10/06/2022
Atuação da fisioterapia no paciente oncológico traqueostomizado: Uma revisão narrativa
O câncer é uma das doenças com as maiores taxas de mortalidade do mundo, sendo o câncer de cabeça e pescoço um dos mais relevantes. Fora a retirada cirúrgica parcial ou total do tumor, a traqueostomia é um dos procedimentos realizados para dar continuidade ao tratamento e preservação da via aérea. A equipe multiprofissional é essencial para o tratamento, bem como o fisioterapeuta tem uma atuação ativa no cuidado em todas as fases que envolvem a traqueostomia. A traqueostomia é uma incisão na traquéia e a seguinte inserção de uma cânula, possibilitando a passagem de ar do meio externo para o interno, desobstruindo as vias aéreas superiores, reduzindo o espaço morto e auxiliando o desmame ventilatório precoce. O paciente oncológico portador de câncer de cabeça e pescoço é um dos que mais se beneficia da traqueostomia.
As principais funções do fisioterapeuta em casos de traqueostomia são: desmame da ventilação mecânica, manter higiene brônquica, elaborar e executar exercícios para manter a reexpansão pulmonar, participar ativamente no processo de decanulação e reabilitação do paciente oncológico.
Segundo estudos, o câncer de laringe é o mais comum entre as neoplasias de cabeça e pescoço, e a traqueostomia costuma ser permanente, acarretando alterações respiratórias e na comunicação do paciente. A traqueostomia pode ser realizada após 21 dias de intubação. Já a traqueostomia precoce, segundo sociedades americanas, pode ser feita entre o 2 e 14 dia de intubação orotraqueal e é definida precoce quando é realizada em até 48 horas em um paciente em VM por um tempo maior que 14 dias.
A traqueostomia, apesar de ser considerada segura, pode trazer complicações, classificadas em intraoperatórias ou pós-operatórias. Paciente submetidos a cirurgias de trato aerodigestivo tem maior probabilidade de desenvolver alterações pneumofuncionais, como: hipersecretividade, atelectasia, infecções traqueobrônquicas, insuficiência respiratória, broncoespasmo, pneumonias, uso da ventilação mecânica e esforço ventilatório.
(Continua nos comentários)