27/06/2020
PECULIARIDADES DO AMBIENTE WALDORF - A MESA DE ÉPOCA
A visão do ser humano, adotada na pedagogia Waldorf, é a do ser completo em suas dimensões e integrado à natureza. Sendo assim, em nosso fazer pedagógico, planejamos todo calendário anual baseado nos cliclos da natureza e nas festividades e tradições da cultura local.
Uma forma de representar esses períodos, situar a criança no tempo anual e destacar o período presente sem chamar a atenção da criança de forma direta, é por meio da composição da mesa de época.
A mesa de época é um cantinho especial que existe em todo espaço Waldorf, nele organizamos de forma harmônica cores, objetos, elementos da natureza, bonecos, tecidos, entre outros... uma cena que represente o período do ano que está sendo vivenciado.
Por vezes a mesa vai sendo construída ao longo de semanas, a criança observa dia a dia sua evolução, isso se transforma em imagens internas que podem ajudá-la a entender melhor o seu entorno e os ciclos naturais.
29/05/2020
PECULIARIDADES DO AMBIENTE WALDORF - Natureza dentro e fora.
Ao pensar na construção de um ambiente inspirado na Pedagogia Waldorf, é indispensável incluir o contato com a natureza, além de proporcionar infinitas possibilidades de trabalho pedagógico, amplo espaço para brincadeiras e exercício da criatividade, a natureza transmite a calma, o ambiente saudável e a percepção de que o ser humano faz parte de um sistema maior, portanto tem responsabilidade diante dele.
- A conexão (direta ou indireta) com a natureza é vista como benéfica à saúde psicoemocional das crianças.
- A natureza está presente no ambiente interno como material em atividades: sementes de vários tamanhos, tocos de madeira de diferentes tamanhos e formas, conchas, pedras, raízes, vasos com plantas, etc.
- No ambiente externo: chão de terra, areia, arvores, vegetação por todos os lados, passarinhos, formiguinhas e tudo que o ecossistema abriga.
- Recomenda-se o uso de materiais construtivos e de revestimento que sejam naturais.
Adaptação do texto publicado em: https://www.archdaily.com.br/br/935704/como-projetar-escolas-e-interiores-baseados-na-pedagogia-waldorf
17/05/2020
Vamos brincar de roda?
Sugerimos para crianças pequenas as músicas:
10/05/2020
SENTIDO VITAL
Este é sentido orgânico, visceral ou da vida, graças a ele experimentamos nossa “existência corpórea”. Nos dá a percepção de bem-estar e mal-estar orgânico, nos dá a noção de sermos cuidados, alimentados, aquecidos, amados, levados para dormir, isto ´´e, ter as necessidades básicas atendidas.
Para o bom desenvolvimento deste sentido é importante:
- Atender as necessidades básicas da criança. Compreender as características de cada uma.
- Cuidar com os estímulos visuais, táteis, auditivos, olfativos, gustativos que entram em contato com a criança através do ambiente, dos objetos, e das pessoas.
- Demonstrar interesse pela criança e por aquilo que ela faz, ir ao seu encontro com afetividade. Manter a calma interior.
- Respeitar o tempo da criança para comer, calçar e amarrar os sapatos, vestir e despir suas roupas etc.
- Proporcionar um ritmo diário, principalmente nas atividades básicas como alimentação, atividade corporal, descanso, sono, afim de que a criança se sinta mais segura e confiante com o que vai acontecer.
Atividades:
- Contos de Fadas
- Ritmo diário
- Boa nutrição
Imagem tirada de:https://amenteemaravilhosa.com.br/wp-content/uploads/2015/10/vitalidade.jpg
Adaptação de texto publicado em: http://www.jardimdasandorinhas.com.br/o-cultivo-dos-4-sentidos-basicos/
03/05/2020
SENTIDO DO EQUILÍBRIO
Rudolf Stainer chama este sentido de orientação de "um órgão para perceber relações entre o centro de gravidade da Terra e o próprio corpo".
Este sentido:
¤ Está diretamente ligado ao sentido do movimento próprio;
¤ Nos habilita permanecer eretos contra a gravidade em equilíbrio estático, com nossas mãos livres para agir no mundo, cuidar e consolar o outro;
¤ Nos dá confiança e segurança postural;
¤ Nos dá orientação espacial e indica como buscar nossa relação com a esquerda e direita, frente e atrás;
¤ Está relacionado com o processamento auditivo;
¤ Responsável pelas atividades visomotoras e viso-espaciais.
