05/02/2026
📊Análise conjuntural de acompanhamento
🌽 A produção da indústria nacional do mês de dezembro/2025 obteve um recúo na série sazonal de -1,2% demonstrando a maior queda abrupta desde de setembro de 2025 que já encontrava-se em decrésimo, seu reflexo é advento da politica monetária mais contracionista adotada pelo BC, o aumento da taxa de juros influencia diretamente na escolha dos investidores em dispor capital para aquisição de máquinas, tecnologia e mão de obra. Em relação a dezembro do ano anterior, a indústria avançou 0,4%, interrompendo dois meses consecutivos de taxas negativas: novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%). A média móvel trimestral em dezembro foi de -0,5%.
💱 A má influência do cenário internacional gera impactos na indústria nacional, a taxação dos Estados Unidos acarreta aos agentes ficarem mais temerosos e a se expor menos a novos contratos internacionais e importações sendo um dos motivos das depreciações que o setor sofreu no decorrer do ano.
📊Adentrando as influências negativas que auxiliaram na queda da produção deste ano, a mais importante veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%), com as duas primeiras marcando dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 10,4% e 7,4%, respectivamente, e a última eliminando a expansão de 3,5% acumulada no período agosto-novembro de 2025. A respeito do valor acumulado fechou com crescimento de 0,6% enquanto 2024 obteve 3,1% e 2023 0,1% mostra um desaquecimento gradual do setor em comparação aos anos anteriores.
Por: Bernardo Marcos e André Takano
Dados retirados da PIM e IBGE
22/01/2026
📊 O IPCA de dezembro de 2025 registrou alta de 0,33%, encerrando o ano com acumulado de 4,26%.
O resultado mensal revelou uma dinâmica heterogênea: o índice cheio foi contido pontualmente pela deflação no grupo Habitação (-0,33%), reflexo da mudança favorável na bandeira tarifária de energia elétrica.
Excluindo esse vetor de alívio, nota-se uma pressão inflacionária disseminada, típica da sazonalidade de final de ano.
🚦O grupo Transportes (0,74%) liderou as altas, impulsionado por transporte por aplicativo (+13,79%) e passagens aéreas (+12,61%). Os combustíveis reverteram a queda de novembro e subiram 0,45%, com destaque para o etanol (+2,83%).
🍽A demanda aquecida pelo período festivo também pressionou bens semiduráveis e duráveis, como Artigos de Residência (0,64%) e Vestuário (0,45%).
Pelo lado social, o grupo Alimentação e Bebidas (0,24%) variou abaixo da média. Este comportamento é positivo para a renda real disponível das famílias de baixa renda, que dedicam maior parcela do orçamento a este grupo.
💅Por fim, Educação (0,08%) manteve estabilidade, aguardando o ciclo de reajustes escolares de início de ano, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais (0,52%) acelerou, influenciado pelos reajustes de Planos de Saúde (0,49%) e pela alta em Artigos higiene pessoal (0,52%).
15/01/2026
O Brasil carrega o título de "País do Futebol". Crescemos cercados pela mística de que o esporte é o atalho mais rápido para a glória e a riqueza. Mas será que o mercado entrega o que o sonho promete? 🤔
A realidade é um funil estreito. Diferente do que muitos pensam, o problema não é apenas "entrar" (já que a rede de olheiros e captação é vasta), mas sim sobreviver no esporte. O glamour das estrelas esconde uma profissão marcada pela instabilidade e calendários curtos.
📊O Abismo Salarial:
Para quem olha de fora, jogador de futebol é sinônimo de vida mansa e salários milionários. Na prática, a grande massa de trabalhadores da bola enfrenta o desemprego estrutural: a maioria dos clubes sem divisão nacional joga apenas cerca de 4 meses por ano. E no resto do tempo? A renda cessa.
Enquanto a elite dos 12 grandes clubes vive uma realidade à parte, a média salarial em muitas cidades não passa de R$ 9.500,00.
📍 Espelho da Economia Brasileira:
O futebol reflete a estrutura econômica do país. O "topo da pirâmide" coincide com as regiões mais ricas, concentrando os clubes da Série A e os maiores salários no eixo Sul-Sudeste (com destaque também para Bahia, Ceará, Goiás e Pernambuco).
