Curso de Redação Clorinda Mingone

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CURSOS PARTICULARES DE REDAÇÃO PARA VESTIBULARES/EMPRESAS Curso de redação para EMPRESAS (relatórios/manuais/e-mails). Maiores informações: [email protected]

Curso de redação preparatório para VESTIBULARES (ENEN/FUVEST/UNICAMP).
*Completo (palavra, frase, período...dissertação...)
*Itens isolados (dissertação, carta, artigo...)
*Discussão de temas

De acordo com a necessidade de cada um!

05/02/2020

Escrever bem se aprende escrevendo!!! Então já está na hora de começar !!!!
Próximas semanas enviaremos algumas dicas, para você aprimorar seu texto! E teremos uma novidade, aguarde!!

20/01/2020

Quem aqui já passou por suas metamorfoses?

24/10/2019

Que tal hoje brincarmos com as palavras ????


A. MAL e MAU

MAL (≠ bem ) MAU ( ≠ bom )
1. Ela não escreve tão________ assim.
2. Eu conheço a história do lobo________- .
3. O garoto está ____ vestido.
4. Seu_____ comportamento impediu uma viagem.

B. POR QUE, POR QUÊ, PORQUE, PORQUÊ
Porque ( = pois )
Porquê ( precedido de artigo ―o = o motivo )
Por quê ( final de frases interrogativa )
Por que ( - início de interrogativa = pelo qual e quando, no interior da frase você troca por pelo qual )

1.______nascemos para amar, se vamos morrer? ( C. Drummond )
2.“ ____ morrer, se amamos ?”

3. Eu te amo____ não amo bastante ou demais a mim.
4. “ ___ amor não se troca, não se conjuga nem se ama”. (Carlos Drummond de Andrade)
5. Estava inquieto. Não saberia dizer bem___ ? (Érico Veríssimo)
6. Mas a minha tristeza é sossego____ é natural e justa. (Fernando Pessoa)
7. As cidades_____ passamos são muito pobres.

C. ONDE - AONDE
ONDE ( = estado, lugar )
AONDE (= para onde , movimento)
1._____ficou o menino?
2._________ foram os meninos?
3. .______você comprou esta calça ?
4. ______ você foi ontem?

D. SE NÃO - SENÃO

SE NÃO ( = caso não) SENÃO ( = a não ser; exceto)
1. O que acontecerá _____chover?
2.Você não faz nada,______ reclamar.
3. Ele não disse um __________ .
4. Venha logo,___________ vai apanhar.

E. A PAR e AO PAR

A PAR (= ciente, ao lado) AO PAR ( = ao preço, ao valor)
1. Não estamos ____ do problema.
2. O dólar não está______ do real.
3. ______ disso tudo, ainda tem muito jogo.
4. Nenhuma moeda está ______do Euro.

F. HÁ - A - À

HÁ ( = fazer, existir)
A (= para; uma, ela, aquela)
À (= para a)
1.Fui ___ cidade, comprar frutas.
2.____ cidade estava cheia de turistas.
3.______ crianças no pátio brincando.
4.Ele gostava de ir ____ São Paulo.
5.______ dias não o vejo.
6.Levou-_____ ao cinema.

G. À – TOA e À TOA

À – TOA (= inútil , sem qualif**ação)
À TOA (= sem rumo, ao acaso)

1.Ele é um menino_______ .
2.Ele anda_________ na vida.


H. AFIM - A FIM
AFIM (= parente, semelhante)
A FIM (= finalidade, para que)
1. José é________ de Paulo, pois seus pais são
2. Meus moram em São Paulo.
3. Os meninos treinam________ de vencer o campeonato.
4. João está_________ de Maria.