Tarefa do adulto:
¤ Manter a calma interior;
¤ Proporcionar a criança a oportunidade de se movimentar ampla e diversificadamente, especialmente aqueles movimentos que tirem o corpo da posição vertical (até os 12 anos de idade);
¤ Desenho de formas (a partir de 7 anos).
Brincadeiras:
♡ Correr, balançar, pular, saltar (como sapo, caranguejo, coelho, grilo), engatinhar, cambalhotar, rolar, girar. ..
♡ Carregar pesos, baldes cheios (com materiais de pesos diferentes), pular amarelinha, caracol, andar no meio fio, em tábuas estreitas...
♡ Cabra cega, pinhata, rabo no b***o...
27/04/2020
O SENTIDO DO MOVIMENTO
Este sentido nos informa se nos achamos em repouso ou em movimento. Percebe todos os movimentos que se passam no nosso corpo. "De forma sumamente delicada e quase inconsciente, participamos, com nosso organismo físico, ou com parte dele, e todo movimento exterior, tão logo este penetre de experiência" (Rudolf Steiner).
Músculos, cartilagens, tendões e articulações são neurotransmissores desse sentido do movimento.
Trabalhando o sentido a crianças irá desenvolver:
¤ Habilidades motoras grossa e fina
¤ Coordenação olho-mão
¤ Espacialidade
¤ Controle do movimento do corpo, que antes era ap***s reflexo e involuntária
¤ Está relacionado com a fala e linguagem
¤ Autoconfiança, sensação de liberdade, segurança, alegria; o "eu consigo", "eu sei fazer".
Adaptação do texto publicado em:
http://www.jardimdasandorinhas.com.br/o-cultivo-dos-4-sentidos-basicos/
14/04/2020
Hoje um conto de fadas para aquecer o coração.
É bem curto e intitulado "O que a Bisavó contou".
Espero que gostem!
ra uma vez uma pequena fadinha cor-de-rosa. Ela tinha um lindo lar, revestido com macias p***s da fina penugem de pato; havia lá dentro um aroma delicioso de pinheiros, e havia espaço suficiente para guardar todos os tesouros que ela tinha. Um dia, quando a fadinha colhia amoras vermelhas, chegou a uma pequena aldeia, em que não havia uma única criança. As pessoas trabalhavam tristemente – ninguém fazia biscoitinhos, ninguém cantava canções alegres, e ninguém contava aquelas belas histórias que as crianças gostam tanto de ouvir. E a fadinha pensou: “Preciso levar crianças àquela aldeia, para alegrar o coração dos homens”.
Ela foi ter com a sábia coruja e pediu-lhe um conselho. “Você terá que trazer-me três coisas”, disse a coruja, “assim chegarão crianças na aldeia”. As três coisas que a coruja havia exigido eram: um ramo sempre-verde de pinheiro, uma peninha do gaio azul e uma pedra preciosa colorida. Quando a fadinha ouviu isso, ela ficou feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz, pois ela possuía esses tesouros, triste, porque agora teria que desfazer-se deles. Mas soube prontamente o que iria fazer. Apressou-se a chegar em casa e levou os três tesouros para a coruja.
“Sábia coruja”, disse ela, “aqui trago o ramo, a pena e a pedra preciosa”.
Exatamente neste momento as primeiras crianças foram chegando à aldeia e iam chegando cada vez mais. Como ficaram felizes os pais com seus filhinhos! Não demorou muito para que as ruas da aldeia cheirassem a biscoitinhos sendo assados, ouvia-se as crianças cantando alegres canções e via-se mães sentadas contando belas histórias aos seus filhos. Os pais ficaram muito agradecidos e foram falar com a sábia coruja velha. “Como foi que aconteceu, que chegaram crianças na nossa aldeia?” A coruja lhes contou tudo, e também a quem eles deviam sua felicidade. Então os pais juntaram três tesouros tão preciosos quanto os outros e levaram à fadinha – um ramo sempre-verde cheiroso, uma pena azul e uma brilhante pedra preciosa.
Retirada do site de Ana Flávia Basso.
