Prof. Jáqueson

Prof. Jáqueson Sou professor e atuo neste setor desde 1994. De lá para cá temos obtido muitas vitórias.

Pré-ENEM; Pré-EsSA; Preparatório para o ENEM, para o PAVE e para a Escola de Sargento das Armas WhatsAPP:984112359

21/08/2026

A história pode ser contada de muitas maneiras. Saber que tinha uma música que marcava a história daquele momento, nos ajuda a ver como estes processos acontecem. Resgate importante da Revolta do Contestado e um pouco daquela história que se repete dos poderosos fingirem dar algo que eles tiraram do povo.

16/08/2026

Um pouco da história local e da nossa república.

03/08/2026

Resgatar a história local é uma das maiores contribuições para mantermos a identidade e a cultura de um povo.

Um pouco da nossa história e da economia de uma época.
01/08/2026

Um pouco da nossa história e da economia de uma época.

Um pouco de ensino de Química de forma muito criativa. Parabéns aos envolvidos!!!
23/07/2026

Um pouco de ensino de Química de forma muito criativa. Parabéns aos envolvidos!!!

E agora, qual sala será a reunião? 😬😅

Só quem domina distribuição eletrônica vai chegar no lugar certo! 🧪⚛️

Um pouco das Humanas e das leis de um Brasil império.
21/07/2026

Um pouco das Humanas e das leis de um Brasil império.

⚖️ Os "Assassinos de Humaitá": O Julgamento que Marcou o Pós-Guerra do Paraguai 🇧🇷

Quando a Guerra do Paraguai terminou em 1870, muitos acreditaram que a violência finalmente havia chegado ao fim. No entanto, mesmo após a derrota de Francisco Solano López, episódios dramáticos continuaram a ocorrer nos territórios ocupados pelas forças brasileiras.

Um dos casos mais curiosos e pouco conhecidos ficou conhecido nos jornais da época como o dos "Assassinos de Humaitá". Em 6 de novembro de 1874, vários homens foram executados após serem condenados pela Justiça Imperial por um homicídio ocorrido na antiga fortaleza de Humaitá, um dos principais palcos da guerra.

Embora hoje seja um episódio quase esquecido, o caso mobilizou autoridades civis e militares, despertou grande interesse da imprensa e tornou-se um exemplo do funcionamento da Justiça Criminal durante o período imperial.

Humaitá depois da guerra

A Fortaleza de Humaitá havia sido o maior complexo defensivo do Paraguai.

Após sua queda em julho de 1868, a região permaneceu sob controle das forças da Tríplice Aliança.

Mesmo com o fim oficial da guerra, muitas áreas continuavam instáveis.

Soldados desmobilizados, ex-combatentes, civis deslocados e dificuldades econômicas favoreciam o aumento da criminalidade.

O crime

Foi nesse contexto que ocorreu um homicídio envolvendo brasileiros estabelecidos na região.

As investigações conduzidas pelas autoridades identificaram um grupo de suspeitos, acusados de participação direta no assassinato.

Os documentos judiciais da época indicam que testemunhas foram ouvidas, provas foram reunidas e o processo percorreu as etapas previstas pela legislação criminal do Império.

O julgamento

Após o encerramento da investigação, os acusados foram levados a julgamento.

A Justiça Imperial concluiu que havia elementos suficientes para condená-los pelo crime.

Naquele período, a legislação brasileira ainda previa a pena de morte por enforcamento para determinados crimes graves, especialmente homicídios qualificados.

Embora essa pena fosse aplicada com pouca frequência durante o Segundo Reinado, ela permanecia legalmente em vigor.

A execução de 6 de novembro de 1874

No dia 6 de novembro de 1874, os condenados foram executados.

O episódio foi acompanhado por autoridades militares e civis e recebeu cobertura da imprensa da época.

Fotografias dos condenados antes da execução foram produzidas, tornando-se um dos raros registros fotográficos ligados à aplicação da pena de morte durante o Império do Brasil.