Exercícios para treinar !
I. Assinale a alternativa que substitui adequadamente a palavra destacada na frase:
A viagem foi cansativa, pois o ônibus era muito velho.
a) por que b) por quê
c) porquê d) porque

II. Ele conquistou a posição pela qual sempre lutou.
a) porquê b) porque
c) por que d) por quê

III. Assinale a alternativa que completa a frase:
______ o carro não pega? Não será
________está muito frio?

A) porque – porque B) por que - por que
C) por que – por quê D) por que – porque
E) porque – por quê

GABARITO
A. 1.MAL 2.MAU 3.MAL 4.MAU
B. 1.POR QUE 2. POR QUE 3.PORQUE 4.PORQUE
5.POR QUÊ 6. PORQUE 7. POR QUE
C. 1.ONDE 2.AONDE 3.ONDE 4.AONDE
D. 1.SE NÃO 2.SENÃO 3.SENÃO 4.SE NÃO
E. 1. A PAR 2.AO PAR 3.A PAR 4.AO PAR
F. 1.À 2. A 3. HÁ
4. A 5. HÁ 6. A
G. 1. À-TOA 2. À TOA
H. 1.AFIM 2.AFINS 3.A FIM 4.A FIM
I. D II. C III. D

16/09/2019

A pedidos, um pouquinho de verbo:
não faça cara feia, hoje será só a diferença entre VER e VIR !
VER : Oo grande problema está no FUTURO DO SUBJUNTIVO: quando eu VIR, quando tu VIRES, quando ele VIR, quando nós VIRMOS, quando vós VIRDES, quando eles VIREM ( e não quando eu VER !!!).
VIR : quando eu VIER, quando tu VIERES, quando ele VIER, quando nós VIERMOS, quando vós VIERDES, quando eles VIEREM.
Exemplo e exercícios

1. " Quando você o ____ , entregue-lhe os envelopes que _____ os documentos."
A) ver - contém
B) ver - contêm
C) vir - contêm

2. "Quando você o _____ diga-lhe que seria melhor se ele _____ as despesas e ____ uma bolsa."
A) ver - contesse - requisesse
B) vr - contivesse - requisesse
C) vir - contivesse - requeresse

respostas : 1. C 2. C
acertaram ???

22/08/2019

Vamos tirar dúvidas de concordância ?
O verbo f**a no singular ou no plural ?
Em CONCORDÂNCIA temos muitas regrinhas !!!
Que tal aprendermos um pouco de cada vez ?

Hoje, começo com algumas dificuldades, mas é só prestar atenção !
1ª. Quando dizemos:
A multidão de moradores...... ( como f**a o verbo?)

Simples : o verbo tanto pode concorda com MULTIDÃO...
A multidão de moradores correu.
Ou concordar com MORADORES...
A multidão de moradores correram.
Essa foi fácil !!!!
Mas, se quiser dar um ar mais culto a seu texto, prefira o singular (1º caso).

2º E quando há PORCENTAGEM ?
Se o número vier sozinho, concorde com ele:
1% torce pelas reformas.
10% torcem pelas reformas.
Agora, se houver um SUBSTANTIVO ( um nome ) depois do NUMERAL, dê preferência ao SUBSTANTIVO :
20% da população recebeu a vacina.
20% dos eleitores votaram.

3ª. E quando temos NOME PRÓPRIO no PLURAL ?
Esta é sem dificuldade, basta lembrar a regra :
Se não houver artigo (o, os, a, as ) ou o artigo estiver no singular, o verbo f**a no singular :
SANTOS agrada aos banhistas.
O TOCANTINS deságua longe daqui.
Mas, se o artigo estiver no plural, o verbo f**ará no plural :
OS Estados Unidos tentaram evitar o colapso.
OS Lusíadas deram fama a Camões.

Só mais uma regrinha, sem preguiça :

4ª. Quando você usa QUEM o verbo f**a na 3ª pessoa do singular (ele):
Sou eu QUEM fala a verdade.
Somos nós QUEM fala a verdade.
Não há erro !
Mas (sempre esse mas! ) se você usar QUE o verbo concordará com o PRONOME que o antecede:
Sou eu QUE falo a verdade.
Somos nós QUE falamos a verdade.

Muita coisa ? Tudo bem, já resolvemos alguns probleminhas! Logo mais, passarei outras dicas!
Estudem! Curtam, inscrevam-se, mandem suas dúvidas.

31/07/2019

Que tal para hoje QUEÍSMO e PARALELISMO ?
_______________________________________
QUEÍSMO, o que será ?
Simples, é a repetição exaustiva do QUE...

