13/07/2021
Internet e infância: a educação midiática necessária
Quando em seu início, ainda na década de 1990, a rede mundial de computadores, World Wide Web (www), vislumbrou uma nova perspectiva para a interação social, no uso das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). As relações ganharam um outro sentido, oportunizando a voz ativa e a inesgotável possibilidade de trocas e produção de conteúdo.
No emaranhado de redes conectadas, encontramos pessoas de diferentes idades, em seus primeiros anos de vida (algumas ainda representadas em imagens de ultrassom) e outras chegando em seu centenário existencial. A comunicação, entre essas pessoas ocorre de maneiras diversas: redes sociais, plataformas de vídeo, podcast, blogs, multiplataformas de mensagens instantâneas...Justo nesses locais podemos aprender, desaprender, compartilhar e conflitar.
As crianças e os adolescentes, na atualidade, aproveitam esses espaços digitais para brincar, interagir, criar e também se espelhar, ou seja, avistar no outro uma possibilidade de vir a ser. E aqui mora a difícil e necessária tarefa de educar nossa infância com sabedoria. Sabedoria para diferenciar a verdade da mentira (as chamadas fake news), nos limites de exposição na vida pessoal, na segurança de aceitar e conversar com verdadeiros amigos (Quem é? Como conheci? Quem indicou? Sobre o que fala?). E não há outro caminho, a não ser a mediação do adulto ciente da responsabilidade de educar para uso responsável e seguro da internet.
Para a escola, o caminho promissor de educação midiática está na escolha do recurso digital que poderá apoiar a aprendizagem. Alguns exemplos:
• Uso de serviços teleconferência como o Microsoft Teams, Google Meet, Zoom, Jitsi Meet - seria interessante esclarecer aos estudantes como esses recursos funcionam e as condições de uso nas aulas (regras); as possibilidades de interações e seus limites. A mais, deixar claro que esses recursos podem e devem ser utilizados somente com pessoas conhecidas; e sempre na ciência de um adulto responsável. Sempre esclarecer os porquês trazidos.
• Uso de redes sociais – sabemos que as redes sociais digitais funcionam sob condições, regras claras de seus desenvolvedores, em sua maioria, com privações para menores entre 14 e 16 anos. Isso ocorre, pois, os bilhões pessoas conectados têm autonomia para criar seus próprios conteúdos, sejam esses fatos ou opiniões, assuntos verdadeiros ou falsos. À escola, em seus conteúdos disciplinares, dispõe da diversidade de tipos e gêneros textuais que ajudam não somente na alfabetização, mas e principalmente, no letramento de mundo/multiletramento. Existem, também, redes sociais digitais criadas e pensadas para crianças e adolescentes.
• Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) – Os AVAs oportunizaram novas formas de estar na escola, pois os recursos permitem leituras, debates, conferências, estudos individuais e coletivos, acompanhamento da aprendizagem; além de jogos e brincadeiras focados nos conteúdos escolares. Para mais, permite compreender cada etapa do trajeto pedagógico ao longo do ano letivo.
Os exemplos mencionados dimensionam suas possibilidades, em respeito aos afazeres da escola e dos objetivos de aprendizagem trabalhados. O fundamental está na compreensão dos impactos das tecnologias como recursos de comunicação, criação, aprendizagem e divulgação de ideias.
Lembramos – no uso das tecnologias digitais de informação na escola – faz-se importante a formação continuada em serviço, no apoio e ajuda aos educadores em suas múltiplas áreas de produção do conhecimento. Quando a docência se sente segura no uso de ferramentas educacionais, o resultado é sempre qualitativo.
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