Neuropsicopedagogia

Neuropsicopedagogia Espaço destinado exclusivamente para orientações, dicas. e sugestões de práticas para melhorar

06/02/2022
03/12/2020

Você sabia!?????

No Transtorno do Espectro Autista- TEA, o principal comprometimento está nas áreas de habilidade social, linguagem e comportamentos repetitivos (ou estereotipados).Algumas características que valem atenção:

Dificuldade na coordenação motora

Estereotipias- movimentos repetitivos sem função aparente;

Atraso na fala;

Distúrbio do sono;

Seletividade alimentar;

Dificuldades de comunicação oral ;

Mudança repentina de humor;

Aversão ao toque;

Dificuldades para estabelecer contato visual;

Problemas para começar uma conversa;

Preferência pela não socialização e brincadeiras solitárias;

Ecolalia quando a criança repete o que outra pessoa fala;

Preferência intensa por algum assunto ou objeto, também chamado de hiperfoco;

A grande maioria apresenta sensibilidade ao barulho.

Falando sobre alguns pontos citados acima, vale ressaltar que nem sempre a intensidade é a mesma para todos, por isto chamamos de ESPECTRO, ou seja, AMPLO. O atraso na fala por exemplo, não é experienciado na então Síndrome de Asperger, as estereotipias podem passar desapercebidas, pois nem sempre são movimentos de pêndulo lateralizado ou verticalizado, os movimentos podem ser sutis como: mexer nos cabelos, balançar das mãos ou pés, e, até mesmo estereotipias vocais; aversão ao toque podem ser dificuldades em abraços, corte de cabelo, banho, etiquetas nas roupas, cobertores, entre outros, mas também existem aqueles que necessitam do toque; às vezes, principalmente no autismo grau 1, a dificuldade pode não ser em iniciar uma conversa, mas sim em estabelecer um diálogo; quanto ao contato visual, a criança pode apresentar contato visual intercalado, lateralizado ou sem contato; preferências por brincadeiras solitárias muitas vezes é caracterizada pela não compreensão do que o outro espera dela, as ecolalias nem sempre são imediatas, a criança pode também ter uma necessidade em repetir falas mentalmente, não externando esta característica, e, por fim a seletividade alimentar.

Vem com a gente!!Juazeiro do Norte- CE
25/11/2020

Vem com a gente!!

Juazeiro do Norte- CE

12/11/2020

FIQUE POR DENTRO!

