20/01/2024
Fechamento de mercado semanal das principais Bolsas e ativos do mercado.
Juros longos caem apesar de nova alta dos yields dos Treasuries de 10 anos
Perto do fechamento a curva a termo precificava 100% de chances de o corte da taxa básica Selic no fim de janeiro ser de 0,50 ponto percentual.
As taxas dos DIs com prazos mais longos emplacaram a segunda sessão consecutiva de queda no Brasil nesta sexta-feira, ainda que no exterior o rendimento do título norte-americano de dez anos tenha voltado a subir, com investidores dando continuidade ao movimento de redução de apostas de que o Federal Reserve iniciará o ciclo de corte de juros em março.
As taxas curtas, por sua vez, encerraram em leve alta no Brasil.
Antes mesmo da abertura dos negócios, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu em dezembro, acelerando ante o 0,59% de novembro, em resultado que ficou acima da expectativa de pesquisa da Reuters, de avanço de 0,66%. No acumulado de 2023, o indicador caiu 3,18% — a menor taxa da série histórica.
Já o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve variação positiva de 0,01% em novembro, na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. O resultado do mês ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,10%, mas interrompe três meses seguidos em território negativo.
Os dados do IGP-M e do IBC-Br pouco influenciaram os negócios na curva a termo brasileira, que no início do dia reagia mais diretamente ao ambiente externo. No fim da manhã, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global de investimentos — escalou patamares mais elevados, com investidores ainda repercutindo falas de autoridades e dados econômicos recentes que indicam possibilidade maior de o Fed não cortar juros em março.
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