27/02/2019
Hoje, a escrita juntamente com a matemática, são de grande valia e extremamente importância para a vida dos sujeitos, e também, sobretudo, para adentrarem no “mercado de trabalho”, mas se a educação for vista apenas como o meio formação profissional, como agora está sendo visada, os sujeitos permanecerão presos a um mundo sem sentido, ou se não, com o sentido voltado apenas ao consumismo, envolvidos na fetichização da mercadoria benjaminiana . Se a escrita alcançou e continua a avançar para as camadas mais baixas da população mundial, embora ainda exista analfabetismo por todo o mundo, como antes, não é mais vista como um perigo ameaçador ao sistema, no entanto, o estudo da história o é, e por isso, esta, como tantas outras, deixa no Novo Ensino Médio, de ser uma disciplina obrigatória. A desculpa de nossos atuais governantes, é que a escola tem sido palco para a doutrinação ideológica, e com esse argumento, conseguem demonizar alguns conhecimentos históricos adquiridos por pensadores reconhecidos mundialmente, a exemplo de Karl Marx e Paulo Freire.A finalidade da educação é fortalecer a cidadania, diferentemente da ideia que está a disseminar-se provinda dos conservadores atualmente no Brasil, a qual, jaz ancorada em um discurso que acusa os professores de doutrinadores, pensamos mesmo, é que, é preciso ensinar a ler, não apenas um texto escrito, mas todo o conjunto de símbolos e discursos que estão em volta do sujeito que lê e que quer-se verdadeiramente autônomo na produção de saberes, por tanto, tem o direito de ter na escola todo o legado do conhecimento histórico universal sem exceções, desde os textos mais antigos aos mais atuais. Pensamos pois, que não é possível que exista liberdade sem o conhecimento geral, o que poderíamos ilustrar com a imagem de uma moeda: é preciso que se conheça as duas faces da história, somente assim, o sujeito que dizem querer livre, terá de fato autonomia, para pensar por si só, diante da grande teia da qual se constitui a sociedade.
C. Medeiros