NEABI da Cidade Universitária de Macaé

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Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de NEABI da Cidade Universitária de Macaé, Edifício universitário, Avenida Aluizio da Silva Gomes, 50, Macaé.

25/05/2020

Queridxs,
o primeiro Dossiê temático do Neabi Macaé foi publicado na revista Africa e Africanidades dia 25 de Maio/2020!

O material reúne os textos finais produzidos pelxs estudantes da disciplina interinstitucional "Relações Étnico-raciais" (UFRJ e UFF Macaé/ 2019.2).

Dedicamos a nossa conquista a nossa amada Clarissa Gomes.
Nossa gratidão à Revista Revista África e Africanidades
Parabéns à equipe editorial (docentes Neabi Macaé) e aos (às) estudantes.

http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/0250052020.pdf

Photos from NEABI  da Cidade Universitária de Macaé's post 24/05/2020

Clarissa Gomes da Silva, 59 anos, nascida no bairro Aroeira da cidade de Macaé e moradora da comunidade Malvinas. Uma filha apaixonada pelo paizinho, mãe de Alex e Aline e avó de quatro netos. Dona de um sorriso encantador, presença contagiante. Sempre elegante, solidária e na luta por sua comunidade. Uma voz potente, cheia de verdade.
Sua paixão era cozinhar e certamente era a melhor cozinheira da região. Cozinhar, para ela, representava cuidado.
Foi com Clarissa que aprendemos as histórias de Macaé, narrativas que ninguém encontra nos livros. Cada memória era contada cheia de saudades de uma cidade que ela chamada de “sua”.
Falava-nos sobre a praia de Imbetiba, que um dia foi a mais bonita da cidade; sobre o Mercado de Peixes, a pilação de arroz, a Festa de São Pedro, a igreja de Santana, os Jongos da Aroeira no terreno do sr Castolino e o que se praticava atrás da igreja de São Jorge. Contou-nos sobre a pedreira da Aroeira, onde ela e as irmãs carregavam as pedras brutas sobre uma rodilha de pano, na cabeça.
Emocionava-nos com as histórias amargas das suas experiências como empregada doméstica, nas casas das madames do Rio de Janeiro e Macaé.
Sonhava e lutava por um projeto de sociedade onde a população negra e periférica pudesse ter oportunidades e vivesse de forma digna. Deixou-nos um legado.
Rendemos a nossa mais sincera homenagem a essa mulher incrível, que colaborou com a construção o Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e indígena da cidade universitária de Macaé. Manteremos a sua memória viva.
Descanse em paz, nosso bem. Clarissa Gomes

