06/06/2025
Os resultados da tese de doutorado da Drª Ariadne Rein foram publicados no periódico internacional Scientific Reports.
Este estudo teve como objetivo avaliar a espessura pleural, a rigidez e a rigidez laríngea em cães clinicamente afetados pela síndrome obstrutiva das vias aéreas braquicefálicas, utilizando ultrassonografia modo B e elastografia por impulso de força de radiação acústica.
Cinquenta e dois pugs e buldogues franceses braquicefálicos, clinicamente classif**ados como portadores de síndrome obstrutiva das vias aéreas braquicefálicas (BOAS) graus 0, I, II e III, foram incluídos, e 15 cães beagle mesocefálicos foram utilizados como grupo controle (CO).
Todos os animais foram submetidos à ultrassonografia modo B e subsequente elastografia da pleura e da cartilagem aritenoide da laringe. Os cães braquicefálicos apresentaram maior espessura pleural do que os cães do grupo controle (p = 0,008) e uma tendência à menor velocidade da onda de cisalhamento pleural foi observada em cães braquicefálicos em comparação com o CO (p = 0,18).
A velocidade da onda de cisalhamento da laringe foi semelhante entre os tipos de crânio e os graus de BOAS (p=0,80). As medidas da espessura da linha pleural e da rigidez pleural demonstraram capacidade moderada para o diagnóstico da síndrome braquicefálica (p=0,01, valor de corte >0,82 mm e p=0,04, valor de corte 3,29 m/s).
Os resultados sugerem uma alteração secundária no esforço inspiratório ao nível tecidual da pleura em cães clinicamente afetados por BOAS, que pode ser identif**ada pelos métodos de ultrassonografia modo B e elastografia; no entanto, não foi possível diagnosticar alterações na cartilagem aritenoide.