17/03/2026
Existe uma cena em Adoráveis Mulheres em que as irmãs March entregam toda a comida que tinham… para outra família que estava passando fome.
Bonito, à primeira vista.
Quase nobre demais para ser questionado.
Mas, se você olhar com mais honestidade… é aí que começa um padrão.
Porque muitas mulheres foram ensinadas, ainda muito cedo, que amar é se colocar por último.
Que ser boa é aguentar.
Que ser forte é não precisar.
Que ser necessária é a única forma de ser amada.
E então, sem perceber, ela vai se moldando nesse lugar:
a que resolve,
a que sustenta,
a que não pode cair,
a que segura tudo… mesmo quando já está desmoronando por dentro.
E ninguém pergunta.
Ninguém pausa.
Ninguém olha com verdade e diz:
“quanto isso está te custando?”
Porque quando você faz tudo…
as pessoas param de ver o peso.
E você também.
Até o dia em que o cansaço deixa de ser físico…
e vira vazio.
ressentimento.
solidão acompanhada.
Se você se reconhece nisso, existe algo que talvez você precise ouvir, mesmo que incomode:
Você não precisa se sacrificar para ser uma boa mulher.
Você não precisa salvar todo mundo para merecer amor.
E, principalmente…
você não precisa continuar sendo o suporte de tudo, enquanto ninguém sustenta você.
Talvez não seja egoísmo.
Talvez seja o começo da sua reconstrução.
Aqui, a gente fala sobre isso.
Sobre voltar para si… depois de anos vivendo para todos.