01/12/2020
RESULTADO DO XVI CONCURSO DE POESIAS DA ACADELP 2020- PARTE IICATEGORIA INFANTOJUVENIL 8º E 9º ANOS
1º LUGAR:
Nome: Larissa Vidal Rocha Martins Lima
Idade: 15 anos
Categoria: Infanto-juvenil (9º ano)
Telefone: (31) 9-75209496 // (31) 9-96209574
Título da poesia: Na cadeira da Vida
ESCOLA : Colégio Vital Brasil, bairro Pe. Eustáquio, Belo Horizonte, MG.
Na cadeira da Vida
“Gostaria que vocês me dessem espaço
para falar sobre tudo aquilo que ainda não sei”
foi o suficiente, olharam-me como quem
olha para um desajustado, um bêbado
Quando me interrogaram sobre o porquê
do pedido, afirmei brandamente que não
podia ver verdade nem no meu próprio nome
e eles enlouqueceram
Só mesmo um tolo chafurdado
em si para não invejar alguém que,
mesmo banhado em álcool, tem
certeza de alguma coisa
Em meio aos gritos infernais e todo
o escarcéu, deitei-me rente ao meio-fio,
admirei as estrelas e constatei que já não
era mais sã, estava, no entanto, lúcida.
Os vi de joelhos clamando misericórdia aos
céus, desesperados por estarem vivos,
entendendo finalmente que respirar era
o menor das nossas fraquezas
Saquei uma caneta, a molhei com
o mar que deixei transbordar dos olhos,
queimei o papel e incendiei-me de versos
— como cada um lida com a própria existência.
2º Lugar:
Nome do Aluno: Fábio Lucas Pereira Oliveira
Nome da Escola: E. E. Monsenhor Alfredo Dohr
Nome da Professora: Raíssa Custódio
Título do poema: VIDA
Nível de Ensino: Fundamental II
Categoria: Infantojuvenil
Ano: 9º ano
Turma: Oscar Niemeyer
VIDA
A vida é uma oportunidade, tome-a.
A vida é bela, admire-a.
A vida é um mistério, decifre-o.
A vida é uma aventura, aventure-se.
A vida é uma luta, vença.
A vida é um sonho, realize-o.
A vida é uma missão, cumpra.
A vida é a vida!
VIVA!!!!
3º lugar:
Maria Julia Costa e Castro
Categoria Infantojuvenil
Escola Estadual Virginio Perillo
Professora: Mirian de Paula
9º ano do Ensino Fundamental
Título do poema: Despedidas
Telefone para contato: 9 9831-9062 / 9 9988-5335
Despedidas
Maria Julia Costa e Castro
Todos nós sabemos,
Despedidas são inevitáveis,
Mas apesar disso ser claro,
Não diminui a dor da saudade.
Sejam aquelas pequenas,
Que não são um adeus, mas sim um até logo,
Mas que levam consigo
Um significado enorme
As piores despedidas,
São as que ninguém espera,
Uma pessoa querida que estava ali
E no outro instante, a vida leva.
Nesses momentos percebo,
Que a vida, não passa de um sopro.
Por isso tento aproveitar os momentos,
Afinal, não sabemos se haverão outros.
O mais puro significado de gratidão,
Um grande artista me mostrou.
Detesto despedidas, mas sou “ grata um tanto”
Pelo que você me ensinou.
(Homenagem à Breno Braga, querido Tio Wilson da Banda Lagum, falecido em 12 de setembro de 2020)
CATEGORIA JUVENIL- ENSINO MÉDIO
1º LUGAR:
Texto da aluna: Rayssa Raquel Paulo Moretto
Escola: Estadual Monsenhor Alfredo Dohr.
Professora: Suliane Fátima Martins.
Telefone da professora: (37) 991005772
Título: Eu?
Categoria: Juvenil.
2° ano do ensino médio.
Turma: Guimarães Rosa.
Eu?
Rayssa Raquel Paulo Moretto
Eu sou a luz, eu sou a escuridão, sou o negro, a escravidão!
Sou o branco, o patrão,
Sou o condomínio, sou o morro, sou o céu, sou o chão.
Sou o ódio, sou a paixão,
Sou o errado, sou a razão, sou a inspiração, o verso, sou o universo!
Sou rima, sou citação,
Sou seu amigo, inimigo, pai, mãe ou irmão.
Sou a religião, sou a macumba, o tamborzão!
Sou o evangélico, o cristão.
Sou católico, apostólico, Romano.
Sou tudo, todos, espíritas e até o maçom.
Sou a vida, sou a morte... a falta de sorte e de atenção.
