HTPC: Hora de Trabalhadores pensarem coletivamente

HTPC: Hora de Trabalhadores pensarem coletivamente

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Somos um coletivo de educadoras e educadores do Município de Jundiaí, que discute de maneira crít

Photos from HTPC: Hora de Trabalhadores pensarem coletivamente's post 20/04/2021

Retorno presencial?

[NOTA TÉCNICA] Brasil: não é hora de retomar as aulas presenciais nas escolas e é preciso garantir as condições adequadas para a oferta do ensino remoto emergencial 15/04/2021

https://campanha.org.br/noticias/2021/04/12/nota-tecnica-brasil-nao-e-hora-de-retomar-aulas-presenciais-nas-escolas-e-e-preciso-garantir-condicoes-adequadas-para-oferta-do-ensino-remoto-emergencial/

[NOTA TÉCNICA] Brasil: não é hora de retomar as aulas presenciais nas escolas e é preciso garantir as condições adequadas para a oferta do ensino remoto emergencial Com mais de 20 anos de atuação, a Campanha é considerada a articulação mais ampla e plural no campo da educação no Brasil. Atuamos pela garantia do direito à educação para todos como base para a democracia e para a justiça social.

12/02/2021

Para quê serve um sindicato que nada faz pela categoria?

Em nosso cotidiano acabamos naturalizando que o SINDSERJUN (Sindicato dos Servidores de Jundiaí) nada faz pela categoria. É fato que a atual gestão do sindicato atua como um "gabinete extra do prefeito", por defender a prefeitura e esquecer do seu papel de organizador do conjunto dos servidores na defesa de seus direitos. Contudo, sabemos que existem outras possibilidades de atuação sindical quando observamos o sindicatos de outras categorias.

Muitos servidores se questionam: DEVO ME DESFILIAR DO SINDICATO?

Entendemos que essa não é a melhor solução. Em breve, teremos uma nova eleição, abrindo uma oportunidade de mostrarmos que estamos descontentes com a atual gestão e sua condução na organização dos trabalhadores. Para poder votar na próxima eleição é preciso se filiar com seis meses de antecedência. Se você não se filiar agora - ou se se desfiliar - seu voto não será validado. Por isso, é importante manter a filiação, e caso não seja filiado, fazer a filiação o quanto antes.

Queremos um sindicato que defenda os direitos dos trabalhadores e contribua na organização da categoria!

Para isso, precisamos nos unir e nos organizar, participando das assembleias, construindo diferentes espaços com todos aqueles e aquelas que estiverem dispostos a mudar este sindicato. Um sindicato que faça enfrentamento, que questione as propagandas falsas (como por exemplo a grande ilusão de que todas as escolas estavam prontas para a reabertura em meio à pandemia do coronavírus) demonstrando o que acontece em nosso cotidiano e lute por melhores condições de trabalho.

Obs: Para se filiar: Vá até a sede do Sindserjun com o último holerite e um documento com foto, é possível preencher o formulário online: https://www.sindserjun.com.br/filie-se/

11/02/2021

A Assembleia ocorrida no Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí (Sindserjun) no dia 29/01 visando mudanças no estatuto do nosso sindicato ocorreu com várias arbitrariedades e contra os interesses dos servidores públicos. Vamos aos fatos:

- Não houve nenhuma publicação para a chamada dos servidores para a participação, seja pelo jornal ( barnabé), seja por email, publicação no site do sindicato, facebook ou outro canal. A publicação foi feita exclusivamente em jornal da grande São Paulo ( para dar o possível ar de “legalidade” e para que ninguém “visse” a publicação).

- O nosso estatuto já foi alterado anteriormente nesses mesmos moldes, de modo extremamente arbitrário, sem a participação da categoria e com a participação de não sabe quem, pela falta de transparência das ações do presidente que pensa que é o dono do sindicato.

- Essa assembleia do dia 29/01 marcada de modo presencial ( em plena pandemia), no qual o sindicato tinha a capacidade máxima de participação de 40 pessoas, realizada numa sexta-feira com primeira chamada às 8h30, com publicação nesse jornal no dia 26/01 ( vejam o quanto ele queria que todos participassem – dia esse que para os trabalhadores da Educação foi realizado reunião de pais).

- A assembleia ocorreu de modo aligeirado, com slides não nítidos sobre as alterações do estatuto sem as devidas discussões e de condução unilateral do presidente.

