Fabiana Burgos Psicopedagogia clínica e educação especial

Fabiana Burgos Psicopedagogia clínica e educação especial Página oficial da psicopedagoga Fabiana Burgos, especialista em ed.

especial e TEA, destinada à informações sobre neurociência, transtornos de aprendizagem, TEA e práticas pedagógicas.

06/04/2023
21/03/2023

Um movimento para ampliar o acesso à informação confiável, objetiva e clara sobre o autismo em adultos. Compreensão, inclusão e respeito, desfazendo mitos e preconceitos. | Cadastre-se gratuitamente!

08/11/2022

Velocidade de processamento é uma habilidade cognitiva que se refere ao tempo em que uma pessoa demora para realizar uma tarefa mental, ou seja, o tempo necessário para uma pessoa entender (atribuir significado) e reagir (elaborar uma resposta) a uma informação recebida por qualquer canal sensorial (visual, auditivo ou outros). Este é um dos principais elementos envolvidos no processo cognitivo e, por isso, é uma das habilidades mais importantes para o raciocínio, a aprendizagem e a experiência.

Pessoas com boa velocidade de processamento possuem grande habilidade para processar informações facilmente, de forma rápida e não consciente. Já pessoas com velocidade de processamento lenta demoram mais para realizar as mesmas tarefas, reagem com mais lentidão a informações simples do dia a dia (como na percepção de significados implícitos numa conversa, por exemplo) e podem ter mais dificuldades nas funções executivas (para planejar, estabelecer objetivos, tomar decisões, iniciar tarefas, etc).

Condições do neurodesenvolvimento - como autismo, TDAH, dislexia e discalculia - podem estar associadas à velocidade de processamento lenta ou deficitária.

🧠 É importante ressaltar que a velocidade de processamento não está relacionada à inteligência. Inclusive, um dos meus pacientes com menor velocidade de processamento é justamente aquele que obteve a maior pontuação nas avaliações de QI entre todos que já atendi.

Não é incomum que pessoas com velocidade de processamento lenta apresentem um desempenho notadamente abaixo da sua capacidade intelectual em diversas situações, e não é raro que professores ou familiares fiquem desconcertados e mesmo decepcionados, achando que a pessoa apenas não se esforça o suficiente. Por isso é importante o entendimento de que se trata de uma dificuldade real, que requer acomodações (a principal delas sendo maior tempo para execução de tarefas e atividades).

Psicólogos especializados em neuropsicologia são os profissionais aptos a avaliar essa habilidade e a oferecer técnicas de estimulação para melhorar essa função, aproveitando nossa plasticidade cerebral.

Oi pessoal estou precisando de uma ajuda . É sobre a divulgacão do programa  FUTURAS CIENTISTAS  que está em todo País m...
07/10/2022

Oi pessoal estou precisando de uma ajuda . É sobre a divulgacão do programa FUTURAS CIENTISTAS que está em todo País mas não estamos alcançando as meninas de escolas públicas do ensino médio . São 470 vagas distribuídas em todo país. Vocês poderiam me ajudar na divulgação ? Em especial nas escolas públicas ?
Segue dados para inscrição
*Inscrições abertas para o programa Futuras Cientistas* ‼️

Sim! O Futuras Cientistas agora está em todo o Brasil.
As participantes selecionadas recebem brindes exclusivos e bolsa-auxílio, além de vivenciar a experiência de fazer ciência. 📣

Então, se você é aluna do 2º ano do ensino médio da rede pública de ensino ou professora do ensino médio da rede pública estadual, *essa oportunidade é para você!*

São 470 vagas espalhadas do Oiapoque ao Chuí. Experiências em laboratórios de pesquisa, desenvolvimento de projetos científicos, workshops interativos, modalidades remotas e híbridas e muito mais. 👩🏽‍🔬🧑🏽‍🔬

Compartilha essa novidade com todo mundo e não vai perder essa chance, hein?

Confira o edital em
https://linktr.ee/futurascientistas

*Inscrições até 10 de outubro.*

Linktree. Make your link do more.

11/09/2022

“Meu filho é autista não verbal.”

Será mesmo?

As pessoas costumam usar o termo “não verbal” pra se referir a autistas que não falam. Mas até que ponto isso é correto?

Vamos colocar os pingos nos ii.