A Educação Infantil deve ser oferecida a qualquer criança, surda ou não, em complementação à ação da família, para proporcionar condições adequadas ao seu desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo e social e promover a ampliação de suas experiências e conhecimentos, estimulando seu interesse pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade.
A Educação Infantil enfatiza as interações intelectuais com o meio, as quais permitem a edificação/construção evolutiva das estruturas lógicas do pensamento, como apregoam Piaget, Wallon, Vygotsky e outros.
A prática pedagógica incentiva atividades lúdicas que estimulam a criança à ação, à descoberta e à participação ativa no seu ambiente
físico e social. O currículo educacional sugerido destina-se ao desenvolvimento global da criança, surda ou não, sendo seus conteúdos e atividades ins-
pirados nas teorias do desenvolvimento e da aprendizagem infantil.
0 currículo da Educação Infantil deve levar em conta, em sua concepção e administração, o grau de desenvolvimento da criança, a diversidade social e cultural das populações infantis e os conhecimentos que se pretendam universalizar.
A proposta curricular consta de conteúdos específicos, organizados
por áreas de estudo.
São elas:
1 - Área Psicomotora
II-Área Cognitiva
III - Área Expressiva
IV - Área Emocional (Afetiva), Moral, Religiosa, Social
Essas áreas são desenvolvidas, portanto, em conformidade com a proposta curricular do ensino regular que, aplicada à criança surda, deve ser enriquecida e ampliada por meio da complementação curricular específica.
A complementação curricular específica é uma parte da adaptação curricular e realiza-se por meio da educação pelo movimento e, principalmente, pelo desenvolvimento dà Linguagem. Seu conteúdo pode visar somente ao aprendizado da língua portuguesa ou, então, à aquisição tanto da língua brasileira de sinais quanto da língua portuguesa.
LINGUAGEM
1. Para a aquisição da língua brasileira de sinais - LIBRAS.. "conversação" com outra pessoa surda, ou professor que domine a
língua brasileira de sinais, sobre temas da vida cotidiana da criança e
da literatura infantil.
2 Para o aprendizado da língua portuguesa
2.1 na modalidade oral (em estreita interação com a área de saúde):
• linguagem funcional/dialógica/conversação
• treinamento auditivo
• desenvolvimento da fala
• respiração
• tensão e relaxamento
• sensibilidade e mobilidadeorofacial, exercícios fonoarticulatórios/fala
• ritmo
• leitura orofacial
2.2 Na modalidade escrita (apoio às atividades de sala de aula)
Para iniciar sua educação, as crianças surdas poderão freqüentar uma escola do ensino regular ou uma escola especial.
Na escola do ensino regular, a criança surda poderá freqüentar uma classe comum ou uma classe especial.
Se o aluno frequentar a classe comum faz-se necessário que, em turno inverso, ele receba de professores da Educação Especial a complementação curricular específica em Sala de Recursos do ensino regular ou em Escola Especial.
Observação!
Muitas crianças surdas não tiveram oportunidade de participar de programas de estimulaçao precoce. Nesse caso, o trabalho educacional a ser desenvolvido no momento da complementação curricular específica deverá ser precedido por atividades previstas no próximo e-mail que enviarei, que trata do "Papel do professor com a criança surda de zero a três anos".
Ter um aluno portador de deficiência auditiva em sala de aula pode não ser um problema tão grande quanto se imagina. Atualmente, muitas técnicas utilizadas com um aluno nessas condições podem ser úteis também para os ouvintes. Para aquele com deficiência auditiva, deve oferecer-se um lugar na sala onde ele possa ver o rosto do professor, tomando cuidado para que a luz não interfira na visibilidade.
Tem sido muito proveitoso escolher um colega ouvinte, com bom desempenho educacional, para sentar-se próximo a ele. Todas as instruções orais devem ser completadas com recursos visuais (mapas, resumos ou esquemas) e, se necessário, com a Língua Brasileira de Sinais.
É interessante discutir com os alunos ouvintes o modo particular pelo qual seu colega aprende. Certifique-se de que essa conversa não tenha um caráter discriminatório, pejorativo ou estimulador de superproteção. Afinal, o aluno portador de deficiência auditiva é um ser social que necessita do convívio com as crianças ouvintes e participa das atividades curriculares gerais da escola, (por exemplo festas) durante as quais deverá ser estimulado a "cantar" e dançar como os demais colegas.
Ao iniciar o processo de escolarização na Educação Infantil, o aluno ouvinte já traz a gramática da língua portuguesa de forma implícita. Cabe ao professor estimular, apoiar e provocar a evolução dessa gramática implícita para seu uso consciente.
Em se tratando do aluno surdo, verifica-se que raramente ele traz consigo aquela gramática implícita, precisando "heroicamente", participar da re- flexão sobre uma língua que não domina ou domina precariamente, ao mesmo tempo em que se encontra no processo de aprendizado da língua portuguesa e de aquisição da língua brasileira de sinais - LIBRAS.
Para melhor compreensão do tema, faz-se necessário que o professor relembre a distinção entre língua e linguagem.
Língua é um sistema abstrato de sinais ou de símbolos (ou signos) de uma comunidade. E portanto, um instrumento lingüístico particular de um grupo, como acontece com a língua de sinais dos surdos de um povo, como o chinês, o romeno ou de mais de uma nação, como é o caso do português que serve a Portugal, ao Brasil antigas províncias colônias ultramarinas lusas.
O homem se serve de instrumentos lingüísticos para a sua comunicação falada, escrita ou sinalizada, capazes de espelhar sua cultura e de se transformar num importante fator de unidade grupai ou nacional.
Sendo assim, a língua é um fenômeno social à disposição da comunidade. Ao transmitir as idéias, o homem utiliza-se de sinais ou de palavras que são chamados signos lingüísticos.
O signo é a combinação do complexo sonoro ou visual (por exemplo, "gato") e do significado que esse complexo comunica (a idéia do animal doméstico, pertencente à família dos felinos). Assim, o signo tem duas partes que formam o todo, como as duas páginas de uma folha: o significante (na palavra, a imagem acústica, no sinal, o movimento) e o significado (o conceito). Os signos de uma língua substituem os objetos e os representam, constituindo assim um código.
Língua, portanto seria qualquer sistema organizado de símbolos lingüísticos, de sinais de que se valem os indivíduos para se comunicar.
Por outro lado, linguagem é a utilização de sinais, ou a utilização oral (fala) ou escrita de uma língua.
O ser humano comunica-se com seus semelhantes por meio dos órgãos dos sentidos, o que o leva a transmitir e a receber mensagens dos mais variados tipos: visuais (imagens, pinturas, filmes, sinais, mímicas...), auditivas (músicas, ruídos, fala...), táteis (sensações).
Contudo a comunicação só se realiza plenamente com a utilização da língua. Comunicar, portanto, é a função principal do sistema lingüístico.
A lingüística ocupa-se do estudo da linguagem verbal, da estrutura sintática, semântica e fonológica de uma I íngua e tem, por objetivo particular, o estudo da linguagem auditiva que se baseia essencialmente no uso da voz, e é chamada também de linguagem falada ou linguagem articulada.
O homem tem a capacidade de se comunicar por meio de códigos diversos, tanto verbais (oral e/ou escrito) como não-verbais para exprimir seus sentimentos, suas opiniões, seus conhecimentos, seus desejos.
Para isso utiliza vários tipos de linguagem:
• afetiva;
• cognitiva;
• denotativa;
• conotativa;
• lúdica;
• simbólica;
• erudita;
•jurídica;
• obscena;
• coloquial, etc.
A linguagem não-verbal representa 80% de nossa comunicação e pode ser expressa mediante gestos espontâneos, olhar, expressão facial,
expressão corporal, música, sinais, etc.
Podemos dizer então que, enquanto a língua é um fato, a linguagem é um ato.
As crianças surdas têm o direito de serem bilíngües. Sua educação,
portanto, deve propiciar-lhes o desenvolvimento da linguagem que inclua o aprendizado da Língua Portuguesa e a aquisição da Língua Brasileira de Sinais.