07/03/2020

Macaé, 07 de março de 2020
O Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e Indígena da cidade universitária de Macaé (Neabi Macaé) repudia os atos realizados pela Comissão de Trote do Curso de Engenharia da UFRJ/Macaé nas atividades de recepção de calouros. Na ocasião, uma estudante recém chegada à universidade teve o seu corpo pintado com tinta preta. Além disso, em seu rosto, se observa alguns detalhes em tinta de tonalidade mais clara, de modo que os lábios assumem contornos grossos e os olhos são destacados. A caricatura construída ridiculariza as características fenotípicas da população negra, sendo uma prática violenta amplamente conhecida como blackface e, portanto, inaceitável e criminosa. Tal prática reforça e revisita comportamentos repugnantes de movimentos supremacistas brancos que nos assombraram no passado e que, atualmente, tem encontrado espaço diante do clima de ascensão do fascismo em várias partes do mundo, a exemplo do Brasil.
Uma vez confrontados com as verdades desconfortáveis e diante das repercussões das denúncias dos internautas, nas redes sociais, a comissão de trote da Engenharia/2020 se posicionou, em sua página virtual, pedindo desculpas, porém se recusando a reconhecer o que está óbvio aos olhos: a ocorrência de prática ra***ta que deprecia e reforça estereótipos negros. Não existe justificativa aceitável! E a negação em nada contribui para a resolução do problema, pelo contrário, ajuda a “manter e a legitimar as estruturas violentas de exclusão racial” (KILOMBA, 2019, p.34). O caminho para mudança exige o reconhecimento dessas práticas violentas e a responsabilização exemplar de seus autores. Portanto, é imperiosa a criação de novas configurações de poder e sobretudo, em espaços públicos de produção de conhecimento tal como as universidades.
O Neabi Macaé e a Comissão de Direitos Humanos e Combate a Violência foram convidados pela Direção do Campus UFRJ Macaé para participar do processo institucional que apurará o caso. Reitera-se que mobilizaremos todo nosso capital intelectual e a força de nossa ancestralidade no combate a todas as formas de violações de direitos humanos e a nossa dignidade. Faremos a nossa parte na luta antirra***ta! No entanto, consideramos importante manifestar publicamente que, para nós, "não é suficiente fazermos apenas a oposição ao racismo, pois após a resistência haverá um espaço vazio" (KILOMBA, 2019). Sendo assim, consideramos que é preciso construir um novo caminho, isto é o que Bell Hooks (1990, p. 15) denominou “tornar-se, fazer-se de novo”. Seguiremos insistindo que a nossa Instituição, como um todo, deva se comprometer com a pauta antirra***ta e nos apoiar em ações que viabilizem práticas educativas, sobretudo os estudos das s relações étnico raciais.
Diante do ocorrido, temos recebido vários convites para compor rodas de conversa sobre o tema “racismo”. Apoiaremos a todos os esforços e atenderemos a todas as iniciativas que estiverem em nosso alcance, pois é o nosso compromisso. Porém, nos perguntamos “e quando a poeira baixar?” Aguardaremos o próximo episódio? Nossas decisões do presente devem ser, acima de tudo, duradouras e transformadoras. Por isso, CONCLAMAMOS O CORPO SOCIAL DA UFRJ MACAÉ para o estabelecimento de uma agenda que privilegie a educação antirra***ta, que implique na mudança dos planos institucionais, planos pedagógicos e projetos de ensino. Desejamos que os conteúdos programáticos contemplem outras epistemologias (negras, indígenas), e que, como resultado, possamos ver a transformação das práticas e das relações, produzindo a eliminação de preconceitos e violências de qualquer natureza.
Aproveitamos a oportunidade para mencionar que, desde 2018, no segundo semestre de cada ano letivo, o Neabi Macaé oferece uma disciplina eletiva e integrada (UFF Macaé e UFRJ Macaé) intitulada “Tópicos em Relações Étnico Raciais”. Os frutos desse curso são: a realização de um Colóquio da Consciência Negra e, neste ano, os trabalhos finais integrarão um dossiê temático que compreende o debate do racismo no contexto universitário. Todxs estão convidadxs a participarem/difundirem a disciplina, assim como fazerem do dossiê um material consultivo. Porém, mais do que um convite, aclamamos a chamada de Conceição Evaristo (2007, p.21) Precisamos deixar de “ninar os da Casa Grande, e sim incomodá-los em seus sonos injustos".
Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e Indígena da Cidade Universitária de Macaé

Assinam juntamente conosco:
Liga Acadêmica de Saúde Coletiva de Macaé - Lascom
Comissão de Direitos Humanos e Combate à Violência (CDHCV UFRJ)
Diretório Central dos Estudantes da UFF Macaé
Direção da UFF Macaé
Grêmio Estudantil Nelson Mandela

Referências Bibliográficas
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação- Episódios de racismo cotidiano. 1ª Ed. Cobogó, 2019.
HOOKS, B. Yearning. Race, Gender and Cultural Politcs. Boston: South End Press, 1990.
EVARISTO, C. Da grafia-desenho de minha mãe um dos lugares de nascimento de minha escrita. In: ALEXANDRE, Marcos Antônio. Representações Performáticas Brasileiras: teorias, práticas e suas interfaces. (org). Belo Horizonte, Mazza Edições, 2007, p 21.

06/12/2019

Mesa redonda, com a temática “Experiências para pensar uma universidade que enxerga @ sujeit@, seu gênero e a sua cor/etnia”, contando com presença de Karla Anastácio, graduanda em Enfermagem, e ligante da LASCOM (Liga de Saúde Coletiva); Stella Almeida, graduanda em Ciências Biológicas e representante do projeto “Narrativas Femininas”; Marcela Siciliano, graduanda em Ciências Biológicas; a professora de Engenharia da UFRJ Macaé, Valéria Belmonte; Bárbara Macedo, graduanda em Direito; e Ana Carolina, discente de Medicina. Por: Raquel Guimarães.

06/12/2019

Conferência de abertura “O mito da democracia racial: uma estratégia de silenciamento da juventude negra na universidade”, por Maria Raquel Morais Fernandes, graduanda em História da Universidade Federal de Viçosa. Mesada mediada pela docente Vitória dos Anjos, do curso de Direito (UFF). Por: Raquel Guimarães.

06/12/2019

Mesa de abertura do VI Colóquio Consciência Negra. Composta por Rute Costa, coordenadora do Neabi Macaé e docente da UFRJ Macaé; pela diretora do Campus UFRJ Macaé, Roberta Coutinho; Leopoldo, discente do curso de Direito (UFF) e Eduardo Damas, do CAP Macaé.

06/12/2019

Hino Nacional com a banda de lata da Escola Municipal Felizarda Maria Conceição de Azevedo, Quilombo da Machadinha, Quissamã/RJ.

06/12/2019

Por: Raquel Guimarães

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