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educacao_em_essencia acredita, reflete, estimula e vivencia a educação que liberta, emancipa edialoga

30/08/2023

Sobre Emília Ferreiro

Neste final de semana perdemos uma grande intelectual, e também alguém que militou pelo direito à alfabetização. Emília Ferreiro se foi.

Hoje pela manhã encontrei essa caricatura de "Emília" com "Freire" e não pude deixar de me emocionar. Dois grandes defensores da educação, que devem estar reunidos neste momento, em algum lugar, comemorando por suas missões cumpridas.

Voltando à Emília Ferreiro, o resultado de suas pesquisas, produziram uma experiência que desvelou e encantou.

Aos defensores fiéis do ensino tradicional, as pesquisas assustaram, mas aos educadores que sempre buscaram compreender sua própria prática, buscando colocar o aluno no centro do aprendizado, ela trouxe à luz, respostas para questões que eram vivenciadas em sala de aula, mas as quais não eram compreendidas.

As pesquisas ofereceram explicações concretas para a escrita espelhada, as palavras faltando letras, o alfabetizar-se sozinho, o escrever com letras aleatórias... As pesquisas desvelaram o que antes incomodava, mas não era entendido.

Para Emília "Ler não é decifrar, escrever não é copiar", algo que vai contra abordagens tradicionalistas e mecânicas de ensino, que reduzem o processo a treinamento.

“Por trás da mão que escreve, dos olhos que veem, há uma cabeça que pensa”.

Desta forma, Emília foi grande colaboradora na revolução do processo de alfabetização.

Emília se foi, mas deixou marcas que não se apagarão na história da educação.

Marcela Levy - @mae_le_pra_mim - começa hoje com @stellar.shop.br uma curadoria de livros infantis para diferentes temas; todos de grande importância para o desenvolvimento dos pequenos.

No primeiro #reel, trazemos uma curadoria de livros para falar sobre #sentimentos.

Tem mais alguma sugestão para adicionar à lista? Compartilhe conosco!

#maternidade #leiaparaumacrianca #livrosinfantis 30/07/2023

Uma seleção riquíssima de livros, que pode auxiliar educadores e famílias a mediarem conflitos e dúvidas das crianças quanto aos seus sentimentos.

Temos à nossa disposição um material literário vasto, que pode ser utilizado para que possamos desenvolver nas crianças, o entendimento sobre o que sentem, por que sentem, e, inclusive, nomear seus sentimentos, o que não acontece, quando não entende o que se passa com ela.

Temos enquanto educadores e famílias, um papel fundamental como mediadores nesse processo, para o desenvolvimento das crianças no aspecto emocional. Acolher e auxiliar a elaborar suas dúvidas e conflitos, é o primeiro passo.

E amanhã, volta às aulas!
Todos preparados?

Marcela Levy - @mae_le_pra_mim - começa hoje com @stellar.shop.br uma curadoria de livros infantis para diferentes temas; todos de grande importância para o desenvolvimento dos pequenos. No primeiro #reel, trazemos uma curadoria de livros para falar sobre #sentimentos. Tem mais alguma sugestão para adicionar à lista? Compartilhe conosco! #maternidade #leiaparaumacrianca #livrosinfantis

04/06/2023

Manhã de muitas trocas de experiências no encontro "Narrativas da Docência" - módulo 2.

Iniciamos o processo de sistematizar os conhecimentos socializados, apreendidos e produzidos no grupo de estudos, com as "escritas das experiências vividas".

Vem novidade por aí!



mendes

18/02/2023

Uma tradução de questões que surgiram hoje no Grupo de Estudos com as professoras do Módulo 2, e despertaram nossa atenção para refletirmos a respeito.

18/02/2023

Iniciamos os encontros com o Grupo de Estudos e Reflexões sobre as Práticas Pedagógicas do Professor Iniciante, com o Módulo 2 - Professores Iniciantes: Narrativas da Docência.

Este módulo propõe a aprofundar os aspectos abordados no Módulo 1, permitindo que as docentes vivenciem situações que possibilitem o estudo e pesquisa sobre a própria prática, produzam e analisem materiais que serão sistematizados e compartilhados em futura publicação, de acesso a outros profissionais da área da educação, em especial, os professores iniciantes.

Olhar para a atuação profissional, rever posturas, analisar possibilidades, entrar em contato com as dificuldades, estabelecer trocas a fim de estruturar ações para aprimorar a prática pedagógica e intervir para promover transformação social, é o foco desta proposta.