“Verbum”, do Latim, significa palavra. Linguagem verbal, por definição, é aquela que utiliza palavras para transmitir uma mensagem. De forma simplificada, palavras são códigos linguísticos que representam conceitos. Podem ser formadas a partir de fonemas (sons arranjados em sequência temporal determinada pela língua – na linguagem verbal oral) ou por grafemas (símbolos gráficos que correspondem a fonemas – na linguagem verbal escrita).

A linguagem verbal oral pode ser expressiva (referindo-se à capacidade de produzir a mensagem) ou receptiva (referindo-se à capacidade de captar a mensagem). Muitas vezes, as habilidades necessárias para o domínio dessas modalidades seguem trajetos diferentes. Existem autistas que não falam ou falam de forma ininteligível ou pouco elaborada. Porém, uma grande parte deles entende tudo que dizemos a eles: seguem comandos, reagem aos diálogos de desenhos e filmes e às interações orais com outras pessoas. Alguns chegam a dominar a leitura e a escrita mesmo sem pronunciar uma palavra. É justo dizer que são não verbais?

Imagine se você sofresse uma lesão (um AVC ou um acidente) na área do cérebro responsável pela produção da fala. Você não conseguiria articular as palavras, mas continuaria entendendo tudo que as pessoas dizem ao seu redor e ainda seria capaz de ler e escrever – ou seja, de se comunicar através das palavras. Portanto, continuaria sendo uma pessoa verbal, porém sem produzir a fala. É semelhante à situação de muitos autistas. Nestes casos, podemos usar o termo NÃO ORALIZADO no lugar de NÃO VERBAL.

A diferença pode parecer sem importância, mas não é. Muitos adultos partem do princípio que a criança que não fala também não entende o que estão dizendo. Então sentem-se à vontade para fazer qualquer tipo de comentário perto dela: não apenas os de conteúdo impróprio como também do tipo que atinge em cheio a autoestima da criança, ao expor suas dificuldades de forma rude.

Nem sempre é fácil determinar o nível de habilidade em linguagem verbal receptiva de alguém (o quanto a pessoa entende do que é falado). Principalmente se esta pessoa apresenta baixa atenção compartilhada e pode não demonstrar sua compreensão de maneira convencional – como acontece com os autistas. Há uma tendência de subestimarmos a capacidade dessas pessoas. Então, se você realmente ainda não consegue saber se seu filho (ou aluno) é NÃO VERBAL ou simplesmente NÃO ORALIZADO, a regra é: “Presuma competência”! Descreva o ambiente e as ações, dê comandos claros, converse, oriente, diga-lhe o quanto é incrível.

Um desserviço este senhor faz qdo se põe a falar de algo que não domina!
31/08/2022

Um desserviço este senhor faz qdo se põe a falar de algo que não domina!

Fazia muito tempo que eu não lia algo tão revoltante quanto a coluna de Luiz Felipe Pondé publicada ontem na Folha de São Paulo, com o título “O diagnóstico de autismo se transformou numa tendência de estilo hype”. A cada parágrafo, um misto de incredulidade e indignação me invadia em ondas. Não sei como ele conseguiu reunir tantos preconceitos e tanta desinformação num só texto.

Ele cita a série coreana da Netflix “Uma advogada extraordinária”, como sendo ilustrativa de um fenômeno atual que promove o autismo a comportamento da moda. Cita também o filme “O contador”, que também mostra qualidades cognitivas invejáveis de um autista como um capital para o mercado de trabalho. Pondé parece genuinamente incomodado por mostrarem que autistas podem ter atributos desejáveis. Caro senhor, sim, a Dupla Excepcionalidade (a coexistência de superdotação/altas habilidades com autismo e outras condições) é um fato. Superdotação/altas habilidades é mais frequente em autistas do que em neurotípicos. Por que isso o incomoda? Já ouviu falar em capacitismo?

Vai ficando pior.

Ele também argumenta que ter dificuldades de relacionamento é um preço bem razoável a pagar por inteligência e memória de gênio. Afinal, quem não sofre com dificuldades de relacionamento? Meu senhor, todos sofremos com dificuldades de relacionamento. Mas talvez saber que a taxa de suicídio é nove vezes maior entre autistas que na população neurotípica possa dar uma ideia do quanto sua comparação foi ridícula e desrespeitosa.

