13/04/2021
Não é trabalhar apenas a Matemática, mas mais que isso, o comportamento social", define o professor Kiiti Ito, do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina. Ele, que leciona Matemática há 21 anos na rede estadual, agora também dá aulas de Educação Financeira para cinco turmas do 3º ano e uma do 1º. Antes mesmo de saber que o componente seria implementado, logo no começo da pandemia, no ano passado, o professor havia começado coincidentemente a fazer cursos de finanças pessoais e matemática financeira. "Quando descobri que teria o novo componente, pensei: quero dar essa aula", comenta.
Percentagem, funções, frações, gráficos, tabelas, números reais e juros simples e compostos servem de suporte para aplicar a Matemática em situações cotidianas que envolvem o uso e a administração do dinheiro, com o objetivo de desenvolver hábitos e comportamentos conscientes, impactando diretamente no planejamento de vida individual e familiar.
“Aplicamos em situações práticas, como o desejo de comprar algo. Falamos da regrinha das quatro perguntas: 'Eu quero?', 'Preciso?', 'Posso pagar?', 'Devo comprar?'. Uma vez decidida a compra, abordamos o benefício de uma compra à vista, os juros se ela for a prazo, e outras questões como inflação, dólar e demais fatores que podem impactar, dependendo do produto”, exemplifica Kiiti, que tem solicitado aos alunos que conversem com os pais sobre as aulas e sejam agentes multiplicadores do processo.
“Acho a disciplina de suma importância, já que diz respeito ao cotidiano de todos, principalmente quando começamos a ter mais contato com essas situações [envolvendo dinheiro], perto de ingressar no mercado de trabalho”, diz o estudante Gabriel Aquino, do 3º ano, do Marcelino Champagnat. “As aulas me surpreenderam, as discussões que o professor propõe entre os alunos, perguntas feitas e o engajamento para o assunto é muito correto”, avalia.