O grupo tem encontros mensais, e, neste módulo, as docentes recebem assessoria individual para o desenvolvimento de seus projetos no campo de atuação.




04/02/2023

Café Pedagógico.☕📚

Dia de reencontro com as professoras do Grupo de Estudos e Reflexões sobre as Práticas Pedagógicas do Professor Iniciante.

Para além das trocas profissionais, foi um momento de fortalecer elos que nos unem.

Gratidão! Foi um prazer recebê-las. As trocas são riquíssimas!

31/01/2023

Amanhã tem início mais um ano letivo nas escolas públicas do país, o que já aconteceu nas instituições privadas de ensino.

Com este evento, docentes de diferentes regiões do Brasil iniciam a carreira docente.Tornam-se "professores iniciantes".

Para receber os alunos e as famílias, é comum e necessário, que professores e gestores reflitam e organizem ações pedagógicas para a semana de acolhimento e adaptação das crianças e das famílias: reflitam sobre de que forma a escola será organizada para recebê-los; quanto tempo será destinado às práticas de adaptação dos alunos; quais serão as propostas de acolhimento das famílias, dentre outras questões que permeiam o universo do retorno, tendo como objetivo proporcionar um ambiente acolhedor e que promova a melhor adaptação possível das crianças e/ou adolescentes.

E para os professores iniciantes na carreira? O que está previsto para a semana de planejamento e formação dos professores, para recebê-los e integrá-los ao contexto da instituição educativa?

Para os momentos de planejamento inicial, este profissional que está deixando a universidade, na transição de aluno para a condição de profissional docente, haverá um momento de acolhimento, com a equipe gestora, com os professores que atuarão no mesmo segmento de trabalho, com uma explanação que o aproxime do perfil dos alunos que frequentam a escola, das famílias, da proposta pedagógica que alicerça as práticas na rede de ensino e sobre como a escola propõe projetos que contemplam o que está previsto no currículo? Há na pauta, momentos de acolhimento ao "professor iniciante na carreira"?

Digo que fui uma professora iniciante em 1993, em uma escola estadual, e novamente, em 2012, quando ingressei na formação de professores, algo que também era novo para mim e me desafiava em um novo momento da carreira docente. Ser acolhida nestes momentos, foi determinante para as minhas ações, para que me sentisse segura e desenvolvesse práticas alinhadas à proposta educativa das instituições.

É imprescindível que a equipe gestora invista em espaços/tempos destinados ao acolhimento e à formação contínua do professor na escola, com especificidades para o iniciante.

10/01/2023

Uma escola pública brasileira pode estar entre as melhores do mundo? A EMEB Adolfina Diefenthaler, de Novo Hamburgo (RS), provou que sim! No ano passado, ficou no top 3 do prêmio World's Best School Prizes na categoria Colaboração da Comunidade, com o projeto de gestão escolar democrática. Incentivar o exercício da cidadania por parte de alunas, alunos, professoras e professores, além da equipe de gestão, é o objetivo central dessa iniciativa, que tem sido um sucesso.

Em 2023, a sua escola também pode ser reconhecida! As inscrições para o prêmio já estão abertas e vão até o dia 15 de março. Confira mais informações e inscreva sua iniciativa!

30/12/2022

Minha primeira professora foi dona Mercedes, com uns 40 anos de idade. Professora simpática, bondosa - uma professora/mãe. Morava em outro município. Isso aconteceu na década de 80. Apaixonei-me tanto por sua doçura, que foi muito difícil a mudança para a segunda série. E, minha adaptação ao primeiro ano de vida nova, em um novo círculo social (a escola), foi tranquila, em virtude do acolhimento da professora.
Apesar de iniciar com insegurança, tão logo passei a amar o universo escolar, porque dona Mercedes me fazia sentir pertencente a ele.
Faz parte do ofício de "ser professor", possibilitar a socialização das crianças e conduzi-las com doçura, para que aprendam entre si, em uma comunidade de aprendizagem, onde se sentem parte.
Sei que nem todos passam por uma experiência positiva ao iniciar a vida escolar, que há vivências dolorosas. Muitas delas vi acontecer durante a minha formação; outras, ouvi ao longo da minha trajetória na formação de novos professores, quando contavam sobre o que viam nos estágios.
Nas minhas memórias de experiências vividas, às vezes ainda vejo as mãos da primeira professora, dona Mercedes. Mãos que me marcaram positivamente. Mãos que me ajudaram e reconfortaram no traçado das letras, e me conduziram na vida, quando eu não sabia bem como fazer algo, naquele início de uma nova caminhada...
Portanto, reforço a importância do afeto, aliada à técnica profissional, como parte primordial da metodologia desenvolvida nos espaços de educação.
Dona Mercedes, a primeira professora, MARCOU minha vida, e essa experiência hoje faz parte da pessoa e profissional que me CONSTITUEM.