Essas imagens ainda hoje são preservadas em acervos históricos e ajudam a documentar esse episódio pouco conhecido.

Justiça no Império

Durante o reinado de Dom Pedro II, a pena de morte existia na legislação, mas era aplicada de forma extremamente rara.

Em muitos casos, o imperador utilizava seu chamado Poder Moderador para conceder a comutação da pena em prisão perpétua ou trabalhos forçados.

Por isso, as execuções efetivamente realizadas tornaram-se acontecimentos excepcionais e amplamente noticiados.

Um episódio pouco lembrado

O caso dos chamados "Assassinos de Humaitá" mostra que o fim de uma guerra não significa, necessariamente, o fim da violência.

Ele também revela aspectos importantes do sistema judiciário do Império, da ocupação militar brasileira no Paraguai e das dificuldades enfrentadas na reconstrução da região após anos de conflito.

Apesar de pouco conhecido pelo grande público, o episódio permanece documentado em processos judiciais, jornais do século XIX e fotografias preservadas em importantes acervos históricos.

O que dizem os documentos históricos?

O caso é conhecido por meio de registros da imprensa da época, processos judiciais, documentos do Arquivo Nacional, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Histórico do Exército e de estudos sobre a Justiça Criminal no Segundo Reinado. A fotografia dos condenados antes da execução é considerada um dos registros mais raros relacionados à aplicação da pena capital no Brasil Imperial.

📚 Mais do que narrar um crime, esse episódio ajuda a compreender como funcionavam a Justiça, a ocupação militar e a administração do Império após o maior conflito da história da América do Sul.

👉 Você já conhecia esse caso? Acredita que episódios como esse deveriam ser mais estudados para entendermos o período pós-Guerra do Paraguai?

💬 Deixe sua opinião nos comentários! Compartilhe esta publicação com quem gosta de História e acompanhe nossa série "Histórias do Brasil que Quase Não Aparecem nos Livros".

---

Observação histórica importante: o termo "Assassinos de Humaitá" era uma expressão utilizada em jornais e documentos da época para designar os condenados. Não corresponde ao nome oficial de um processo judicial nem a um movimento histórico, e alguns detalhes do caso ainda são discutidos pela historiografia. Essa ressalva aumenta a precisão histórica da publicação.

Um pouco mais da área de Humanas, tema recorrente em processos como o ENEM, PAVE e Concursos Militares.
20/07/2026

Um pouco mais da área de Humanas, tema recorrente em processos como o ENEM, PAVE e Concursos Militares.

⚔️ Cabanagem: A Revolta que Devastou a Amazônia e Matou Quase Metade da População do Grão-Pará 🌿🇧🇷

Entre todas as revoltas que marcaram o Período Regencial, poucas foram tão violentas e devastadoras quanto a Cabanagem. Iniciada em 1835, na Província do Grão-Pará, ela não foi apenas uma disputa pelo poder político. Tornou-se uma verdadeira guerra civil que mergulhou a Amazônia em cinco anos de conflitos, destruição e milhares de mortes.

Apesar de ser considerada um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, a Cabanagem costuma receber pouco espaço nos livros didáticos.

Após a abdicação de Dom Pedro I, em 1831, o Brasil passou a ser governado por regentes, já que Dom Pedro II ainda era menor de idade. Esse período foi marcado por grande instabilidade política e por revoltas em diversas províncias.

No Grão-Pará, os problemas eram antigos. A região permanecia isolada do restante do país, a economia enfrentava dificuldades e grande parte da população vivia em condições extremamente precárias. Ribeirinhos, indígenas, negros escravizados e libertos, mestiços e pequenos agricultores tinham pouca participação nas decisões políticas, que eram concentradas nas mãos de uma reduzida elite ligada ao governo imperial.

O nome "Cabanagem" deriva das cabanas de palha onde viviam muitos dos participantes do movimento.