“Quando cheguei, pediram-me que devolvesse o livro que me fora emprestado por ocasião dos exames que se realizaram no fim do ano que passou.”
Basta elaborar um pouquinho a frase e tudo dará certo :
“Quando cheguei, pediram-me a devolução do livro emprestado por ocasião dos exames no fim do ano.”
Uma frase para você :
“Camões, que é autor do maior poema épico que já se escreveu em língua portuguesa, de também uma série de sonetos que são considerados obras-primas no gênero.”

Eliminando e elaborando - RESPOSTA_
“Camões, autor do maior poema épico, em língua portuguesa, deixou, também, uma série de sonetos considerados obras-primas.”

Nada de mais, pura elaboração...
_______________________________________________

PARALELISMO
É a correspondência estrutural, a simetria da construção. Então, não diga :
“ Comprei a caneta, uns lápis e alguns livros.”
( a, uns, alguns... verifique o que f**a melhor: a caneta, os lápis, os livros... ou uma caneta, uns lápis e uns livros... você escolhe, contanto que haja simetria.)
E , o paralelismo é para tudo: tempos verbais, classe de palavras, função sintática...
1. Passei alguns dias com minha família e revendo velhos amigos.
2. Nosso destino depende em parte do determinismo e, em parte, obedecendo a nossa vontade.
3. Tanto na sala de aula e ao brincar no recreio, ele está sempre triste.

Respostas:
1. passei / revi
2. determinismo – substantivo / obedecendo – verbo
Prefira do determinismo / da obediência
3. na sala de aula – advérbio de lugar /
brincar - verbo , f**ará melhor :
Tanto na sala de aula / quanto no recreio...
( dois advérbios) ou, se preferir, dois verbos:
Tanto estudando quanto brincando...ou : Ao estudar na sala de aula ou ao brincar no recreio ele...
A estrutura quem escolhe é você, basta ter simetria.

________________________________________________
Vamos aproveitar para mais uma dica ???

Ao usar vários verbos, não se esqueça que cada um tem sua própria regência, portanto não simplifique, faça correto; por exemplo, não diga “ Gosto e compro muito chocolate.” Decida-se por : “Gosto muito de chocolate e os compro bastante.”
Ou “ gosto de uva, banana e maçã.” Não, a regência de gostar é a preposição DE, logo :
“Gosto de uva, de banana e de maçã.” Todos são objetos indiretos do verbo gostar !

Basta prestar atenção !!! E não esqueça que cada verbo deve ser usado com seu complemento:
“Todos assistiram, gostaram e aplaudiram a peça.” Melhor separá-los:
“Todos assistiram à peça, gostaram dela e aplaudiram-na.”

Para terminar uma frase para exercício:
“Visou e aconteceu a fama.”

Resposta:
“Visou à fama e ela aconteceu.”

Sei que você viu a CRASE e perguntou : quando uso crase ? vamos dar essa dica, mas não hoje!

Bons estudos !

15/07/2019

GREGÓRIO DE MATOS GUERRA
“POEMAS ESCOLHIDOS” FUVEST - 2020

“Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas dr**as inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

