31/10/2025
Consternados e de peitos feridos pela forte dor da perda, trazemos nesta homenagem nossos sentimentos e memórias de Adenilde Petrina.
“Ah, eu assim, nasci em Cachoeira do Campo, né? Perto de Ouro Preto”. Em entrevista explica, que seu pai, operário da construção de estradas de rodagem, levou a família a morar em diferentes municípios de Minas até chegar em Juiz de Fora, onde morou em boa parte da vida no bairro Santa Cândida.
Aqui fez a vida, morou no bairro Santa Cândida, cresceu, estudou e tomou consciência sobre as batalhas que deveria travar contra as injustiças, o racismo e o machismo. Com sua força, voz e corpo colocou-se na luta comunitária em favor de direitos e contra a marginalização.
Da cidade fez palco de combativas manifestações e interpretações do Teatro do Oprimido. Com a rádio Mega FM, comunicou para a periferia tudo aquilo que os meios hegemônicos não contavam e, depois, com o Coletivo Vozes da Rua, deu continuidade à subversão contra a opressão.
Sempre defendeu a revolução por meio da educação e, enquanto professora, dizia: “Eu me sentia, assim, uma professora não muito aplicada. Eh aplicada, né?”. E em continuidade explica: “A minha didática era o teatro. Então eu usava o teatro quando como arma para ensinar história”. Orgulhosa, conclui que fez um bom trabalho ao perceber que seus alunos hoje estão juntos de movimentos sociais.
Quanto ao Hip Hop, é melhor deixar que ela mesma fale: “O Hip Hop na minha vida é uma religião. É uma religião, né, e tudo. E e aprendi muito, aprendo muito com os meninos, né? Gosto muito deles (...) Eh aprendizado, tanto da minha parte que aprendo com eles muito e eles aprendem com o que eu posso ensinar, passar pra frente e tudo. Então assim, pra mim a cultura Hip Hop é uma religião.”
É por estes e muitos outros motivos que a vida e luta de Adenilde Petrina deve ser homenageada. Sua voz, afeto e legado seguem vivos dentro de cada um de nós. Adenilde presente! ✊