29/09/2026
🌡️ El Niño pode atingir o pico no fim do ano. Veja impactos esperados para o Brasil
🛰️ As previsões apontam para o pico do El Niño até novembro ou dezembro. O aquecimento do Pacífico equatorial altera a circulação atmosférica e pode acentuar as diferenças na distribuição das chuvas e das temperaturas entre as regiões brasileiras.
🌊 Segundo o monitoramento apresentado pelo Laboratório Lápis, as anomalias diárias da temperatura da superfície do mar, na principal região do El Niño, ultrapassaram +3 °C nas últimas semanas. Os valores superam a marca de +3,02 °C registrada em novembro de 2015. Um pico diário, porém, não define sozinho a intensidade final do evento.
☀️ A tendência de aumento da intensidade prevista também aparece no conjunto de modelos climáticos do serviço europeu Copernicus (C3S), que aponta para a possibilidade de um El Niño extremo. No mapa de previsão oceânica para dezembro, as maiores anomalias projetadas ultrapassam +7 °C em áreas do Pacífico equatorial oriental.
🌅 Historicamente, o El Niño está associado a maior risco de seca e calor no Norte e no Nordeste, bem como de chuvas intensas no Sul. Além do Pacífico, as previsões indicam águas mais quentes que o normal no Atlântico Sul tropical, próximo à costa leste do Nordeste. Para o meteorologista Humberto Barbosa, fundador do Laboratório Lápis, essa condição pode atenuar parcialmente ou redistribuir os impactos do El Niño sobre as chuvas nordestinas.
🗺️ Os mapas de umidade do solo do Laboratório Lápis indicam baixos níveis em grande parte da faixa central do País. No Semiárido, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste, há áreas com menos de 10% de umidade do solo disponível para o desenvolvimento das plantas. No Sul, após períodos de calor intenso, houve tempestades com chuva forte e ventos.
🌬️ O mapa de circulação atmosférica tropical, do modelo europeu ECMWF, ajuda a entender esses contrastes. Ele mostra áreas com predomínio de ar descendente, condição que dificulta a formação de nuvens de chuva, e outras com maior instabilidade.
📖 Este conteúdo foi aprofundado no Livro “Um século de Secas”: https://www.letrasambientais.org.br/comprar