20/11/2020
Eu passei o dia mal, já desde cedo sendo atropelada pelas notícias. Pensando se eu devia falar algo, se eu tinha algo a contribuir para o debate. Cheguei à conclusão de que, muito mais importante do que falar, é preciso continuar ouvindo.
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Eu não tenho lugar de fala nessa data, eu não sou negra, portanto sei que meu lugar é ouvir. E se for pra falar algo, tudo o que tenho a dizer é: me ensinem mais! A realidade de viver em um país ra***ta e genocida é assustadora e, se tira as minhas forças, só posso imaginar como se sentem aqueles que vivem na pele o preconceito de todo dia.
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O assassinato de João Alberto Silveira Freitas e de tantos outros precisa parar de acontecer. É inadmissível e revoltante que notícias como essas ainda ocorram - e que os culpados não sejam devidamente punidos, na maioria dos casos, pelos seus atos horrorosos e desumanos.
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Me resta desejar - e lutar por - um mundo onde negres sejam tratados pelo que são: humanos. Em dias assim, a pouca fé que me resta na humanidade vai pelo ralo. Eu fico procurando empatia, respeito, equidade e todas as palavras bonitas que muita gente diz à tôa por aí e não as vemos praticar.
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Vidas negras importam - e é absurdo ter que falar o básico ainda hoje.
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̂ncianegra