Sou a tristeza, a alegria, sou aquilo que contagia.
Sou o sangue, a hemorragia, sou a cura ou a ferida.
Sou a voz do povo que rima e grita!
Sou slam, sou tanque, sou rap, funk, sertanejo, sou a música e também a melodia.
Sou noite, sou dia...
Sou vários assuntos profundos do dia a dia, eu sou a água suja ou limpa.
VIDA!!!
Eu sou a:
POESIA!
2º LUGAR:
Nome do autor: Letícia Nogueira Antunes Pio
Telefone: (037) 9 9803-9257
Categoria: Juvenil
Título da poesia: REMINISCÊNCIA
ESCOLA: Colégio Losango- Itaúna, MG.
REMINISCÊNCIA
Sentir meu corpo desejar pela tua fantasia
Sentir minha mente conectar-se a sua
Sentir os traços de sua teimosia
Sentir a presença mesmo que não a possua
Sentir as loucuras que cometemos em segredo
Sentir a emoção de romper o lacre de suas cartas
Sentir as saudosas lembranças vivenciadas em meio ao medo
Sentir a ansiedade ao te encontrar todas as quartas
Sentir o frio na barriga vindo da paixão
Sentir que borboletas habitam meu estômago
Sentir o conflito entre mente e coração
Sentir a beleza de enxergar no fundo de seu âmago.
3º LUGAR:
Nome: SÉRGIO OLIVEIRA FILHO
Categoria: juvenil. (1º ANO ENSINO MÉDIO)
ESCOLA ESTADUAL DOUTOR ÁLVARO BRANDÃO. (SAMONTE)
PROFESSOR: HARRISON EREZI MENDONÇA.
Uma Parada Forçada
E de repente tudo parou...
As indústrias fecharam
Ruas desertas
Pessoas com máscaras, viseiras
Pessoas morrendo sem despedidas!
Pegar na mão não podia!
Um abraço nem pensar...
O que está acontecendo?
A vida é um dom precioso de Deus
E precisamos valorizar enquanto há tempo...
Se estávamos em uma corrida desenfreada atrás do nada
O mundo parou para darmos valor em tudo
Em um cenário em que interesses políticos
Estão acima de vidas
Mortes todos os dias se tornou normal
No nosso mundo falta empatia...
Uma parada forçada
Que nos mostrou que a internet foi a melhor descoberta
Mas não substitui a presença...
Será que precisávamos passar por isso?
Que lição podemos tirar?
Precisamos aprender com tudo isso...
As aves cantam mais
O céu está mais azul
Estamos mais próximos da família
Este é o lado bom de tudo
Diante de tanta tristeza e tantas mortes
Podemos tirar uma lição
A vida é breve
Precisamos dar valor as coisas que realmente importam
Deixar um pouco de ser conectados
E viver mais...
CATEGORIA UNIVERSITÁRIA
1º LUGAR:
Categoria: Livre
Pedro Henrique Ferreira Rodrigues
PUC Arcos- MG
Lágrimas
Especulações dizem que os opostos sempre se atraem
E é por isso que o espelho me distrai.
As mudanças são percebíveis
Já que as olheiras se tornaram tão visíveis.
Impossível esconder o confuso bater do meu coração
Que se faz por vencido ao som daquela canção.
De batidas fracas e sentimentais, há algo para se lembrar;
Há sempre alguém que nos ensinou a amar.
Mas não ouse pensar que existe o certo;
O padrão não se encaixa. Na guerra dos sexos
O amor é livre e só sente quem se dispõe ao outro.
Consequência disso, as lágrimas que escorrem no meu rosto.
2º LUGAR:
Nome - Rodrigo Mendes
Telefone - (41) 996081911
Categoria - Livre Universitário (Cursando Engenharia de produção e Administração)
Título da poesia - Dentro da brevidade do tempo.
Dentro da brevidade do tempo
Penso que
Apesar do tempo
Ser breve, nele cabe
Tanta coisa.
As lágrimas.
Os ventos fortes,
Precipitando tempestades.
Também, os sorrisos.
Os abraços apertados,
Habilidosos no ofício
Em desfazer
Dores e angústias.
As pessoas amadas.
O jeito que a gente
Descobre viver
E ser melhor.
Dentro da brevidade
Do tempo, descobrimos
Que há a magia,
De a cada dia,
Diante dos desafios,
A gente tentar
E se reinventar.
O tempo, apesar de breve,
É nobre e sábio
Por nos mostrar
O quanto podemos aprender
E melhor se apresentar
Diante a vida
Enquanto é contado,
No badalar do pêndulo,
Nossa existência,
Nos conferindo idade.