- Entre os pontos de alteração possíveis de entendimento estava a redução de integrantes no Conselho Fiscal, possível exclusão por parte da diretoria de membros associados, possibilidade de realização de assembleia virtual com abertura de fala de sindicalizados feita EXCEPCIONALMENTE a partir da deliberação do presidente ( enfim, menos transparência e democracia, mais poder centralizado para o presidente).

- O presidente Márcio Cardona conduziu a reunião e a Vice Clayde Oliveira secretariou os trabalhos, mas não havia ata, a advogada estava marcando algo, mas ninguém fez a ata. A ata não nos foi apresentada ao final da reunião.

- O presidente deixou poucos se expressarem, vários queriam expor propostas e não conseguiram. Uma proposta durante a assembleia foi apresentada, para realização de uma nova assembleia para a adequação do estatuto de maneira plural e democrática. Esta demanda foi prontamente negada pela presidência que logo chamou para a votação do tema.

- Para a contagem de votos com menos de 40 pessoas, houve uma confusão proposital, o presidente fez a contagem e declarou que foram contabilizados 17 votos favoráveis e 15 contrários a mudança do estatuto. Prontamente os presentes apontaram o erro na contagem, e pediram recontagem, para evitar problemas foi sugerido que os favoráveis se levantassem e fossem a frente e nessa contagem havia 17 favoráveis ( que ficaram em pé – no qual participavam e contabilizaram a mesa presidente e vice) e 17 contrários sentados. Dos votos dos sentados foi excluído o trabalhador do Sindserjun que “passava os slides”, desses 17 votos “sentados” eram todos funcionários sindicalizados que mostraram seu documento na entrada e foi averiguado que estavam quites com a contribuição no sindicato, dos 17 que estavam em pé ficou a dúvida se todos eram sindicalizados ou mesmo se eram funcionários da prefeitura ( com direito a voto).

- No meio dessa contagem que demonstrou o empate, o presidente proclamou que foi aprovada a alteração por 17 votos a 15 contrários??????

- F**a nossa indignação e tristeza com esse lamentável fato, por esse direcionamento do presidente que toma atitudes arbitrárias e autoritárias, que excluiu diversos diretores de sua chapa vencedora que tinham como ideal “atitude e transparência” e mais democracia na construção das pautas e direcionamentos para as lutas. O dia 29/01 ficou marcado como mais uma das lamentáveis atitudes feitas pelo presidente Márcio Cardona e Clayde Oliveira contra a categoria.

Photos from Pela Escola Municipal de Jundiaí's post 10/02/2021

TRABALHA NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL EM JUNDIAÍ? FILME, FOTOGRAFE E RELATE TUDO!

Justiça suspende retorno das aulas presenciais no estado de São Paulo 29/01/2021

A decisão da justiça escancara o quanto a proposta do governo, seguida por Jundiaí, é falha e expõe trabalhadores e estudantes a riscos em meio a pandemia.

Justiça suspende retorno das aulas presenciais no estado de São Paulo A decisão, que vale para escolas públicas e privadas, barra decreto de Doria que permitia aulas presenciais mesmo se o estado registrasse piora nos índices da pandemia de Covid-19. Governo recorreu da decisão.

26/01/2021

O coletivo de educadoras e educadores HTPC (Hora de Trabalhadores Pensarem Coletivamente) manifesta sua indignação em relação ao modo como ocorreram as discussões nas duas primeiras formações da SAP de 2021.

Para além de estarem presentes apenas palestrantes que concordam com a posição da UGE, o que diminui a possibilidade de um debate de qualidade que está longe de ser consensual entre os pesquisadores, foi cerceado o espaço de intervenção e dúvidas das educadoras da rede, o que representa uma afronta à gestão democrática.

Além disso, durante uma fala a gestora se exaltou e foi desrespeitosa com as educadoras de nossa rede afirmando: "As pessoas precisam mostrar um pouco mais de intelectualidade no seu ser professor, no seu ser educador", frente a questionamentos legítimos de nossos colegas.

Também fomos informados durante sua fala que foi decidida a mudança da concepção pedagógica da rede, para a chamada "pedagogia da escuta", que contraditoriamente foi um processo sem escutar o corpo docente.

Educação se faz com democracia!
Não iremos aceitar autoritarismo!

17/12/2020

Em 2020 o coletivo HTPC reuniu demandas e angústias sobre as condições de trabalho (ou a falta dessas condições) e reunimos ideias em nossos boletins e postagens.

2021 virá com mais demandas e mais reflexões, com a certeza de que só a luta muda a vida.

