11/04/2025
A câmera dança, um olho que espia,
Não o instante parado, a alma que irradia.
Mas o gesto que flui, a história a se fazer,
O tempo em cascata, impossível deter.
Um borrão de cores, a velocidade em traço,
O bailarino no salto, findando o abraço.
A roda que gira, um espectro de luz,
A gota que cai, em múltiplos azuis.
Não busca a nitidez, a forma perfeita e calma,
Prefere o movimento, a vida que inflama.
O vento nos cabelos, a pressa nos pés,
A emoção crua, que a imagem nos traz.
É a alma do instante que não se contém,
A energia vibrante que a lente retém.
Um fragmento vivo, de um segundo veloz,
A fotografia em movimento, contando a sua voz.
No papel impresso, a dança persiste,
Um eco do agora, que o tempo não desiste.
E quem olha atento, consegue sentir,
A pulsação da vida, a vontade de seguir.