As 5 regiões com maior oncentração de vínculos e médias salariais:
1️⃣ São Paulo: +2.300 vínculos (Média: R$ 7,6k)
2️⃣ Rio de Janeiro: 862 vínculos (Média: R$ 10,9k)
3️⃣ Paraná: 848 vínculos (Média: R$ 8,8k)
4️⃣ Minas Gerais:718 vínculos (Média: R$ 7,6k)
5️⃣ Rio Grande do Sul:668 vínculos (Média: R$ 8,7k)
ABahia mostra sua força fugindo à curva, com média salarial superior a R$ 11k, competindo com os grandes centros.
Enquanto o foco está no eixo rico, outras regiões mostram a precarização extrema, com médias salariais que mal tocam o salário mínimo:
🔴 Amapá:Média de R$ 273,00
🔴 Rondônia: Média de R$ 299,00
🔴 Roraima:Média de R$ 729,00
Além da técnica, o mercado exige que o atleta seja uma "vitrine", corpos viram mercadoria. A Lei Geral do Esporte permite que até 50% dos ganhos venham de direito de imagem — o que alavanca os ganhos dos supercraques, mas é uma realidade distante para o jogador que luta para pagar as contas na Série D ou nos estado menores.
Base de dados: RAIS
15/01/2026
O Brasil carrega o título de "País do Futebol". Crescemos cercados pela mística de que o esporte é o atalho mais rápido para a glória e a riqueza. Mas será que o mercado entrega o que o sonho promete? 🤔
A realidade é um funil estreito. Diferente do que muitos pensam, o problema não é apenas "entrar" (já que a rede de olheiros e captação é vasta), mas sim sobreviver no esporte. O glamour das estrelas esconde uma profissão marcada pela instabilidade e calendários curtos.
📊O Abismo Salarial
Para quem olha de fora, jogador de futebol é sinônimo de vida mansa e salários milionários. Na prática, a grande massa de trabalhadores da bola enfrenta o desemprego estrutural: a maioria dos clubes sem divisão nacional joga apenas cerca de 4 meses por ano. E no resto do tempo? A renda cessa.
Enquanto a elite dos 12 grandes clubes vive uma realidade à parte, a média salarial em muitas cidades não passa de R$ 9.500,00.
📍 Espelho da Economia Brasileira:
O futebol reflete a estrutura econômica do país. O "topo da pirâmide" coincide com as regiões mais ricas, concentrando os clubes da Série A e os maiores salários no eixo Sul-Sudeste (com destaque também para Bahia, Ceará, Goiás e Pernambuco).
As 5 regiões com maior oncentração de vínculos e médias salariais:
1️⃣ São Paulo: +2.300 vínculos (Média: R$ 7,6k)
2️⃣ Rio de Janeiro: 862 vínculos (Média: R$ 10,9k)
3️⃣ Paraná: 848 vínculos (Média: R$ 8,8k)
4️⃣ Minas Gerais:718 vínculos (Média: R$ 7,6k)
5️⃣ Rio Grande do Sul:668 vínculos (Média: R$ 8,7k)
ABahia mostra sua força fugindo à curva, com média salarial superior a R$ 11k, competindo com os grandes centros.
Enquanto o foco está no eixo rico, outras regiões mostram a precarização extrema, com médias salariais que mal tocam o salário mínimo:
🔴 Amapá:Média de R$ 273,00
🔴 Rondônia: Média de R$ 299,00
🔴 Roraima:Média de R$ 729,00
Além da técnica, o mercado exige que o atleta seja uma "vitrine", corpos viram mercadoria. A Lei Geral do Esporte permite que até 50% dos ganhos venham de direito de imagem — o que alavanca os ganhos dos supercraques, mas é uma realidade distante para o jogador que luta para pagar as contas na Série D ou nos estado menores.
Dados: RAIS
23/10/2025
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19/09/2025
🗞 Crises sociais são ligadas a razões econômicas. Qual o ponto onde a inação frente a uma desigualdade pode gerar uma revolta?
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