E seguimos acompanhando as votações do Fundeb para que os recursos não parem nas mãos das escolas privadas.

Uma sala de estar, um bar e uma sala de aula: assim o coronavírus é transmitido pelo ar 28/10/2020

Estudos sobre a disseminação na sala de aula:

https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-10-26/uma-sala-de-estar-um-bar-e-uma-sala-de-aula-assim-o-coronavirus-e-transmitido-pelo-ar.html?utm_source=Facebook&ssm=FB_BR_CM =1603747338

Uma sala de estar, um bar e uma sala de aula: assim o coronavírus é transmitido pelo ar Os espaços fechados são os mais perigosos, mas é possível minimizar os riscos tomando todas as medidas disponíveis para combater o contágio por aerossóis. Estas são as probabilidades de infecção nestes três cenários cotidianos dependendo da ventilação, do uso de máscaras e da duraçã...

27/10/2020

Você já sentiu que algum diretor/coordenador usou a nota de avaliação como coação para realizar alguma tarefa?

Alguma vez você ou algum colega já foi chamado para fazer uma reunião com ata referente a uma atitude ou opinião emitida?

Você já duvidou da veracidade de alguma informação “oficial” passada por seu coordenador ou diretor?

Você acha justo que apenas os diretores possam nos avaliar, e em contrapartida não serem avaliados pela comunidade que gerem?

Nesses últimos meses de trabalho remoto, fala-se cada vez mais em Saúde Emocional e Gestão das Emoções. Em contrapartida, temos a sensação de que nunca estivemos tão sobrecarregados e desorientados.

A falta de clareza nas informações “oficiais”, as exigências inviáveis e o controle parecem apenas intensificar o sentimento de desamparo. Você já se perguntou o quanto disso pode ser assédio moral?

Clareza das informações
Na rede municipal de Jundiaí é corriqueiro que orientações e informações pouco claras - e muitas vezes contraditórias - cheguem aos professores em diferentes escolas. Não à toa, estes geralmente não têm acesso às informações por meios oficiais, como e-mails com orientações diretamente da UGE. Afinal, restringir o acesso às informações inibe a articulação de toda uma classe de trabalhadores da educação. Por outro lado, a própria UGE, ao fazer orientações verbalmente para diretores, sem uma "versão oficial, por escrito", abre espaço para que cada um as interprete e cobre sua equipe da maneira como prefere.

Avaliação unilateral
Um certo tipo de “cultura” no município de Jundiaí parece ter se consolidado, naturalizando estruturas de poder com uma lógica antidemocrática que favorece e legitima a coação e o assédio dos funcionários. A avaliação de desempenho é uma das melhores expressões dessa cultura: frequentemente usada como ameaça, ela revela a unilateralidade do direito de fala e de tomada de decisões. Se estamos numa instituição de serviço público, em que somos todos concursados e nos diferenciamos apenas por executar funções diferentes porém interdependentes, por que continuamos agindo como se tivéssemos que nos submeter pessoalmente aos gestores e supervisores?

Mecanismos de assédio
Há muitas situações de assédio moral na escola que se dão de maneira sutil, nos deixando em dúvida por um tempo antes de finalmente nos darmos conta dos abusos. Em tempos de trabalho remoto, muitos professores têm recebido mensagens com cobranças da gestão no celular pessoal em períodos ou dias que não correspondem ao horário de trabalho, ou mesmo são obrigados a participar de reuniões online, sem consulta sobre a disponibilidade de horário, partindo do pressuposto que o educador em home office dispõe de total tempo para seu emprego, estado a disposição das demandas da escola 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Direitos.
Em caso de assédio moral você sabe quais são os seus direitos? As atas, que são largamente utilizadas, não precisam ser assinadas caso você não concorde com o conteúdo do registro. Isso é válido nas situações em que essas atas contém informações mentirosas sobre o professor. Outra possibilidade é, antes de assinar, exigir que se inclua no documento a sua versão dos fatos relatados e, nesse caso, você pode exigir uma cópia da ata e os gestores têm a obrigação de fornecer no mesmo momento. Não aceite que "correções" ou "alterações" sejam feitas depois. Apenas assine caso o seu relato esteja registrado de próprio punho. É importante nos apoiarmos enquanto educadores diante desses casos. Procure ajuda dos colegas e saiba que você tem direito a um acompanhante, como testemunha, nas reuniões.