Autismo é apenas um detalhe!
11/09/2020

Autismo é apenas um detalhe!

31/01/2020

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR NISSO?!

Transtorno do Déficit de Intenção? Não escreveu errado não?
Não errei na escrita, nem o Google ou o PubMed erraram ao não encontrar qualquer referência ao termo. Intentional Deficit Disorder ou Transtorno do Déficit de Intenção não constam nesses acervos, nem na Classificação Internacional de Doenças (CID), nem tampouco no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), embora cada vez mais crianças e adolescentes estejam usando medicações para déficit de atenção, quando na verdade lhes falta a intenção da atenção...
Usando a metáfora do computador poderíamos dizer que no TDAH o problema está no hardware (um transtorno neurobiológico cerebral), enquanto no TDI (Transtorno do Déficit de Intenção) o defeito é de software! Sim, softwares, malwares, vírus que infectam os 1.000.000.000 de megabytes do nosso cérebro. Tais invasores corrompem a intenção de prestar atenção e aprender, tornando a intenção refém de atividades que provocam prazer imediato como jogos, compras, alimentação, estímulos sonoros e visuais, como tantas outras atrações desse nosso admirável mundo novo.
Numerosas causas deprimem a “imunidade” da intenção facilitando a epidemia, como métodos de ensino ultrapassados, professores desmotivados, pais e famílias disfuncionais, consumismo desenfreado, primazia do prazer e educação não estruturada. No entanto, medidas eficazes de prevenção e combate já encontram-se disponíveis e com respaldo em evidências científicas.

