15/08/2019
Hoje é quarta! Dia do nosso bloco "Mulheres que inspiram" com a edição especial "Paraibanas", inspirada na dissertação da profª Edmery Tavares: "Inserção e participação de mulheres no Conselho regional de contabilidade: uma análise a luz da teoria do poder simbólico de Pierre Bourdieu".
Trouxemos a história de uma grande mulher, que apesar de tudo e por tudo, seu nome continua na luta! 🌼
Margarida Maria Alves (5/08/1933 - 12/08/1983) foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira, uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país. lutava por direitos básicos dos trabalhadores rurais, como carteira de trabalho assinada, jornada de oito horas, férias e 13º salário. Foi assassinada por latifundiários na porta de casa, em Alagoa Grande (PB). O crime foi motivado pelas denúncias que a sindicalista fazia contra abusos e desrespeito aos direitos dos trabalhadores nas usinas da região. Durante os 12 anos em que presidiu o sindicato, Margarida moveu mais de 73 ações contra as usinas de cana de açúcar da região.
Depois de sua morte, ela se transformou num símbolo da luta das mulheres camponesas por terra, justiça e igualdade. Em 2000, em homenagem ao seu nome e sua história de luta, foi criada a “Marcha das Margaridas”, mobilização de trabalhadoras rurais.
Símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais, Margarida recebeu, postumamente, o prêmio Pax Christi Internacional, em 1988; em 1994, foi criada, pela Arquidiocese da Paraíba, a Fundação de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves e, em 2002, recebeu a Medalha Chico Mendes de Resistência, oferecida pelo GTNM/RJ.
Curiosidade:
O dia de seu assassinato, 12 de agosto, é conhecido como o Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo e pela Reforma Agrária. 🌹