Pondé diz que agora todo mundo quer ter um filho autista. E que “talvez hoje valha mais que um filho trans no mercado das vanguardas de comportamento”. Quantas minorias o senhor consegue atacar num só texto? O que o senhor acha que sabe das lutas dessas pessoas?

Aí vem o gran finale da matéria: “O novo autista é um comportamento filho da diversidade psíquica, não vítima de um drama ambiental familiar gravíssimo”. Ironizando do conceito de diversidade, reconhecido nos círculos que debatem as questões humanas com respeito, ele ressurge do mundo dos mortos com a representação do autista como vítima do seu ambiente. E ainda se dá ao trabalho de defender uma colega psicanalista que falou do autismo como “consequência do incômodo materno radical com a criança indesejada”. Onde já vimos isso mesmo? Ah, é mesmo... no artigo da revista Time de 1948, intitulado “Crianças congeladas”. A origem do mito das mães geladeiras - termo que ele não cita diretamente, mas ainda insiste: “Qual o pecado desta teoria? Está no fato de ela apontar para o ambiente destrutivo – inclusive sendo a mãe parte dessa destrutividade – como causa essencial do autismo”.

É no mínimo vergonhoso que em 2022, depois de comprovações extensas da origem predominantemente genética do autismo, depois da neurociência desvendar uma grande parte do funcionamento do cérebro autista, um intelectual, que obviamente não entende nada do assunto, ainda se atreva a proferir um ultraje desses. Aguardamos sua retratação.

Por mais responsabilidade nos diagnósticos de Saúde Mental. Texto da Dra Raquel G.Del Monde.
08/07/2022

Por mais responsabilidade nos diagnósticos de Saúde Mental. Texto da Dra Raquel G.Del Monde.

Pessoalmente, não gosto de questionários, listas de “sintomas”, quizzes e coisas do tipo. Não acho que consigam alcançar a complexidade dos processos cognitivos por trás dos comportamentos que supostamente levariam à identificação de um diagnóstico. Principalmente porque não consideram (ou consideram de forma superficial) o contexto em que os comportamentos ocorrem, o que é justamente o ponto chave nessa questão. Também não levam em conta a trajetória do indivíduo, no sentido de detectar as estratégias que foram assimiladas por ele ao longo da vida e o suporte que recebeu do seu ambiente, além de não ajudarem na definição daquela linha tênue e arbitrária que delimita os prejuízos causados na vida daquela pessoa.

Isso não quer dizer que eu não reconheça a utilidade delas. Na coleta de dados para uma pesquisa, faz-se necessário o uso de um instrumento para padronizar as informações. Para alguns profissionais, esses questionários ajudam a direcionar a anamnese e a observação clínica. Para o público em geral, as listas e quizzes (também os posts que mostram características de várias condições, em formatos variados nas redes sociais) podem servir como alerta. Afinal, é assim que muitas e muitas pessoas que se identificam com esses sinais resolvem finalmente ir em busca de ajuda.

O problema é quando algum famoso do TikTok (ou de redes em geral), sem qualquer contexto prévio ou ligação com as discussões sobre saúde mental, resolve fazer um videozinho mostrando os sintomas de uma condição (TDAH, autismo, transtornos de personalidade, etc) só pra viralizar. Espalham desinformação e ainda dão munição para que psicofóbicos reforcem seus preconceitos que invalidam transtornos neuropsiquiátricos reais - tudo em troca de likes e visibilidade, sem qualquer noção das consequências dessa banalização virtual de diagnósticos.

Existem pessoas (não só profissionais, mas também pessoas que possuem algum diagnóstico ou lidam diretamente com essas questões) fazendo um trabalho fantástico de disseminação de conhecimento. Essas sim, são essenciais.

Precisamos ter responsabilidade quando compartilhamos informações na internet, sem esquecer que elas fazem impacto na vida real.

É mais comum do que imaginamos! Vale a leitura.
16/06/2022

É mais comum do que imaginamos! Vale a leitura.

Capacitismo é o termo que usamos para o preconceito contra pessoas com deficiência. É a ideia de que pessoas com deficiência são inferiores àquelas sem deficiência, como se pudéssemos definir o valor humano em função da sua suposta capacidade. Como o machismo e o racismo, é uma forma de preconceito estrutural, herança de séculos de culto a um referencial de perfeição. O capacitismo está tão entranhado em nossa cultura que quase nem o reconhecemos quando estamos diante dele – inclusive quando somos nós que o propagamos.