Para conhecer melhor essa epidemia, seu diagnóstico e tratamento, em casa e na escola, venha para o Aprender Criança 2020, o Doutor Neander de Abreu, Professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia com Pós-doutorado na Université du Luxembourg e The University of York terá muito a lhes ensinar!
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30/01/2020

BOM DIAAA!!!

" Menino travesso, travesso é quem me chama... é igual leite no fogo descuidou derrama!"

Você ja parou pra pensar que o comportamento do seu filho e o comprometimento na aprendizagem podem esconder um transtorno?
Que seu olhar de proteção enquanto pai, mãe, pode comprometer ainda mais seu desenvolvimento?
Sim isso pode ser TDAH.
TDAH é uma sigla que representa o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento. As características centrais são a dificuldade em regular a atenção e controlar impulsos e hiperatividade.
O TDAH é uma síndrome de base genética bastante relevante. O Déficit de atenção está relacionado com a regulação de um determinado conjunto de funções cerebrais e comportamentos relacionados.
Essas operações cerebrais são coletivamente referidas como “habilidades de funcionamento executivo”. Incluem funções importantes como atenção, concentração, memória, motivação e esforço, aprendizagem a partir dos erros, impulsividade, hiperatividade, organização e habilidades sociais. Existem vários fatores contribuintes que desempenham um papel nesses desafios, incluindo diferenças químicas e estruturais no cérebro, bem como genética.

Quem tem TDAH?
Pesquisas apontam que aproximadamente 5% dos adultos têm TDAH. Isso representa mais de 10 milhões de pessoas no Brasil. Ocorre em homens e mulheres e, na maioria dos casos, persiste ao longo da vida, não estando limitado a crianças.
Uma vez que o TDAH é uma condição neuro-comportamental, não há cura e a maioria não supera. Aproximadamente dois terços ou mais de crianças com TDAH continuam a ter sintomas e desafios na idade adulta que requerem tratamento.
TDAH ocorre tanto em homens como em mulheres
Embora inicialmente a pesquisa tenha sido focada no estudo de garotos hiperativos, de idade escolar, agora sabemos que as mulheres também têm TDAH. Meninos e homens são mais propensos a serem encaminhados para te**es e tratamento de TDAH. Recebem acomodações e participam de mais estudos de pesquisa. Isso dificulta a identificação da proporção de homens para mulheres com TDAH.
Alguns pesquisadores sugeriram que o TDAH é mais prevalente nos homens. No entanto, estamos aprendendo que isso provavelmente não é o caso. O TDAH nas mulheres é consistentemente sub-diagnosticado e sub-tratado em comparação com os homens, especialmente aqueles que não demonstram hiperatividade e problemas de comportamento.
Nem todos os casos de TDAH são os mesmos
Existem diferentes subtipos de TDAH (desatento, hiperativo e combinado), e cada pessoa tem um perfil cerebral único. Como com qualquer outra coisa, nenhuma pessoa com TDAH é exatamente a mesma e todos experimentam TDAH a sua maneira.

Qual é a definição de TDAH?
O diagnóstico de TDAH é delineado pela Associação Americana de Psicologia no DSM-5 como um padrão persistente de inatenção e / ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou no desenvolvimento ao longo do tempo e configurações. O diagnóstico requer os seguintes critérios: experimenta o TDAH a seu modo.
Desatenção:
Seis ou mais sintomas de desatenção para crianças até 16 anos. Ou cinco ou mais para adolescentes de 17 anos ou mais e adultos. Os sintomas estiveram presentes há pelo menos 6 meses e são inadequados para o nível de desenvolvimento:
• Não dá atenção aos detalhes. Comete erros descuidados no trabalho escolar, no trabalho ou com outras atividades.
• Apresenta problemas para manter a atenção em tarefas ou atividades de jogo.
• Frequentemente, parece não ouvir quando alguém está falando com ele diretamente.
• Não segue as instruções. Não consegue terminar um trabalho escolar, tarefas domésticas ou deveres no local de trabalho (por exemplo, perde foco, começa várias tarefas e não conclui nenhuma).
• Demonstra problemas para organizar tarefas e atividades.
• Evita, procrastina ou é relutante em fazer tarefas que exigem esforço mental durante um longo período de tempo (como trabalho escolar ou dever de casa).
• Muitas vezes perde as coisas necessárias para tarefas e atividades (por exemplo, materiais escolares, lápis, livros, ferramentas, carteiras, chaves, papelada, óculos, telefones celulares).
• Se distrai facilmente
• Se esquece das atividades diárias que precisam ser executadas.

