29/09/2026
No leite recém-ordenhado é possível encontrar espécies bacterianas indesejáveis que afetam a fabricação dos queijos, denominadas bactérias psicrotróficas.
São microrganismos capazes de se multiplicar em temperaturas de refrigeração, geralmente inferiores a 7°C e fazem parte da microbiota naturalmente presente no leite.
O maior desafio relacionado a essas bactérias está no tempo de armazenamento do leite. Quanto maior o tempo de estocagem sob refrigeração, maior pode ser a proliferação, o que resulta na produção e liberação de enzimas degradativas.
Essa atividade enzimática compromete as características sensoriais, físico-químicas e tecnológicas do leite e dos queijos, prejudicando textura, sabor e rendimento.
O impacto das bactérias psicrotróficas é evidente tanto em queijos artesanais elaborados com leite cru ou pasteurizado quanto em queijos industriais. Isso destaca a importância de uma conduta rigorosa no manejo higiênico, nas condições de ordenha e no controle do armazenamento do leite após a ordenha.
O uso do leite recém-ordenhado no menor intervalo possível e respeitando as condições adequadas de conservação é uma medida eficaz para reduzir os efeitos associados à multiplicação de psicrotróficas e preservar o potencial tecnológico da matéria-prima.
Na prática queijeira, o uso do leite fresco, imediatamente após a ordenha, é o melhor caminho para obter um queijo com maior qualidade sensorial.
Prof. Fernando
ESCOLA DE QUEIJO - QUEIJO ARTESANAL DO BRASIL
Fale com a gente contato pelo WhatsApp (32) 3224 1205