02/09/2026
Com tanta insegurança jurídica, fiscal e econômica para quem empreende no Brasil, é natural que as empresas comecem a tomar medidas de proteção.
Quando o empresário enxerga no horizonte juros altos por um longo período, possibilidade de desaceleração econômica e um ambiente cada vez mais difícil para investir, contratar e crescer, ele faz o que qualquer gestor responsável faria: protege o caixa, reduz riscos, adia investimentos e puxa o freio de mão.
O problema é que, quando muitas empresas começam a fazer isso ao mesmo tempo, a consequência chega na ponta.
Menos investimento.
Menos expansão.
Menos contratações.
Mais demissões.
Hoje, por exemplo, a Uber anunciou o corte de 3.300 pessoas, cerca de 10% da sua força de trabalho, dentro de uma reestruturação para reduzir custos e tornar a operação mais enxuta.
E por trás de cada número existe uma família.
Quando você soma isso a empresas entrando em recuperação judicial, fechando as portas, reduzindo operações ou saindo do Brasil, o cenário começa a f**ar cada vez mais preocupante para quem depende de emprego.
E é aí que entra um ponto importante: empresário nenhum quer demitir por esporte. Demissão é, muitas vezes, o reflexo de uma empresa tentando sobreviver, proteger o caixa e atravessar um ambiente mais hostil.
Por aqui, sigo trabalhando, buscando oportunidades e acreditando que empresa boa é aquela que consegue sobreviver ao pior momento sem perder a capacidade de crescer quando o ciclo virar.
Mas acreditar não é fechar os olhos para o risco.
Otimismo sem gestão não paga folha de pagamento.
E você? Está se preparando para uma possível recessão e puxando o freio de mão em alguns investimentos? Ou está fazendo o contrário e pisando no acelerador?
Porque no fim, quem empreende precisa sobreviver hoje para continuar investindo, crescendo e gerando empregos amanhã.