Legislação do município sobre o assédio moral
O decreto 24.441/2013 estabelece que a Unidade de Gestão de Pessoas tem o prazo de 15 dias, contados a partir da data da denúncia, para adotar providências para averiguação dos fatos. Já o artigo 85 da Lei Orgânica de Jundiaí, especifica várias ações que podem caracterizar o assédio moral. Em breve, teremos posts sobre o tema na nossa página do Facebook.

29/09/2020

**QUANDO O HUMOR NÃO TEM GRAÇA!**

Nosso papel enquanto educadores é possibilitar que as crianças ampliem seus conhecimentos e possam fazer a leitura crítica de diferentes textos e, consequentemente, do mundo.

Entre os diferentes gêneros textuais, a charge atrai leitores por transmitir de forma rápida múltiplas informações. O gênero discursivo charge apresenta fatos e acontecimentos, muitas vezes políticos, trazendo de forma humorística críticas e observações sobre um determinado contexto, bem como expressa concepções de mundo e de sociedade conforme uma determinada perspectiva social. A charge mobiliza a interpretação e a argumentação subjetiva do aluno, por isso, é importante que este trabalho seja mediado por um/uma professor/a que provoque reflexões críticas.

A partir destes apontamentos, não podemos deixar de expressar nossa indignação perante o material de "reforço" para os 5os anos enviado pela UGE.

Antes de mais nada, por si só, já é um problema enviar material padronizado para reforço - se é necessário um “reforço” na aprendizagem, há que se identificar qual é a dificuldade, não é mesmo?

Quando preparamos qualquer material devemos referenciar de forma que quem lê possa ter acesso ao conteúdo original. No material enviado pela UGE, a referência "jornal 'O Liberal' de março de 2020", não permite encontrarmos o original para avaliar se houve ou não alterações, e também a confiabilidade da fonte utilizada.

Contudo, o maior problema deste material é o conteúdo, a suposta crítica. As três charges apresentadas fazem uma "crítica" tendenciosa ao isolamento social e não permitem reflexões, uma vez que o material é direcionado justamente para aquelas turmas que não possuem professores oficinistas - lembrando que professores da escala rotativa foram demitidos para "economizar gastos" e por isso, essas turmas estão desassistidas.

As duas primeiras charges direcionam os/as estudantes a pensar que o isolamento social está causando o desemprego e prejudicando a economia. Ambas ignoram que antes da pandemia a economia do país estava mal, o desemprego e o número de pessoas na pobreza já estavam aumentando, assim como a fome.

A terceira charge denota um grande desrespeito para com as pessoas idosas. Infelizmente, muitas crianças e adultos perderam pai, mãe, avô e avó para a covid-19. As crianças deveriam ser incentivadas a proteger seus avós do coronavírus, enquanto a charge dá a entender que crianças em casa são um peso que deve ser resolvido pelos idosos, cuja função, ainda segundo a mesma, seria apenas de cuidar dos netos.

Se fosse possível atuar presencialmente, o/a professor/a poderia realizar a mediação junto aos estudantes e, nesse caso, poderia trabalhar as diferentes opiniões sobre as ações dos governos, problematizando os limites do isolamento social e da suspensão das aulas, mas discutindo também a importância de se respeitar os protocolos sanitários como forma de evitar a propagação do vírus e as inúmeras vidas salvas pelas medidas sanitárias e sociais, entre elas a suspensão das aulas. No máximo, a atividade sugeriria um debate no retorno presencial, que não tem data para acontecer, ou seja: o mais provável é que não haja debate algum a partir desse material.

**Quando se ironiza/banaliza a morte, o texto perde qualquer graça que pretendia ter. É por isto que esta "crítica" não é crítica, mas somente uma opinião imposta aos estudantes.**

**É preciso fazer um contraponto a esse tipo de material! Que a UGE se retrate e proponha uma atividade que traga uma reflexão de fato!**
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Textos dos balões:

Primeira charge:
- Essa pandemia vai prejudicar a economia. Muitas empresas vão demitir...
- Menos esse tal de home office. Tá todo mundo indo trabalhar lá.

Segunda charge:
- As autoridades pediram para todo mundo ficar em casa. Não é pra sair!
- Ara! Quero ver quem vai me impedir! FUI!
VUPT
(FATURA) - Volta já aqui, BOLETO!

Terceira charge:
AULAS SUSPENSAS A PARTIR DE 2ª
- Suspender as aulas tudo bem... Mas não poder deixar as crianças com o avós (sic), é o fim.

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