06/10/2021
[RADAR] VALKNUT
Luís Brüeh é um dos designers brasileiros mais bem sucedidos internacionalmente. Também pudera: o cara cria, desenvolve, ilustra, faz o projeto gráfico, bate o escanteio e cabeceia!
E, pra mim, com Valknut ele marcou um golaço! Que joguinho bom, galera! Tem caixa pequena, produção simples mas caprichada. Cartas de qualidade e tokens de personagens de boa gramatura, tudo isso em cores vivas.
Único ponto que eu tenho aqui, e nem é bem um ponto negativo em si, é que o jogo CLAMA por miniaturas. Mover as pecinhas de cartonado pelo tabuleiro modular feito de cartas pode ser complicado e, se você tiver uma mão pesada, vai acabar bagunçando tudo.
Por outro lado, eu entendo a decisão mercadológica de manter tudo simplif**ado. Barateou demais o preço do jogo e, na humildade aqui, Valknut é uma das melhores relações custo-benefício do mercado de boardgames na atualidade.
Por menos de R$ 100 você leva um jogo inteligente, bem pensado, bem equilibrado, cabeçudo e muito divertido.
Um jogo que tem aquela sensação de jogo de damas com o vovô, de xadrez na praça, de jogo de tabuleiro raiz. Um jogo no qual a dificuldade não é entender milhões de regras ou lidar com variados componentes, mas, sim, ler a mente do adversário e tentar superá-lo estrategicamente.
Se você gosta desse tipo de jogo, você precisa experimentar Valknut.
Confesso que ainda não testei o jogo com 3 e 4 jogadores, mas em formato duelo roda que é uma beleza! A assimetria é super bem-vinda; e até mesmo quando a combinação de facções se mostra muito desbalanceada, a desvantagem não irrita, mas desafia.
Com dois modos de jogo adicionais, Valknut tem uma rejogabilidade monstra. Dificilmente você joga uma ou duas partidas. O mais comum é rolar aquela famosa “melhor de 5”, que vira uma “melhor de 7”, e assim sucessivamente…
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#настольнаяигра