Hiperatividade e Impulsividade
Seis ou mais sintomas de hiperatividade-impulsividade para crianças até 16 anos. Ou cinco ou mais para adolescentes de 17 anos ou mais e adultos. Os sintomas de hiperatividade-impulsividade têm estado presentes durante pelo menos 6 meses até certo ponto que são perturbadores e inadequados para o nível de desenvolvimento da pessoa:
• Agita-se com muita facilidade, bate repetidamente e insistentemente as mãos ou os pés, ou se contorce no assento.
• Levanta-se de sua posição em situações em que estar sentado é a situação esperada.
• Frequentemente corre ou sobe em locais onde não é apropriado (adolescentes ou adultos podem estar limitados a sentir-se inquietos).
• É incapaz de jogar ou participar de atividades de lazer silenciosamente.
• Está em movimento constante, agindo como se fosse “dirigido por um motor”.
• Fala excessivamente.
• Em um diálogo, explora e processa uma resposta antes de uma pergunta ter sido concluída.
• Muitas vezes tem dificuldade em aguardar a sua vez de falar.
• É comum interromper outras pessoas (por exemplo, intrometer-se em conversas ou jogos)
Observações importantes
Além disso, para um diagnóstico é importante observar se as seguintes condições estão sendo atendidas:
• Ocorrência de sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade antes dos 12 anos de idade.
• Percepção de que os sintomas estão presentes em duas ou mais situações distintas. Por exemplo: em casa, escola ou trabalho, com amigos ou familiares, em outras atividades.
• Observar se há provas claras de que os sintomas interferem ou reduzem a qualidade do funcionamento social, escolar ou do trabalho.
• Os sintomas não são melhor explicados por outro transtorno mental. Por exemplo: transtorno do humor, transtorno de ansiedade, distúrbio dissociativo ou transtorno de personalidade.

TDA ou TDAH? Qual a diferença?

As pessoas geralmente usam os termos TDA e TDAH de forma intercambiável. A atual terminologia médica correta é TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Para melhor explicar, vamos discutir brevemente o idioma usado para descrever os diagnósticos em geral. A terminologia diagnóstica para transtornos psiquiátricos e comportamentais vem do Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM), o manual utilizado pelos médicos para identificar, descrever e codificar várias condições. Os nomes de vários diagnósticos mudaram ao longo dos anos através de uma série de revisões ao manual à medida que a pesquisa melhorou e novas informações surgiram.
O TDAH, mais especificamente, tem sido conhecido por muitos nomes ao longo dos anos desde que foi registrado pela primeira vez em pesquisas médicas (ao final de 1700), não foi incluído nos manuais de diagnóstico para profissionais de saúde até 1968. De fato, nessa época o TDAH era Referido como “Disfunção Mental Mínima” – felizmente os tempos mudaram!