O texto trata de um processo de transformação da colônia, que gerou o empobrecimento da Bahia e do sujeito que enuncia tal processo (estrofe I). O espelhamento entre indivíduo e espaço apresenta seu correspondente formal por meio da construção de um jogo de antíteses, paralelismos e quiasmos, especialmente na primeira estrofe. Veja-se, nesse contexto, a oposição entre os adjetivos “pobre” e “rica” (paralelos a “empenhado” e “abundante”), bem como entre o passado e o presente em que se flexionam os verbos “estar” (“estás”/ “estou”) e “ver” (“vejo”/ “vi”).
Os quiasmos, por sua vez, aparecem nos dois últimos versos da primeira estrofe, quando notamos que a pausa (marcada pelas vírgulas) funciona como um espelho sintático. Os pronomes “eu”/ “mi” e “tu”/ “te”/ “ti” participam também da organização dessa estrutura, na qual o sujeito vê a pobreza da Bahia refletir-se em seu próprio estado.
Vale, por fim, observar que o substantivo “estado” reverbera o verbo “estar”, que aparece no mesmo verso sob as formas “estás” e “estou”. Nessa acepção, o termo se refere à forma como as coisas antes estavam. Por outro lado, é possível sinalizar uma polissemia, que nos permite ler a expressão “antigo estado” enquanto unidade federativa (“estado da Bahia”) e enquanto sistema político, econômico e social anteriormente vigente. Sobrepondo esses sentidos, a transformação estrutural do sistema apresentava como consequência o empobrecimento do sujeito, do estado e da cidade da Bahia (e, por extensão, do estado brasileiro).
No segundo quarteto, anuncia-se como causa dessa mudança a presença da “máquina mercante”, isto é, dos mesmos “negociantes” que aparecem criticados nos epílogos de outros poemas. O comércio é assim figurado, de modo a conotar uma estrutura potente, contínua e sistemática (e, em certo sentido, “moderna”). No âmbito formal, a expressão promove as aliterações entre os fonemas /m/ e /k/ e sugere um ritmo mecânico no conjunto do verso. O termo “larga barra” (com a anteposição do adjetivo valorativo) sinaliza, criticamente, o excesso de abertura da costa brasileira aos negociantes estrangeiros.
Nos tercetos, a decadência da cidade também é representada por meio da oposição entre o “açúcar excelente” que a cidade produzia, agora desvalorizado nas transações comerciais com os estrangeiros “sagazes”, sobretudo os ingleses (note-se o termo coloquial “brichotes” em referência irônica ao termo inglês “british”). Na conclusão do soneto, o pretérito mais-que-perfeito apresenta-se como lamento por Deus ter desejado a repentina mudança que tornara a Bahia austera (“sisuda, séria”) e sua vestimenta pobre, feita de algodão.
Alfredo Bosi, em sua Dialética da colonização (1992), dedica o capítulo “Do antigo estado à máquina mercante” ao poeta Gregório de Matos, cujo título evoca justamente os versos de “Triste Bahia”. O autor analisa o poema dialeticamente, estabelecendo as devidas relações entre literatura e sociedade. Desse modo, observa o espelhamento formal e temático entre o sujeito e a Bahia, contextualiza a entrada dos navios estrangeiros naquele período e mostra como a posição social do poeta ajuda a compreender o caráter específico de sua crítica.
Nesse sentido, Bosi nos informa sobre a antiga existência de leis restritivas à entrada de navios estrangeiros, que foram “relaxadas” por D. João IV depois da Restauração de 1640. A tal “máquina mercante” do poema, bem como a presença do “sagaz brichote”, fazem referência a essa mudança, que marca a ascendência de uma classe mercante na Bahia, o que se dá em paralelo com a crise do comércio açucareiro nas últimas décadas do século XVII.
Com isso, é possível perceber que o protesto de Gregório de Matos contra o empobrecimento da Bahia não representa, prioritariamente, a defesa da cidade contra a exploração estrangeira ou contra o comércio ambicioso. O que se revela, essencialmente, é a situação do próprio poeta enquanto representante do antigo estado em declínio (filiado à aristocracia açucareira), diante do surgimento de um novo estado, mais aberto ao comércio internacional e aos novos produtos.
Alfredo Bosi segue analisando outros poemas de Gregório, observando também os elementos de raça e gênero que reforçam o caráter conservador (e, nos termos de hoje, ra***ta, machista e misógino) de muitos de seus textos. Por fim, Bosi comenta o trânsito do poeta entre classes e raças, especialmente por meio de um convívio sensual e festivo, que, segundo o autor frisa, não signif**a uma redução efetiva das barreiras sociais. Ao “desmascarar” o poeta, o crítico insere-se diretamente na discussão sobre as grandes interpretações da brasilidade, em especial, a de Gilberto Freyre.
O músico-poeta
Em sua História social da música brasileira, José Ramos Tinhorão dedica o capítulo “Gregório de Matos: glosa em cantigas no Recôncavo Baiano” a afirmar a importância do poeta baiano para a história da música brasileira no período colonial. Com isso, o autor também nos conduz à reflexão sobre a existência de um lugar de interseção entre a literatura e a canção (ou, por extensão, entre cultura erudita e cultura popular), que coloca “o poeta-músico” Gregório de Matos em um espaço muito particular dos estudos literários:
De entre as modalidades de versos cantados, o poeta-músico Gregório de Matos cultivava predominantemente, ao lado das glosas e cantigas, coplas e chansonetas, os romances que lhe permitiram contar, no estilo popular-tradicional das redondilhas maiores, ora fatos engraçados ora acontecimentos variados, sempre com função de acompanhamento à viola.
Historicamente, a aproximação entre a poesia e a música, embora já fosse presente na Antiguidade, tornou-se ainda mais contundente na Idade Média, quando emergiram as cantigas trovadorescas provençais e galego-portuguesas. Trovadores, menestréis e jograis utilizavam fartamente as composições musicais e o canto para transmitirem não só seus sentimentos, mas também as histórias e lendas de seu tempo (como ocorre no gênero “romance”).
Nesse cenário, Gregório de Matos, ao tematizar as próprias ambiguidades de seu lugar de homem branco de elite em trânsito frequente entre raças e classes, acaba por circular também entre dualidades fundamentais do Brasil, dividido em sua expressão brutal, violenta, misógina e ra***ta e, de outro lado, sua dimensão mestiça, festiva, sensual e culturalmente rica. Em outras palavras, ao registrar, sob seu ponto de vista, o cotidiano da Bahia do século XVII, Gregório acabou por dialogar também com o próprio universo mítico que ecoa nas célebres interpretações do Brasil, especialmente na de Freyre.
O caráter dúbio do poeta será assunto também de Adriano Espínola, que chama atenção para o fato de ser o poeta “o primeiro grande escritor autenticamente brasileiro”, não só por tematizar aspectos locais do cotidiano baiano, mas por registrar uma linguagem já modif**ada pela miscigenação cultural.
O fragmento reverbera o “complexo de vira-latas”, expressão utilizada por Nelson Rodrigues para sinalizar a existência de um constante discurso auto-depreciativo que os brasileiros fazem sobre o país. De outro lado, o Brasil conserva também outra face, alegre e triunfante, debochada e crítica, festiva e carnavalesca, que se expressa na irreverência, na criatividade e na malícia (hipotética) do povo brasileiro.
Assim, Gregório de Matos teria sido capaz de unir os traços gerais do movimento estético barroco (rebuscado, dramático e contraditório) com o caráter paradoxal da própria realidade brasileira, a um só tempo sensual e religiosa, ra***ta e mestiça, violenta e conciliatória, regional e estrangeira, elitista e popular, orgulhosa e envergonhada, miserável e carnavalesca. E, evidentemente, aqui se encontra um dos pontos de maior interesse das representações de Brasil exploradas pelo tropicalismo musical de Caetano Veloso, três séculos depois. (ver no CD “Transa de Caetano Veloso a música ‘Triste Bahia’).