Na brevidade do tempo,
Ainda nos encontramos
Com a experiência
A cada crepúsculo,
Anunciando
O fim de tarde.
Quando o dia se esconde.
3º LUGAR:
Nome do autor: Cecília Silva Ribeiro Sobral
Telefone: (37) 99106-1685
Categoria: Livre – Universitária (Universidade Federal de Lavras)
Título da poesia: Entre meu amor por você e meu amor por mim
Entre meu amor por você e meu amor por mim
Ainda abro as janelas todos os dias quando acordo,
esperando por algo que mal me recordo.
Talvez por crer que vou te ver voltar,
ou por acreditar que o vento do outono possa me curar.
As folhas agora caem sobre nosso jardim,
mas as borboletas não pararam de vir.
Elas ainda não aceitaram o nosso fim,
e não consigo fazê-las me ouvir.
Essa semana plantei uma flor vermelha,
me perguntando se você ainda gosta dessa cor.
Aproveitei pra jogar fora aquela camisa velha,
que você usou dois dias antes do fim do nosso amor.
Hoje o tempo da luz do sol no céu é menor,
e a noite que já parecia sem fim, conseguiu ficar ainda maior.
Sobre meu telhado, as estrelas ainda brilham,
as mesmas que sempre nos observaram e que parte de nós se tornaram.
A mesma chuva que já me fez afogar nas madrugadas,
hoje me salvou de mim e de suas memórias.
Então continuo dando vida a poesias,
até que um dia eu não ame mais todas as nossas histórias.
E possa abrir a janela e esperar a volta do meu amor por mim.
CATEGORIA PROFESSOR
1º LUGAR:
NOME DO AUTOR: Michele Meclher Oliveira Silva
TELEFONE:98827-0704
CATEGORIA: Livre/PROFESSOR
TITULO DA POESIA: Seja bem-vindo Miguel
ESCOLA ESTADUAL DOUTOR ARNALDO DE FARIA TAVARES
SEJA BEM-VINDO MIGUEL
Michele Meclher Oliveira Silva
E na noite mais fria do ano de 2019
Deus nos presenteou com o melhor presente
Aquecendo nossos corações
Revelando-nos quão grande é
Permitindo vivenciar o milagre da vida
Você Miguelzinho
Nosso bebezinho lindo
Nasceu lindamente
E eu renasci
Mais forte e confiante
Obrigada Jesus por estar lá naquele dia
Senti sua força me fortalecendo
A cada contração que apertava
Nas preces curtas que fazia
É do Senhor que vem a minha força
Parir pode ser para alguns um momento sofrido
Apesar das dores do parto
Escolher humanizar o que por natureza é humanizado
Optar por nenhuma intervenção médica
Foi pra vim o momento mais lindo.
Senti meu filho nascendo
Parir...
Te abraçar...
Esperar...
Ouvi seu choro acalmar no calor do meu peito
Papai cortar o cordão umbilical
Amamentar na mesma hora
Tão simples...
Tão natural...
Tão lindo
Tão grande...
Obrigada Jesus pela vida do nosso pequeno Miguel
Obrigada Miguel por me mostrar que posso ser forte por você e seu irmão
Obrigada meu amor por estar ali o tempo todo
Amamos você bebezinho lindo
Que a vida seja sempre linda com você
Estamos aqui com você por você.
2º LUGAR:
Nome do autor: Fabiana de Fátima Cunha de Morais
Telefone: (37) 9-9863-7658
Categoria: Profissionais da Educação
Título do Poema: Poiema
Poiema
Retratos de uma vida regada de amor.
A criação geme, converge o íntimo em fôlego.
Na tentativa de se agarrar ao ventre, sussurra, pede socorro.
Comprometida em lutar, vislumbra um sorriso.
Contempla o aconchego, chega a se desequilibrar, mas alcança certo vigor.
Naquele tempo, ainda estava acolhida, abraçada.
Sem cessar, ruminava sua presença, ainda assustada.
Cortesia dos Céus, um pequeno milagre, ainda que momentâneo, vibrava.
No rápido despertar da consciência, esvaiu-se dali.
Tão depressa veio, tão depressa foi.
Sem tempo para vestes e festas, sem tempo para celebração.
Tão frágil, tão pura, enquanto novidade de vida.
Projetou seu propósito, perfume de assombro e admiração.
Lágrimas e dor são apenas manifestos, diante da sublime Graça.
Feitura de Deus, que transfigura o bálsamo ao coração.
