18/12/2020
Hoje foi dia de balançar as mãos no ar. Palmas silenciosas. Despedida. A casa do meio completou seu ciclo de vida. Quatro anos de expressão máxima dos corpos, das múltiplas linguagens, das palavras, das vozes infantis atingindo seu volume máximo. Dos debates adultos, das palavras sobre palavras, das palavras encadeando mais palavras, das palavras retorcidas, reviradas fazendo graça. Inaugurando. Inventando. Encantando. Nesse ano, quinto e último ano de existência da escola Casa do Meio, os corpos se contiveram, palavras não germinaram, mas o afeto... O afeto explodiu com a realidade, com a bidimensionalidade, com os microfones cruzados, com a interferência de imagem, com a falta de sinal, com a falta de tempo e de espaço. Explodiu com tudo e criou realidade paralela onde os corpos puderam continuar sonhando, dançando, cantando, desenhando, brincando, poetizando. Nos despedimos hoje de um tempo e espaço passado. Com as mãos erguidas, balançando. Um aceno...