01/07/2019

Hoje veremos uma palavrinha tão usada e muito importante ARTIGO.

ARTIGO palavra que antecede o substantivo e com ele concorda .
Há os ARTIGOS DEFINIDOS O (S ) , A ( S) eles determinam o substantivo de modo preciso , particular.
* Na realidade A palavra escrita permanece.

ARTIGOS INDEFINIDOS : UM , UNS , UMA , UMAS, eles são mais gerais e vagos.
• Assistirei a um filme.

Veja um ator, em uma entrevista, divulgando sua nova peça :
“ Não vamos apresentar uma peça; nós vamos apresentar a peça”.
Uma peça = qualquer peça
a peça = única, a melhor de todas

Essas palavrinhas são tão importantes que
1º. Elas substantivam qualquer palavra que vier depois delas :
• Os pássaros cantam. ( verbo cantar )
• * O cantar dos pássaros faz bem.( substantivo)

2º. O ARTIGO pode mudar o sentido de um substantivo.
• O cabeça = líder, chefe *Ele é o cabeça do grupo
• A cabeça = parte do corpo * A cabeça de Maria dói muito.
• O caixa = livro *Ele copiou o caixa da empresa.
• A caixa = recipiente *Ela perdeu a caixa de fotos.
• O grama = unidade de massa *Quero duzentos gramas de queijo.
• A grama = relva, capim *Era preciso cortar a grama do jardim.

3º. Não use artigo antes de nome próprio , porém se for pessoa íntima, na fala pode, indicando familiaridade:
* João é meu patrão e o José, meu irmão .