Tão intrépida, harmoniosa e doce, obra profunda da Criação.
Fabiana de Fátima Cunha de Morais
3º LUGAR:
Autora: Sibeli Castro Santos de Paula
Telefone: (37) 99826 1910
Categoria: Categoria Livre
Título: Poema para Ela
Poema para Ela
Por que Mãe tem que partir?
Não sou só eu que penso assim!
Por que a ferida nunca fecha?
De conselho de mãe, me sinto descoberta.
Mãe, você não está mais por aqui, mas poderia ser eterna.
Como pode alguém te gerar,
E de repente (sem querer) te abandonar?
Mas, tudo que aprendi, foram exemplos que ela dava:
Ser honesta, responsável, nunca ser acomodada,
Vaidosa, dedicada e também, muito reservada.
A braveza herdei de ti e um pouco da sua elegância
Os valores, nem se falam, aprendi desde a infância.
“O que é dos outros não se mexe”, cresci ouvindo ela falar,
Organizada ao extremo, era de se admirar,
Sempre sábia nas palavras, cautelosa ao se expressar.
As lembranças sempre boas, ensinamentos para vida inteira,
Como Ela nos amava, simplesmente sem fronteiras.
Onde quer que estiver, Mamãezinha eu te peço:
Olhe sempre por nós todos, quando estivermos inquietos,
Zele sempre de sua filha, e hoje assim eu me despeço.
CATEGORIA LIVRE
1º LUGAR:
Nome do autor: Cláudio Gonçalves Guadalupe
Telefone: 37 3212 3038 - 998075040
Título da Poesia: DOCE PRATA
DOCE PRATA
(Aos meus tios Luiz, Zé Antônio Guadalupe, ao meu pai e ao tio Ciro!)
Um fio d`água
Abriu a senda
retocou o fundo
amorteceu pedras
aprofundou o leito
num crescente mundo
de águas que rebentaram
o dique da vida, em peixes,
açucenas e coqueirais
na lagoa que tomou a lua
tornou-se prata, doce prata
do cerrado escuro
Um caule na terra
Arrematou a fonte
acalentou a fome
celebrou conquistas
do geométrico latifúndio
arrastou toda a flora, a fauna
o rio e humanos rotos trabalhos
nas labaredas da colheita
na nervura do açúcar
de ouro alvo, doce prata
de amarga secura
No encontro
da doce água
ao doce caule
o canavial explodiu
e a cidade aquiesceu
o sonho que me viu
nadando a infância
lagoa funda que doce
ex- prata se arrefeceu!
2º LUGAR:
Autor: André Luiz da Silva
Telefone: (37) 991828602
Categoria: livre
Título da poesia: Esplendor de beleza
Esplendor de beleza!
Ah, suspiro extasiado:
ó, beleza sem igual!
Eu contemplo inebriado
a Rainha celestial!
Como aurora, quem é ela?
Não há outra tão formosa!
É Maria, doce e bela,
a Mãezinha gloriosa!
A santíssima Senhora
é tão linda e majestosa!
A ti canto nesta hora:
ó, ternura amorosa!
Transbordou sabedoria,
excedeu-se o meu Senhor:
dadivou-me com Maria,
obra prima do amor!
Toda és luz e transparência,
em ti reina a verdade,
habitat da transcendência,
casta, limpa humanidade!
Esplendor, tão altaneira,
superada só por Deus!
de Seu trono és herdeira,
anjos, santos, todos teus!
Ó Mulher, tão deslumbrante!
Quem te fez, tal raridade?
Deus foi mesmo, sim, brilhante,
fez-te imagem de Sua bondade
3º LUGAR:
Autor: Luiz Fernando de Melo
Telefone: 37 9 9866-0441
Categoria: Livre
Título da Poesia: Marchando falei da flor
Marchando falei da flor
Se a Praça Cel. Carlos Bernardes fosse minha,
Com muito carinho, mandava resguardar
O lindo ladrilho de pedras portuguesas,
Para a Banda Lira São Carlos desfilar.
No andor ornamentado, ao sair Nosso Senhor,
Sob os embalos dos carrilhões da Matriz
Convida seu povo a prestar culto em louvor,
Ir em encontro da Virgem Imperatriz.
Seguindo em direção pro velho Casarão,
Antiga morada de Dona Alexandrina
Caminham pessoas de labor e devoção,
Depositando fé onde o progresso germina.
Hoje sussurrando vem da praia doce brisa,
No céu brilham as estrelas em musicata;
Nestes versos de poema seu filho eterniza,
O amor por vós ó minha flor, Lagoa da Prata.