22/08/2026
No encontro “Foucault, 100 anos: não morra de amor pelo poder”, tivemos a oportunidade de pensar, a partir de Michel Foucault, questões que permanecem profundamente atuais: poder, biopoder, racismo, resistência e os modos pelos quais determinadas vidas são historicamente governadas, normalizadas e vulnerabilizadas.
Com as contribuições dos professores Rafael Araldi Vaz (UNIPLAC/PPGE) e Rodrigo Diaz de Vivar y Soler (FURB), e com a mediação do Prof. Vinicius Bertoncini Vicenzi (PPGE/UNIPLAC), o debate nos provocou a compreender o poder não apenas como algo que se possui ou se exerce de cima para baixo, mas como uma trama de relações que atravessa instituições, discursos, saberes e práticas cotidianas.
Celebrar os 100 anos de Foucault é, sobretudo, reconhecer a atualidade de uma filosofia que nos convida a interrogar aquilo que parece natural, necessário ou inevitável, e a pensar criticamente as formas pelas quais somos constituídos como sujeitos.
Como nos lembra Foucault: talvez a questão não seja simplesmente descobrir quem somos, mas recusar aquilo que fizeram de nós e criar outras possibilidades de existência.
Uma excelente noite de formação, encontro e pensamento no PPGE/UNIPLAC.