Você pode acessar pelo link:
Semana Especial Fadas – O que a Bisavó contou – Conto Estadunidense – Ana Flávia Basso
Imagem: The Fairy Ladder, de Ida Rentoul Outhwaite (1888-1960), uma famosa ilustradora australiana de fadas Esta é a 4a história da Semana Especial Fadas, uma semana só com histórias que tenham Fadas em seu enredo. De 21 a 27 de abril, compartilharei uma história por dia com esse tema mai...
13/04/2020
Que tal fazer borboletas com papéis de seda?
A seguir um passo a passo de como fazer borboletas de papel de seda (ou outro papel molinho que você tiver por aí).
Dica: misture papéis de diferentes cores, faça um mobile ou outro arranjo decorativo. Abuse da imaginação!
07/04/2020
Hoje trazemos mais uma imagem da páscoa: a história da lagarta que passa por uma transformação e vira borboleta.
Páscoa é momento de introspecção e renascimento
Brincadedos - Uma Lagartinha
Seu filho não pára quieto? Da trabalho para comer e pra dormir? Conheça os Brincadedos: histórias, canções e brincadeiras para fazer com os dedinhos. Além de...
05/04/2020
Que tal contar uma história para seu filho?
Hoje trazemos uma história sobre a época da Páscoa:
Os três Coelhinhos no Himalaia
Era uma vez três coelhinhos no alto do Himalaia. Um era todo branco, outro todo marrom, e o terceiro branco e marrom. Queriam muito ir para o céu, mas disseram para eles que no céu não entra nenhum bichinho.
Mas como eles queriam muito, passavam o dia todo rezando. Rezaram, rezaram até que um dia Deus escutou, chamou a lua e disse:
– “Ouvi três coelhinhos rezando. Quero que vá até a casa deles”.
Um dia, a lua vestida de viajante veio e disse:
– “Sou um viajante. Andei muito, estou bem cansado. Você me deixa descansar, comer algo com você?”
Imediatamente, o coelho marrom ofereceu uma poltrona para descansar e providenciou um jantar bem caprichado.
Depois, caminhando, o viajante chegou a casa do coelho branco e marrom. Bateu à porta dizendo que era um viajante que estava muito cansado e faminto. O coelho demorou um pouco para atender e não foi muito atencioso. Ajeitou algo para o viajante, mas não se sentou com ele. O viajante ficou aborrecido.
Por fim, o viajante bateu à casa do coelho branco. Ninguém atendeu. Ele tornou a bater. Depois de um longo tempo, apareceu o coelho branco, pedindo desculpas pela demora. Ele estava arando e não escutara. O viajante disse que estava cansado e faminto. O coelho branco não tinha cadeira para oferecer; limpou um cantinho do chão e pediu para que ele se sentasse ali no cantinho. Depois foi procurar algo de comer para dar do viajante, mas nada encontrou. O viajante continuava com fome. O coelho procurou, procurou e nada encontrou.
Então teve uma ideia: pôs água numa panela e levou-a ao fogo. Foi até a sala e perguntou ao viajante:
– “Você come carne? Não encontrei outra coisa para você comer. Vou lhe dar o que tenho de mais precioso”.
Assim dizendo chegou perto da panela e pulou. O viajante veio correndo mas, quando chegou perto do fogo, o coelhinho branco já estava cozido. O viajante ficou muito assustado.
Já no céu a lua foi falar com Deus e o viu com um coelhinho branco no colo. A lua contou o que havia acontecido dentro das casas dos três coelhinhos e que ele havia tentado evitar que o coelho pulasse dentro da panela, mas não havia dado tempo.
Deus disse:
– “O coelho branco está aqui, junto de mim, Só que não sei o que fazer com ele aqui no céu. O sol, as estrelas, as nuvens, não têm um lugar para ele”.
A lua então disse:
– “Deixe-o vir comigo”. E o coelhinho branco passou a viver junto com a lua.
E é por isso que na época da Páscoa a gente olha para a lua e vê um coelhinho sentado nela.
- Simone Lôpo.
Publicada no site de Ana Flávia Basso
Histórias de coração para coração 10 – Os três Coelhinhos no Himalaia – Ana Flávia Basso
Imagem: Pinterest Amanhã será domingo de Ramos, o início da Semana Santa. E quem tem criança em casa, sempre procura histórias e maneiras de celebrar essa festividade. Aqui no site, temos várias histórias e posts sobre o tema e deixarei os links no final desse artigo. Mas hoje é dia de hi...