A insatisfação aumentou após sucessivas disputas entre grupos políticos locais e representantes nomeados pelo governo central. Em janeiro de 1835, os rebeldes decidiram tomar a capital da província.

Em 7 de janeiro de 1835, os cabanos invadiram Belém, derrotaram as forças governistas e assumiram o controle da cidade. Durante o ataque, foram mortos o presidente da província, Bernardo Lobo de Sousa, e outras importantes autoridades imperiais.

Pela primeira vez durante o Período Regencial, um movimento popular conseguia conquistar e governar uma capital provincial.

Inicialmente, Félix Clemente Malcher foi escolhido para presidir a província. No entanto, surgiram divergências entre os próprios revolucionários. Malcher defendia a permanência do Grão-Pará no Império do Brasil, enquanto outros líderes desejavam mudanças mais profundas. Pouco tempo depois, ele foi deposto e morto.

Em seguida, Francisco Pedro Vinagre assumiu o comando, mas também enfrentou divisões internas e acabou negociando com o governo imperial.

Posteriormente, a liderança passou para Eduardo Angelim, que reorganizou a resistência e voltou a controlar Belém por alguns meses.

Determinadas a recuperar a província, as forças imperiais enviaram tropas do Exército e da Marinha. Após intensos combates, Belém foi retomada em 1836, mas a guerra continuou pelo interior da Amazônia.

Durante anos, os confrontos espalharam-se por rios, florestas e pequenas povoações. Expedições militares enfrentaram guerrilhas cabanas em uma região de difícil acesso, tornando a campanha extremamente longa e desgastante.

A repressão foi severa. Combates, epidemias, fome e deslocamentos da população agravaram ainda mais a tragédia.

Os historiadores estimam que a Cabanagem provocou a morte de 30% a 40% da população da Província do Grão-Pará, embora os números exatos variem entre as pesquisas. Essa proporção faz do conflito um dos mais letais da história brasileira em relação ao tamanho da população atingida.

Em 1840, as últimas resistências foram derrotadas, encerrando oficialmente a revolta.

Apesar da derrota militar, a Cabanagem permanece como símbolo das profundas desigualdades sociais e políticas existentes no Brasil do século XIX. Ela demonstrou que amplos setores da população amazônica estavam dispostos a lutar contra a exclusão, a pobreza e a falta de representação política.

Os acontecimentos da Cabanagem estão registrados em documentos do Arquivo Público do Estado do Pará, do Arquivo Nacional, da Biblioteca Nacional, em relatórios militares, correspondências oficiais e nas pesquisas de historiadores especializados na história da Amazônia e do Período Regencial.

📚 A Cabanagem não foi apenas uma revolta regional. Foi um dos conflitos mais devastadores da história do Brasil, deixando marcas profundas na Amazônia e influenciando a relação entre o governo imperial e as províncias por muitos anos.

👉 Você já conhecia a dimensão da Cabanagem? Na sua opinião, por que um conflito que causou tantas mortes ainda é tão pouco lembrado no restante do Brasil?

💬 Deixe sua opinião nos comentários! Compartilhe esta publicação com quem gosta da História do Brasil e acompanhe nossa série "Histórias do Brasil que Quase Não Aparecem nos Livros". No próximo episódio, conheceremos a Revolta dos Malês (1835), uma das mais importantes revoltas urbanas protagonizadas por africanos escravizados e libertos no Brasil. 🇧🇷📖

04/05/2026

Ah, se esta moda pega. ;) Sonhar não custa nada. Pena que pessoas assim acabam sofrendo "acidentes" como já tivemos muitos outros na história recente do Brasil, assim como outros são descondenados e não "dá nada".

03/05/2026

As pessoas precisam ter acesso e saber que existe algo maisdo que um mundo bipolar em que se discute quem "rouba menos", ou que "rouba, mas faz".

Endereço

Jaguarão, RS

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Prof. Jáqueson posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Prof. Jáqueson:

Atalhos

Compartilhar