4º. O artigo indefinido pode dar força a um substantivo :
* Foi uma alegria sua chegada.

5º. Também pode indicar aproximação :
* Ela deve ter uns 18 anos.

Tudo bem ??? terminamos artigo...
Curtam, inscrevam-se, comentem, perguntem...

24/06/2019

Como prometi, continuamos com PRONOME ( EU / MIM ), para finalizar o assunto !

Esta dica é fácil !
Após preposição use sempre mim, ti .....
Ela nunca irá sem MIM.
Nada há entre MIM e TI.
O presente é para MIM.
Mas se houver um verbo no infinitivo ( amar, beber, partir ) use EU , TU ...
O livro é para mim. Mas O livro é para EU ler.
O caderno é para ti. Mas, O caderno é para TU escreveres.
Simples !!! É só prestar atenção. FIQUE ligado , se houver vírgula, pode mudar tudo !!!
Para MIM, voltar para lá será impossível.
Para EU passar no exame, estudei bastante.
Será difícil, para MIM, passar no exame.
A vírgula só mostra que esses termos estão fora de lugar
( Voltar para lá será impossível para MIM. / Passar no exame, será difícil para MIM. )

Alguns exercícios para treinar :
1. Fui embora, pois lá não havia nada para _________ fazer.
2. Para _____ , estudar é muito sacrifício.
3. Eles enviaram o documento para ____ guardar.
4. Eles enviaram o documento para ____ .

Respostas 1. Eu, 2. Mim, 3. Eu, 4. Mim
Gostaram ? Hoje foi tranquilo ! Próxima dica vamos recordar os artigos ?????

10/06/2019

Vimos na dica anterior alguns PRONOMES e prometi continuar.
Então, aqui vai : PRONOMES PESSOAIS DO CASO OBLÍQUO.

Hoje nos fixaremos nos PRONOMES O (s), A(s), LHE (s).
Para saber se devo usar LHE (S), basta verif**ar se há PREPOSIÇÃO ( só relembrando :
as PREPOSIÇÕES são – a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, pois, sem, sob, sobre, tal )
Comprei um presente para João. = Comprei-lhe um presente.

Se não houver PREPOSIÇÃO, use O (s), A (s), concordando com a palavra que será substituída:
Vendi um carro. = Vendi- O. Enconteri as meninas perdidas. Encontrei- AS perdidas.

Você deve estar se perguntado: por que devo fazer essa substituição ?
Às vezes, em um texto, repetimos a mesma palavra (João, carro, meninas...) portanto , f**ará melhor, trocar a palavra por um pronome. Assim seu texto, sua fala estarão melhor.
“O rapaz perdeu-se e eu encontrei o rapaz. (NÃO)
“ O rapaz perdeu-se e eu encontrei ele (NÃO)
“ o rapaz perdeu-se e eu encontrei-o. ou O rapaz perdeu-se e eu o encontrei.
( Melhor, né?)

Para finalizar mais uma dica:
Ao usar O (s), A (s), é preciso verif**ar a terminação do verbo. Assim, se o verbo terminar em -r, -s, -z tiramos essas consoantes –r, -s, -z e acrescentamos um l- ao pronome
( tudo para facilitar a pronúncia, mas é obrigatório ). Então ao invés de
Matar o leão = matar-o use matá-lo

Quis o bolo = quis-o use qui-lo
Fez a tarefa = fez-a prefira fê-la.
Os alunos dizem que f**a “feio” e respondo que é o correto, principalmente para escrever.
Agora se o verbo terminar em : -am, -em, -ão, -õe não tire nada, apenas acrescente ao
pronome o (s), a (s) um N- :
Ouçam a música = Ouçam – a use Ouçam – na
Peguem os brinquedos = Peguem – os = Peguem – nos
Dão a medalha = Dão – a = Dão – na
Supõe a verdade = Supõe – a use Supõe – na.

Era isso! Espero não ter assustado vocês ! Mas essa é a nossa língua ! Linda. Com muitas possibilidades. E, também, não é tão difícil ! Pura questão de costume !!!
Curtam, compartilhem !
Próxima dica: Quando usamos EU - MIM ?

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