20/05/2022
Centros científicos de excelência, um mercado consumidor gigante e uma base industrial grande e diversificada tornam o Brasil atrativo para a economia circular, modelo que alia desenvolvimento econômico ao melhor uso de recursos naturais por meio de novas oportunidades de negócios e da otimização na fabricação de produtos.
A multinacional Flex, do setor eletroeletrônico, vislumbrou esse potencial do país e, desde 2013, criou uma nova frente de negócios que existe só no Brasil, voltada à recuperação de resíduos eletrônicos de empresas para as quais fornece.
Em 2018, a fábrica de Sorocaba (SP) da Flex ganhou o certificado Zero Waste, por um processo de eliminação de 100% dos resíduos eletrônicos da HP, sua principal cliente. “Foi a primeira fábrica da empresa no mundo que ganhou esse certificado”, comemora Leandro Santos, vice-presidente de Operação da Flex no Brasil. A empresa se especializou na destinação dos mais diversos tipos de resíduos, de metais a papelões e até borracha.
Santos conta que o tamanho continental do país, aliada à um grande mercado consumidor que atraiu uma diversidade industrial para cá, traz vantagens que permitem uma aprendizagem mais rápida do processo de logística reversa do que em outros países. “O Brasil pode ser líder na economia circular”, aposta Santos.
A experiência da Flex foi apresentada no Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a economia circular está relacionada à competitividade empresarial, pois permite que as empresas reduzam custos e perdas, gerem fontes alternativas de receita, diminuam a dependência de matérias-primas virgens e reduzam as emissões de gases de efeito estufa.