Quer alguns exemplos? Usar palavras como retardado, autista ou esquizofrênico como ofensa a alguém, fazer piadas com surdos e gagos, evitar interações com pessoas com deficiência nos diversos ambientes como se fossem uma outra categoria de seres humanos. Outras vezes, nosso preconceito se externaliza de uma forma diferente, travestido de condescendência e caridade: quando chamamos a pessoa com deficiência de anjo, especial, guerreiro ou herói, quando a infantilizamos e subestimamos seu potencial.

É preciso que estejamos atentos e vigilantes para o capacitismo ao nosso redor. Porque ele fere, menospreza, subtrai oportunidades de vida.

E por que o texto de hoje fala especificamente de médicos? Simples. Porque o capacitismo pode ser devastador quando vem de um profissional de saúde que tem o poder de julgar e tomar decisões que afetam a vida de outra pessoa. E ao falar de médicos, falo de mim também: apesar dos 28 anos de formada - 18 trabalhando especificamente com neurodiversos - me vigio todos os dias para não reproduzir essas atitudes.

É capacitismo quando o médico só fala com o acompanhante da pessoa com deficiência, quando invalida sua história de vida, quando julga que certas deficiências não existem apenas porque são invisíveis (até mesmo ignorando relatórios de outros profissionais). É capacitismo – com um toque de crueldade – quando o médico, na função de perito, desqualifica as necessidades de alguém porque “não tem cara de autista”. O capacitismo médico precisa ser enfrentado para que o compromisso com a vida do outro seja verdadeiro.

Tem dias que dá vontade de gritar.

Hoje o assunto é TDAH em mulheres. E com a palavra, Dra Raquel Guimarães Del Monde
15/06/2022

Hoje o assunto é TDAH em mulheres. E com a palavra, Dra Raquel Guimarães Del Monde

Falamos muito sobre o autismo em mulheres (das apresentações mais sutis, de todo o prejuízo que o subdiagnóstico acarreta), mas pouco discutimos as particularidades do TDAH entre o mesmo grupo.

Vamos falar um pouco disso?

Tanto o TEA quanto o TDAH são condições do neurodesenvolvimento, de origem predominantemente genética. Em muitos sentidos, existe uma considerável sobreposição e variadas associações entre as duas condições.

A maior prevalência em meninos também acontece no TDAH (estimada em cerca de 3 meninos para cada menina). Uma das razões para isso é um viés do encaminhamento para atendimento profissional. Os meninos costumam ter manifestações mais externalizantes (problemas de conduta, comportamento opositor e disruptivo, agitação motora, agressividade) e, portanto, incomodam mais, causam mais problemas na escola e chamam mais a atenção de pais e professores. As meninas costumam ser mais vistas como distraídas, desinteressadas ou desorganizadas (também apresentam melhor comportamento adaptativo e desenvolvem a camuflagem como mecanismo adaptativo) e não costumam ser encaminhadas para avaliação com a mesma frequência. As comorbidades também são diferentes: meninas apresentam mais ansiedade, depressão, alterações de humor e problemas de aprendizagem.

Os sinais e prejuízos da condição tendem a se tornar mais aparentes em períodos de transição (puberdade, transição entre ciclos do ensino, demandas maiores da vida adulta e do trabalho). Quando adultas, mais conscientes de suas dificuldades, muitas mulheres procuram espontaneamente os serviços de saúde, em busca de ajuda.

Os prejuízos podem ser muitos: maior risco de gravidez não planejada, interrupção de estudos, problemas no trabalho e na vida familiar, abuso de álcool e dr**as, acidentes etc. A labilidade emocional (irritabilidade, mudanças de humor) aparece como a principal queixa na vida adulta - ainda não temos muitos dados sobre sintomas orgânicos, mas fadiga e dor são relatadas com muita frequência.

É importante que os profissionais estejam atentos para as sutilezas da apresentação do TDAH em mulheres, para que elas possam receber os suportes adequados.

Não deixe de comentar se tiver alguma experiência pra compartilhar!

Endereço

Rua General Gomes Carneiro, 260/Berlim
Jaguariúna, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 17:00
Quarta-feira 08:00 - 17:00
Quinta-feira 08:00 - 17:00
Sexta-feira 08:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Fabiana Burgos Psicopedagogia clínica e educação especial posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria