exigidas;

📌 Fotografia recente, conforme os padrões estabelecidos pela Polícia Federal.

⚠️ Antes de iniciar o processo, confira sempre a relação atualizada de documentos e requisitos exigidos pela Polícia Federal.

4️⃣ PAGUE AS TAXAS
💰 O cadastro do profissional de segurança privada possui taxa no valor de R$ 43,80.

💳 Além disso, a confecção do documento nacional de identif**ação dos profissionais de segurança privada também possui taxa de R$ 43,80.

📌 Assim, considerando as duas taxas previstas na legislação, o valor total é de R$ 87,60.

5️⃣ AGUARDE A ANÁLISE DA POLÍCIA FEDERAL
Após o envio do requerimento, da documentação e o recolhimento das taxas exigidas, o processo será analisado pela unidade competente da Polícia Federal.

6️⃣ REGISTRO PROFISSIONAL E CARTEIRA NACIONAL
Com o cumprimento dos requisitos e a aprovação do processo, o profissional poderá obter seu registro como Gestor de Segurança Privada e seguir o procedimento para emissão da sua Carteira Nacional de Gestor de Segurança Privada, conforme as regras estabelecidas pela Polícia Federal.

🛡️ UMA NOVA ETAPA PARA A PROFISSIONALIZAÇÃO DO SETOR
A regulamentação do registro do Gestor de Segurança Privada representa um avanço importante para o reconhecimento, a organização e a valorização dos profissionais que atuam na gestão da segurança privada no Brasil.

📚 IMPORTANTE: Antes de iniciar o processo, consulte sempre os requisitos, valores e procedimentos atualizados nos canais oficiais da Polícia Federal.

O cargo de Gestor de Segurança Privada está prestes a se tornar obrigatório por lei.E quem não estiver devidamente regis...
13/07/2026

O cargo de Gestor de Segurança Privada está prestes a se tornar obrigatório por lei.
E quem não estiver devidamente registrado na Polícia Federal f**ará de fora.

→ Nos bastidores do setor, o clima é de aquecimento.
A Lei nº 14.967/2024 já está em vigor, e a minuta do decreto regulamentador, embora ainda não publicada oficialmente, já circula amplamente.

→ Tudo indica que o caminho será a exigência de gestores de segurança privada credenciados junto à Polícia Federal, com registro formal, vínculo comprovado e atuação direta nas operações.

→ Muito em breve, empresas de segurança privada, instituições financeiras e condomínios com segurança orgânica terão que comprovar a presença desse profissional em seu quadro técnico — tal como já ocorre com os vigilantes.

→ E não estamos falando de um cargo decorativo.
O Art. 26 do Estatuto da Segurança Privada estabelece que o gestor será o responsável por analisar riscos, integrar recursos, elaborar projetos de proteção, conduzir auditorias e gerenciar operações como transporte de valores.

→ Já o Art. 17 da minuta reforça: atividades como escolta armada e segurança pessoal deverão, obrigatoriamente, contar com esse profissional habilitado.

→ A expectativa é de um modelo de credenciamento oficial, semelhante ao que já existe para instrutores, com exigência de formação superior, especialização na área, disciplinas obrigatórias e emissão de carteira funcional.

→ As bases legais estão lançadas.
O que já se sabe nos bastidores aponta para uma mudança real e iminente na estrutura da segurança privada no Brasil.

Se você trabalha com segurança privada ou atua como vigilante, vem aqui comigo, porque esses dados vão te mostrar muito ...
13/07/2026

Se você trabalha com segurança privada ou atua como vigilante, vem aqui comigo, porque esses dados vão te mostrar muito sobre o setor onde você está.

O perfil do vigilante no Brasil em 2024 diz muito mais do que os números soltos por aí.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Brasil tem hoje 643.608 vigilantes registrados. É muita gente e por trás desse número, tem um retrato claro de como a segurança privada está mudando no país.

O setor ainda é majoritariamente masculino (85%), mas a presença feminina cresce ano após ano. Em 2016, eram cerca de 69 mil mulheres. Em 2024, já são mais de 95 mil, um crescimento de quase 40%.

E tem um detalhe importante: mesmo com a exigência mínima de escolaridade sendo básica, o vigilante brasileiro está correndo atrás.

Mais de 510 mil têm ensino médio completo.
Mais de 20 mil chegaram ao nível superior.

Ou seja, tem muita gente estudando, se capacitando, querendo mais — mesmo que o mercado ainda não enxergue isso como deveria.

Em relação à idade, mais de 60% têm 40 anos ou mais. Uma categoria experiente, madura, que carrega conhecimento prático. Mas que também precisa de renovação e valorização — antes que o sistema perca tudo isso sem perceber.

Na distribuição geográf**a, o Sudeste concentra quase 47% dos profissionais, mas é no Norte e Sul que o crescimento proporcional mais se destaca.

O vigilante de hoje está mais preparado, mais qualif**ado, mais atento. Ele não é só quem vigia — ele antecipa, responde, previne.
E se o Brasil ainda não aprendeu a enxergá-lo de verdade, está mais do que na hora de começar.

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 — Fórum Brasileiro de Segurança Pública
https://lnkd.in/dgrH9gSw

Muitas empresas de facilities, aquelas que atuam com portaria, conservação e apoio operacional, acabam incluindo CNAEs d...
13/07/2026

Muitas empresas de facilities, aquelas que atuam com portaria, conservação e apoio operacional, acabam incluindo CNAEs de segurança privada no contrato social, muitas vezes sem intenção real de atuar nesse segmento.

E é exatamente aí que começa o problema.

Com o novo Estatuto da Segurança Privada, esse tipo de enquadramento passou a ter impacto direto na vida da empresa.

Art. 57. A junta comercial comunicará à Polícia Federal o registro de empresa que tenha como objeto social a prestação de serviços de segurança privada, no prazo de 15 (quinze) dias contados da data do registro.

Na prática, isso veio acompanhado de algo ainda mais relevante. A exigência de autorização prévia da Polícia Federal para atos empresariais que envolvam essas atividades.

E é aqui que muitas empresas estão sendo surpreendidas.

Hoje, a presença de determinados CNAEs no contrato social já é suficiente para travar registros e alterações na Junta Comercial, mesmo que a empresa nunca tenha atuado na área, gerando notif**ação pelo órgão.

Os principais CNAEs envolvidos são:

8011-1/01 Atividades de vigilância e segurança privada
8012-9/00 Transporte de valores
5229-0/99 Outras atividades auxiliares dos transportes terrestres
8599-6/99 Formação de profissionais de segurança
8020-0/01 Monitoramento eletrônico de segurança

O CNAE de monitoramento eletrônico é frequentemente utilizado por empresas de tecnologia, facilities e serviços gerais. Mas, para a legislação, ele é enquadrado como atividade de segurança privada.

Resultado: a empresa entra automaticamente no radar da Polícia Federal.

E o impacto é direto.

Mesmo uma alteração simples, como mudança de sócio, pode ser bloqueada na Junta Comercial. Se houver CNAE de segurança privada no objeto social, será exigida autorização prévia da Polícia Federal.

Isso também vale para quem tenta corrigir o passado.

A exclusão de um CNAE de segurança privada incluído de forma equivocada no contrato social também pode exigir análise e autorização prévia.

Ou seja, não se trata apenas de abrir empresa. Qualquer movimentação societária passa a depender desse controle.

O que antes era uma prática informal, agora é regra.

Por isso, revisar o objeto social deixou de ser detalhe e passou a ser estratégia. Um CNAE mal definido pode gerar entraves operacionais, custos adicionais e atrasos desnecessários.

O Estatuto não criou o controle, mas consolidou um sistema que agora tem efeito jurídico direto sobre as empresas.

Vanney Queiroz Jesus

DESENVOLVA UMA MENTALIDADE DE FORÇAS ESPECIAIS.1. O Choque de Culturas e a Ilusão do "Final de Semana"Nas Forças Especia...
23/06/2026

DESENVOLVA UMA MENTALIDADE DE FORÇAS ESPECIAIS.

1. O Choque de Culturas e a Ilusão do "Final de Semana"
Nas Forças Especiais (e nas forças armadas em geral, especialmente na infantaria e no paraquedismo), a mentalidade não é forjada em um evento de 48 horas. Ela é o resultado de doutrina contínua, repetição exaustiva, e de um ambiente onde a falha pode custar vidas, não apenas um bônus no final do ano.

Quando empresas contratam ex-operadores para dar um "choque de gestão" em suas equipes durante um final de semana, o paisano geralmente experimenta a privação de sono, o esforço físico e a pressão psicológica momentânea. No entanto, na segunda-feira, ao voltar para a gestão de portfólios, planilhas e metas de curto prazo, o instinto de sobrevivência corporativa (que muitas vezes envolve vaidades, atalhos e foco no lucro) engole o treinamento. Sem um acompanhamento de longo prazo, o evento vira apenas uma história para contar no happy hour.

2. O Desalinhamento do "Objetivo Fim"

O objetivo de um militar em combate é o cumprimento da missão e a preservação da equipe. O objetivo corporativo, na esmagadora maioria das vezes, é o resultado financeiro rápido. Para que os conceitos de Forças Especiais funcionem no mundo corporativo, eles não podem ser vendidos como fórmulas mágicas de motivação. Eles precisam ser traduzidos para a engenharia de planejamento e operações cotidianas: Consciência Situacional: Traduzida para a leitura de mercado, antecipação de riscos em projetos complexos e gestão de crises.

Descentralização da Execução: O conceito de que quem está na ponta da linha toma a decisão tática, enquanto a diretoria foca na estratégia.

Planejamento Reverso e Resiliência: Aplicar a disciplina militar na criação de uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) à prova de falhas, sabendo que nenhum plano sobrevive ao primeiro contato com o inimigo (ou com o mercado), mas que o ato de planejar é o que garante a capacidade de adaptação.

3. A Comercialização da Doutrina.

Muitos profissionais que saem do meio militar e abrem essas escolas encontram um mercado corporativo sedento por "liderança" e "resiliência". O problema é que o RH das empresas muitas vezes compra a estética militar (o uniforme, os gritos, a lama) e não a essência (disciplina irrestrita, lealdade à equipe, ética inegociável e planejamento meticuloso). Vender a estética é mais fácil, dá lucro rápido e não exige a dura mudança de cultura organizacional que a verdadeira doutrina demandaria.

O Veredito. Para que haja uma verdadeira mudança de consciência, transformando a visão fragmentada e de curto prazo do "paisano" em uma visão estratégica, resiliente e focada na missão, o treinamento não pode ser um evento isolado. Ele precisaria ser incorporado à cultura da empresa, refletindo-se nos KPIs, na forma como as reuniões de diretoria são conduzidas e na maneira como a empresa lida com as falhas operacionais no dia a dia, em toda e qualquer empresa.

Endereço

Manaus, AM
69063650

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