28/12/2022

No post anterior contei por aqui como foi fazer uma retrospectiva da minha carreira docente e descobrir meus pais como os primeiros professores que me marcaram. Compartilhei algumas experiências vividas com a mãe professora e hoje conto como meu pai marcou minha trajetória educativa.
Com formação até o 4º ano, entrou no cenário da minha educação escolar um pouco depois da minha entrada na escola, sempre me incentivando na leitura, e também na Matemática, uma área que ele dominava.
Lembro-me tantos dias da minha vida, de cenas ricas em aprendizado, vividas com ele: quantas leituras fiz enquanto ele observava atento e muito feliz, assim como os professores, quando seus alunos conseguem novos avanços.
Vitório, o pai/professor, me deixou grandes aprendizados. Com ele, vivi situações práticas da vida. Como mestre de obras, me levava para muitos lugares com ele, nas construções sob sua responsabilidade, onde me explicava inúmeras questões: noções de medida, peso, dentre outras, consideradas conteúdos curriculares. Eu tinha a possibilidade de vivenciar no laboratório da vida, no dia a dia, pois ele me permitia. Durante as viagens ele também me ensinava muito, quando me chamava a atenção para placas, morros, rios, mar... Adorava fotografar.
Através dele, trago comigo essa deliciosa forma de ver e ler o mundo, de maneira sensível e atenta. Muitas foram as lições.
Penso que grandes professores, sempre deixam lições... Quando o professor tem um caso de amor com a vida, consegue contagiar seus alunos, a partir de sua relação com o vivido, com o conhecimento que ocorre de forma natural, dentro de um contexto maior. Isso aconteceu comigo, vivendo em uma família que me instigou a aprender com a vida. Dos pais/professores, herdei coragem e sensibilidade para que eu fosse me constituindo quem sou. O que me marca profissionalmente tem forte relação com a educação recebida em minha família, composta de pilares que são a base fundamental para meu exercício na docência...



27/12/2022

De que lugares falo? Quais experiências me constituem? Quais foram meus aprendizados? Por que escolhi a carreira docente? Essas são questões que me levaram a fazer uma retrospectiva da minha trajetória, ao escrever minha dissertação do Mestrado em Educação, em 2016, focando a pesquisa na "Constituição Docente", na Formação de Professores. Neste processo de revisão da carreira, minuciosamente narrado na dissertação, descubro, nos núcleos sociais dos quais fiz parte, o que MARCA minha opção pela carreira docente. Hoje, conto aqui sobre a influência e as MARCAS deixadas por minha mãe (a mãe/professora). Antes mesmo que pudesse ir à escola, aprendi a fazer bolinhas, letras, números e meu nome, com minha mãe, que passava a lição em um caderno caprichado, com flores minúsculas nas margens de cada página, feitas como se fosse um bordado. Lembro-me das intervenções que ela fazia, e posso dizer que aprendi que o profissional docente, além de saber para ensinar, deve promover a autonomia, aceitar o outro tal qual como é, elogiar e corrigir nos momentos necessários, mas, acima de tudo, amar. As flores que pareciam bordadas nas páginas do caderno, assim como a forma com que segurava a minha mão e me orientava, querendo que eu soubesse mais para seguir em frente, eram indicativos de que minha mãe/professora sabia me amar e tinha atributos da docência, que transcendiam a técnica. A mãe Maria Anézia, não teve a oportunidade de concluir seus estudos, sempre mudando-se de um lugar a outro devido à configuração familiar. Iniciou o 1º. ano primário (denominação da época), porém não concluiu, apesar da curiosidade e do desejo de aprender, e de saber muito!!! Partindo das ideias de Paulo Freire, posso afirmar que ela soube “ler o mundo”, antes mesmo da leitura das palavras. Leu o mundo, muito além das possibilidades de que a vida lhe ofereceu. Atualmente administra o próprio negócio, e ainda nos aconselha e apoia. Essa mulher me fez acreditar que tudo é possível, e foi minha primeira grande professora. Minha mãe foi capaz de me marcar como pessoa e profissional. Hoje carrego estes aprendizados e imprimo nas minhas ações na educação infantil e formação de professores.

02/12/2022

A relevância dos sentidos atribuídos ao ato de educar, como possibilidade de transformação social.

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