TDAH Diagnóstico

De acordo com o DSM-V, a característica essencial do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é um padrão persistente de desatenção e ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou no desenvolvimento.
A desatenção manifesta-se comportamentalmente no TDAH como divagação em tarefas, falta de persistência, dificuldade de manter o foco e desorganização – e não constitui consequência de desafio ou falta de compreensão.
A hiperatividade refere-se a atividade motora excessiva (como uma criança que corre por tudo) quando não apropriado ou remexer, batucar ou conversar em excesso. Nos adultos, a hiperatividade pode se manifestar como inquietude extrema ou esgotamento dos outros com sua atividade.
A impulsividade refere-se a ações precipitadas que ocorrem no momento sem premeditação e com elevado potencial para dano à pessoa (p. ex., atravessar uma rua sem olhar). A impulsividade pode ser reflexo de um desejo de recompensas imediatas ou de incapacidade de postergar a gratificação. Comportamentos impulsivos podem se manifestar com intromissão social. Por exemplo: interromper os outros em excesso. Ou na tomada de decisões importantes sem considerações acerca das consequências no longo prazo. Por exemplo: assumir um emprego sem informações adequadas.
O TDAH é um transtorno moderno?
Algumas pessoas se perguntam se o TDAH é uma nova condição, talvez causada pelo ritmo acelerado da vida moderna. No entanto, o déficit de atenção não é um transtorno moderno. Tem sido escrito na literatura e livros médicos há mais de 100 anos. O que é novo é o nome, TDAH. Ao longo dos anos, a mesma condição foi chamada de nomes diferentes.
Em 1845, o Dr. Heinrich Hoffman descreveu o TDAH em um livro chamado The Story of Fidgety Philip. Em 1902, Sir George F. Still escreveu a primeira descrição clínica sobre um grupo de crianças que mostrou impulsividade e problemas de comportamento. Ele chamou essa condição de “defeito de controle moral”. Na década de 1950, o TDAH era chamado de “transtorno do impulso hipercinético”.

Características Associadas que Apóiam o Diagnóstico

Atrasos leves no desenvolvimento linguístico, motor ou social não são específicos do TDAH. As características associadas podem incluir baixa tolerância a frustração, irritabilidade ou instabilidade emocional. Mesmo na ausência de um transtorno específico da aprendizagem, o desempenho acadêmico ou profissional costuma estar prejudicado. Comportamento desatento está associado a vários processos cognitivos subjacentes.
Indivíduos com TDAH podem exibir problemas cognitivos em te**es de atenção, função executiva ou memória. Entretanto, esses te**es podem não ser suficientemente específicos para servir como índices diagnósticos. No início da vida adulta, o TDAH está associado a risco aumentado de tentativa de suicídio, principalmente quando associados com transtornos do humor, da conduta ou por uso de substância.

Tratamentos e Terapias

Embora não haja cura para o TDAH, os tratamentos atualmente disponíveis podem ajudar a reduzir os sintomas e melhorar o funcionamento. O TDAH é comumente tratado com medicação, educação ou treinamento, terapia ou uma combinação de tratamentos.

Medicação

Para muitas pessoas, os medicamentos para TDAH reduzem a hiperatividade e a impulsividade e melhoram sua capacidade de se concentrar, trabalhar e aprender. A primeira linha de tratamento para TDAH é estimulantes.

Estimulantes

Embora possa parecer incomum tratar o TDAH com um medicamento considerado estimulante, é efetivo. Muitos pesquisadores pensam que os estimulantes são eficazes porque a medicação aumenta a dopamina química do cérebro, que desempenha papéis essenciais no pensamento e na atenção.

Não estimulantes

Esses medicamentos levam mais tempo para começar a trabalhar do que os estimulantes, mas também podem melhorar o foco, a atenção e a impulsividade em uma pessoa com TDAH. Os médicos podem prescrever um não estimulante se uma pessoa tiveram efeitos colaterais incômodos de estimulantes, se um estimulante não fosse eficaz, ou em combinação com um estimulante para aumentar a eficácia. Dois exemplos de medicamentos não estimulantes incluem atomoxetina e guanfacina.

