10/03/2022
Singelo trecho de uma mística sobre o véu e a Samsara, deixada pelo G. Mestre Yapacani.
Oh! Senhor dos Mundos… Onde estás? Que não te ouço mais, desde aquele instante-luz – marco na eternidade de minha percepção consciente, dito como livre-arbítrio! Instante ma***to em que, usando de minha vontade, desci às terríveis regiões cósmicas da ignorância – do desconhecido…
Onde estás? Onde estás agora, Senhor? Quando as chagas da dor, de sofrimento mil, vêm marcando como fogo esta minha alma, através de tantas e tantas encarnações e nesta se consubstanciaram na tremenda exigência desse testemunho de fogo.
Oh! Senhor das Vidas! Quão rígido é sentir-se os véus da dor abrir o íntimo da consciência e revelar em quadros retrospectivos a soma das ações contundentes, com as quais feri, da esquerda para a direita, a esses e aqueles…
Oh! Senhor da Eternidade! Quão terrível é ver se rasgar os Véus da Dor, sentindo consciente interpenetrá-la, nas profundas razões – de causas e efeitos, geradoras dessas condições, já marcadas no ritmo da consequência…
Mas, oh! Senhor das Almas! Afirmo-te que conscientemente: - mais doloroso que essas dores foi a revelação que a mim veio… Passarão as noites e os séculos, aos milhões, na repetição incessante dos Ciclos e, entretanto, a libertação final se encontra tão longe ainda, quanto a distância-luz que me falta para ascender, através das galáxias, à Linha de Evolução Original – aquela de onde vim…
M.Y.