Juciely Araújo

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03/02/2026

A leitura isolada do comportamento frequentemente mascara a etiologia funcional subjacente. Dificuldades acadêmicas ou profissionais podem refletir:
• Desregulação do eixo cérebro-intestino
• Padrões disfuncionais de ativação cortical
• Baixa reserva funcional adaptativa
• Predominância simpática com redução da autorregulação parassimpática
• Déficits na coerência e conectividade funcional

A compreensão integrada desses fatores permite intervenções mais precisas, direcionadas não apenas ao sintoma comportamental, mas à matriz neurobiológica que o sustenta.

Desempenho é expressão de regulação.
E regulação é um fenômeno sistêmico, mensurável e treinável.

29/01/2026

Avaliar o funcionamento humano exige ultrapassar a lógica classificatória baseada exclusivamente em sintomas. Evidências neurocientíficas demonstram que processos cognitivos, emocionais e comportamentais emergem da interação entre redes neurais, estados neurofisiológicos, história de desenvolvimento e contexto ambiental.

A proposta da NeuroEssência fundamenta-se em uma avaliação neurofuncional integrativa, na qual dados neurofisiológicos, indicadores cognitivos e aspectos psicossociais são analisados de forma convergente. Essa abordagem permite compreender como o sistema nervoso está operando, e não apenas qual rótulo diagnóstico pode ser atribuído.

Menos rótulos não significam ausência de critério científico, mas maior precisão clínica. Compreender funcionalmente é o caminho para intervenções mais eficazes, individualizadas e baseadas em evidências.

📘 NeuroEssência
Uma metodologia neurofisiológica para avaliação e desenvolvimento humano funcional integrativo.

27/01/2026

Realizar uma tarefa neuropsicológica de memória de trabalho visuoespacial, como o Cubo de Corsi, associada ao monitoramento cerebral por EEG em tempo real, permite avaliar não apenas o desempenho, mas como o cérebro organiza e sustenta o processamento cognitivo durante a tarefa.

Com o EEG, é possível identificar aspectos que não são acessíveis apenas pelos escores comportamentais, como:

• Integração funcional da rede de memória de trabalho, por meio da coerência frontoparietal
→ Quando reduzida, pode indicar dificuldades atencionais, falhas executivas ou vulnerabilidade cognitiva precoce.

• Qualidade do recrutamento pré-frontal dorsolateral, observada pelo padrão de beta médio e baixo gama
→ Hipoativação sugere déficit de engajamento executivo; hiperativação pode indicar esforço excessivo e ineficiência neural, comum em estresse, ansiedade ou comprometimento cognitivo leve.

• Sustentação temporal da atividade neural ao longo da tarefa
→ Instabilidade eletrofisiológica pode estar associada à fadiga cognitiva, transtornos do neurodesenvolvimento ou desregulação emocional.

• Estratégias neurais compensatórias, mesmo quando o desempenho está preservado
→ Revelam risco clínico que não aparece apenas no acerto ou erro da tarefa.

Assim, o EEG permite compreender a qualidade do processo neural, diferenciando desempenho eficiente de desempenho compensatório, e ampliando a análise clínica para além do resultado final do teste.

📚 Fundamentação científica:
• Amy Arnsten
• Goldman-Rakic (1995)
• Baddeley (2012)
• Sauseng et al. (2010)
• Klimesch (2012)

O monitoramento cerebral não substitui a avaliação neuropsicológica. Ele aprofundada, revelando como o cérebro funciona enquanto a tarefa acontece.

26/01/2026

Dificuldades de atenção, memória, raciocínio ou mudanças de comportamento não devem ser normalizadas.
Quando essas alterações começam a impactar o desempenho escolar, profissional ou a qualidade de vida, é fundamental buscar uma avaliação especializada das funções cognitivas.

A identificação precoce permite intervenções mais eficazes, direcionadas e baseadas em evidências.
Cuidar da saúde cognitiva é investir em desenvolvimento, autonomia e bem-estar.