Antidepressivos

Embora os antidepressivos não sejam aprovados especificamente para o tratamento do TDAH, os antidepressivos, às vezes, são usados para tratar adultos com TDAH. Os antidepressivos mais antigos, chamados de tricíclicos, às vezes são usados porque eles, como os estimulantes, afetam a produção de neurotransmissores como norepinefrina e dopamina.
Existem muitos tipos e marcas diferentes desses medicamentos, todos com potenciais benefícios e efeitos colaterais. Às vezes, vários medicamentos ou doses diferentes devem ser tentados antes de encontrar o que funciona para uma pessoa em particular. Qualquer pessoa que tome medicamentos deve ser monitorada de perto e com cuidado pelo médico que prescreve.
O uso de medicamentos pode ser uma ótimo opção, mas o ideal é que esse tratamento seja combinado com o acompanhamento psicológico. Pesquisas comprovam que a combinação de ambos é o que gera maior resultado. A psicoterapia garante um cuidado geral e contínuo para o paciente.
Ligue para o seu médico imediatamente se tiver algum problema com seu remédio ou se estiver preocupado com o fato de estar fazendo mais mal do que bem. O seu médico pode ajustar a dose ou alterar sua receita para uma outra que possa funcionar melhor para você.
De acordo com o Instituto Paulista de Déficit de Atenção, a Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH. Dúvidas sobre medicação são muito comuns quando se tem suspeita ou um diagnóstico já confirmado. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?
Recentemente, tem havido diversas críticas ao aumento muito elevado (mais que 1.000% de aumento no Brasil) na prescrição de medicação para crianças, especialmente Ritalina (metilfenidato). Hoje, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhores resultados em provas ou no trabalho, já assumiram proporções muito assustadoras e se assemelham a outras situações de tráfico de dr**as.
A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas e falta de informação. É preciso conhecer mais sobre o TDAH em si, todos os tipos de tratamentos medicamentosos e também sem uso de remédios.

Psicoterapia
Existem diferentes tipos de terapia que foram testadas para TDAH. A psicoterapia pode ajudar pacientes e familiares a lidar melhor com os desafios diários.

Para crianças e adolescentes: a terapia também ajuda pais e professores que interagem com as crianças e adolescentes com TDAH. Uma das funções principais da terapia é tratar de questões como manutenção da rotina. Com a terapia é possível estabelecer um cronograma e organizar itens do dia-a-dia.

Para adultos: um psicólogo pode ajudar um adulto com TDAH a aprender como organizar sua vida, desenvolver resiliência e ser mais assertivo, aprendendo a manter rotinas e quebrar grandes tarefas em tarefas mais gerenciáveis e menores. A Terapia Cognitivo Comportamental, por exemplo, combina muito com as necessidades dos pacientes, que em geral sofrem com a falta de estrutura, caos e desorganização da vida em quase todas as áreas.
Na Dúvida procure uma avaliação, siga às orientações e ajude seu filho a produzir MAIS e MELHOR.

Juazeiro do Norte- CE será o palco de mais um grande encontro !
11/01/2020

Juazeiro do Norte- CE será o palco de mais um grande encontro !

07/01/2020

O Que São Distúrbios Cognitivos e Comportamentais?

Ao longo de sua vida, uma pessoa pode sofrer com um distúrbio ou transtorno em suas funções cognitivas e comportamentais.
A mais frequente é a perda de memória, comum em pessoas de idade mais avançada.
Veja bem, não estamos falando de lapsos esporádicos, aquele branco que acontece quando não lembramos de uma informação simples. Esse tipo de evento é normal.
Há casos em que se começa a perder informações importantes, incomuns de serem esquecidas. Quando isso se torna recorrente, o recomendável é procurar a ajuda médica.
A perda de memória não é o único transtorno cognitivo que pode acometer uma pessoa.
Também é possível desenvolver dificuldades na atenção, linguagem, percepção sensorial e velocidade de processamento da informação.
Ao perceber sintomas de problemas dessa ordem que começam a preocupar, é recomendável consultar um médico.
Tenha em mente que o trabalho do psicopedagogo é ótimo, mas ele serve para melhorar as funções cognitivas, nem sempre para tratar de distúrbios.
A partir do diagnóstico, aí sim é possível considerar tratamentos alternativos. Como no exemplo que apresentamos anteriormente sobre o déficit de atenção.
Nesse caso, o tratamento com medicação pode não ser a melhor opção, já que pode gerar um condicionamento nocivo

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Juazeiro Do Norte, CE
63020060

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Segunda-feira 08:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 17:00
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