17/04/2021
Adoção
Baseado na história real do jogador de futebol americano Michael Oher, “Um sonho possível” (2010) é um filme com uma comovente história. Aqui, conhecemos a trajetória de Big Mike, que, quando criança, pertencia a uma família de 11 filhos, cujo pai havia sido assassinado na cadeia e cuja mãe era viciada em dr**as. Por esse motivo, o jovem fora encaminhado para uma casa de adoção na cidade de Menphis (Tennessee).
Com muitas dificuldades no ensino, ele passou por 11 escolas diferentes até se fixar na última instituição onde a prática esportiva mudou sua relação com a escola.
Tímido e conhecido por ser o “jovem negro de uma roupa só”, Michael Oher conhece Leigh Anne Tuohoy (interpretada por Sandra Buliock), uma mulher de classe média alta que decide comprar roupas para o jovem. O que parecia ser apenas mais uma ação de caridade tem, aos poucos, seus laços estreitados ao ponto de o episódio desembocar em uma adoção.
A história de muitas crianças, principalmente no Brasil, é bem diferente da narrada no longa. “Segundo levantamento do CNJ, de julho de 2013, existem no Brasil 29.707 pretendentes habilitados a adotar e 5.387 crianças aptas a serem adotadas. Mais de 80% dos pretendentes não aceitam adotar irmãos, mesmo que 77% das crianças e adolescentes não sejam filhos únicos. 74% dos habilitados querem crianças de zero a três anos, mas só 4% do total disponível para adotar têm essa idade. 22% das crianças possuem problemas de saúde ou são portadoras de deficiência, mas apenas 8% dos pretendentes não fazem restrição a esse perfil.” (Repórter Brasil).
Mas esse não é o único problema: a adoção no Brasil é muito lenta: há relatos de famílias que esperaram até 6 anos para concluir o processo. Pode-se discutir, também, a ainda pouca difusão da adoção, que, majoritariamente, é buscada por pais inférteis. Você pode trabalhar também a rejeição como um fator traumatizante à criança e a separação de irmãos, fato muito doloroso, mas ainda comum.
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