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25/01/2026

Você sabia que é possível treinar o cérebro e o corpo para funcionar com mais equilíbrio e desempenho?
O Neurofeedback e o Biofeedback são técnicas de intervenção que promovem autorregulação neural e psicofisiológica, auxiliando no tratamento da insônia, ansiedade, depressão, burnout e TDAH, em crianças, adolescentes e adultos.
Além disso, são recursos eficazes para potencializar a performance acadêmica e profissional.

📩 Quer entender se essa intervenção é indicada para você ou para seu filho? Entre em contato e saiba mais.
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24/01/2026

Avaliar as funções cognitivas é ir além do desempenho visível.
É compreender como o cérebro processa, organiza e utiliza informações no cotidiano, orientando decisões clínicas mais precisas e intervenções individualizadas.

📘 Capítulo 2 do meu livro
Neurociência aplicada à avaliação funcional cognitiva

23/01/2026

Neurofeedback e Biofeedback são técnicas de intervenção baseadas no monitoramento da atividade cerebral e de sinais fisiológicos, que promovem autorregulação neural e psicofisiológica.
Podem ser aplicadas em crianças, adolescentes e adultos, auxiliando no tratamento da insônia, ansiedade, depressão, burnout e TDAH, além de potencializar a performance acadêmica e profissional.

22/01/2026

Sob estresse crônico, o cérebro gradualmente perde a capacidade de regular o comportamento e passa a funcionar em modo reativo. Esse processo ocorre porque o estresse prolongado compromete o córtex pré-frontal ao hiperativar vias neuroquímicas dependentes de catecolaminas e glicocorticoides, reduzindo o controle top-down sobre pensamentos, emoções e ações. Como consequência, funções executivas essenciais, como planejamento, memória de trabalho e controle inibitório, tornam-se menos eficientes, enquanto respostas automáticas, emocionais e habituais passam a predominar. Compreender esse deslocamento neurofuncional ajuda a explicar o aumento da impulsividade, da rigidez comportamental e da vulnerabilidade a transtornos mentais em contextos de estresse persistente, conforme descrito por Arnsten (2009), e reforça a importância do cuidado precoce com a saúde mental e a autorregulação emocional.

21/01/2026

Avaliar habilidades cognitivas exige mais do que observar o desempenho.
Exige compreender como o cérebro está funcionando durante a tarefa.

Estudos científicos demonstram que indivíduos com transtornos específicos de aprendizagem, como a dislexia, apresentam padrões distintos de atividade cerebral no EEG, especialmente em redes relacionadas à leitura e à linguagem. Essas alterações refletem a eficiência, a integração e a maturação funcional dos circuitos cerebrais envolvidos.

Quando te**es neuropsicológicos são associados ao monitoramento eletrofisiológico, a avaliação deixa de ser apenas descritiva e passa a ser neurofuncionalmente explicativa, oferecendo maior precisão para a formulação diagnóstica e para a elaboração de intervenções individualizadas.

A ciência não sustenta diagnósticos baseados em um único instrumento.
Ela sustenta a integração de evidências.

🔬 Referências científicas:
• An Overview on Electrophysiological and Neuroimaging Evidence in Dyslexia (revisão de literatura neurofisiológica e de neuroimagem)
• Quantitative EEG in Children with Learning Disability (estudo com EEG quantitativo em transtornos de aprendizagem)

Avaliar leitura e escrita é avaliar o cérebro em ação.
Precisão clínica começa pela ciência.

19/01/2026

Sintomas não existem no vazio.
Eles emergem de sistemas neurofuncionais em interação constante com processos emocionais, cognição, o ambiente e a história do sujeito.
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Em NeuroEssência, o foco não está na rotulação diagnóstica isolada, mas na compreensão integrada do funcionamento humano, a partir de bases neurocientíficas, psicocognitivas e neurofisiológicas.

Este livro apresenta uma proposta de leitura clínica que ultrapassa o sintoma, investiga os mecanismos subjacentes e convida o profissional a pensar a saúde mental de forma funcional, sistêmica e baseada em evidências.

Para quem busca compreender antes de intervir.
Para quem entende que clínica exige profundidade, não atalhos.

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