Ale.Calazans

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Esta página oferece artigos e pensamentos para contribuir para que mulheres e todas as pessoas possam tomar atitudes para mudança de comportamentos através da reflexão sobre temas do Cotidiano, Maternidade e Papo de Mulher.

13/12/2025

Qual é sua impressão sobre dezembro?
Dezembro não é um mês comum. Ele fecha ciclos. Reedita emoções. É o mês que os sinos tocam e que toca em nós a necessidade de rever o que fizemos e prometer o que pretendemos.
Em "A expectativa de Dezembro" convido você a refletir comigo o que esse mês tem de tão especial (ou de dramático).
Com coragem, leia e prepare seus planos para o que vem depois de dezembro.
🧐

A Expectativa de Dezembro

Já escrevi vários artigos e reflexões sobre dezembro. Ainda assim, ele sempre retorna como se fosse a primeira vez. Talvez porque dezembro não se esgote: ele se reapresenta, ano após ano, como um território simbólico carregado de beleza, magia e mistério. Um tempo que não é apenas calendário, mas experiência psíquica.

Nele, fim e começo coexistem, o silêncio encontra o ruído, a memória se mistura ao desejo. As datas e efemérides não são neutras — elas organizam o tempo externo e, ao mesmo tempo, mobilizam o tempo interno. O Natal, em especial, opera como um grande marcador subjetivo, um convite coletivo ao nascimento, ao retorno às origens, ao reencontro com aquilo que nos constitui.

Na Psicanálise, o tempo não é linear. Ele retorna, insiste, se repete. Dezembro funciona como um ponto de condensação: memórias infantis, fantasias, expectativas e frustrações emergem com força.

As luzes, os rituais, as canções e os encontros ativam conteúdos inconscientes que estavam adormecidos. Não se trata apenas de lembrar, mas de reviver. O passado encontra o presente e pede elaboração.

O Natal, enquanto efeméride, toca diretamente nos nossos primeiros vínculos. Evoca ideias de cuidado, pertencimento e acolhimento, mas também pode reativar faltas, ausências e feridas precoces. Por isso, este período desperta afetos ambivalentes: alegria e melancolia caminham juntas. O inconsciente não distingue celebração de dor; ele responde aos símbolos que o atravessam.

As datas importantes funcionam como organizadoras da vida psíquica. Elas nos ajudam a nomear ciclos, reconhecer encerramentos e sustentar a possibilidade de recomeços. Ao marcar o tempo, criamos bordas para o excesso, damos forma ao que é difuso. Dezembro, com seus rituais, oferece essa estrutura: um espaço simbólico onde é possível olhar para o que foi vivido, elaborar perdas, ressignif**ar escolhas e reposicionar desejos.

Nesse período, intensif**am-se fantasias de reconciliação, de encontros restauradores, de laços que poderiam ser refeitos. Não porque a realidade se transforme magicamente, mas porque o simbólico abre essa possibilidade. O desejo encontra uma linguagem, ainda que provisória. E isso tem valor psíquico. A esperança, aqui, não é ingenuidade — é uma forma de sustentação da vida emocional.

Mas dezembro também revela aquilo que foi evitado ao longo do ano. Dependências emocionais, relações esvaziadas, repetições de sofrimento ganham visibilidade quando o tempo desacelera e o barulho externo diminui. As efemérides funcionam como espelhos: mostram o que insiste, o que retorna, o que ainda pede elaboração.

Não se trata de falha, mas de material psíquico em busca de escuta.

Talvez seja por isso que dezembro convide menos à celebração automática e mais à presença. Estar consigo, reconhecer afetos, sustentar ambivalências. A Psicanálise nos lembra que não há vida sem conflito — mas há possibilidade de transformação quando nos dispomos a olhar. As datas não resolvem, mas sinalizam. Não curam, mas apontam direções.

E assim, entre luzes, rituais e silêncios, dezembro cumpre sua função simbólica: lembrar que o tempo não passa apenas fora de nós, ele nos atravessa.

Essa é a expectativa de dezembro: que, de alguma forma, nos salve do que não queremos mais repetir e nos lance para um futuro esperançoso que desejamos alcançar.



07/07/2025

🌀VOCÊ SABE BRINCAR OU ESTÁ ATRAPALHANDO O JOGO?
Hoje eu te convido a pensar sobre a dificuldade que muita gente tem de se abrir para trocas sinceras.
Sim, aquela inabilidade disfarçada de timidez (ou seria orgulho?), que nos impede de reconhecer o valor da espontaneidade do outro.
Quantas vezes já maltratamos sem querer quem só queria nos oferecer leveza?
Quantas relações incríveis você acha que já aniquilou por não saber lidar com a alegria alheia?
Ou por não saber... brincar?

Talvez a tal da timidez seja só medo disfarçado. E, pior, um medo que bloqueia vínculos reais.
Enquanto você se fecha, tem gente lá fora sorrindo, trocando e vivendo com a coragem de ser leve.

Em "SE NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESÇA..." te convido a vir jogar (de verdade) comigo.

SE NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESÇA...

Não sabe brincar?
Mas, por favor, não incomode os brincantes.
Não atrapalhe os alegres, não espezinhe os felizes.
Não ridicularize quem valoriza as trocas.
Não infernize os radiantes.
Não seja inconveniente, nem constranja os espontâneos.
Tampouco tome o brinquedo, não fique com a bola, não pratique o egoísmo.
Não enciúme os exaltantes. Não perturbe os animados.
Ao contrário, admire – e, por que não? – os contentes.
Sorria com eles. Aprenda também.
Busque espontaneidade, não tema a originalidade.
Valorize a singularidade. Não inveje a criatividade.
Mas a persiga.
Persiga-a com coragem e com vontade.
Já que é para ser tosco, então que seja na engenhosidade.
Seja engenhoso no desembaraço.
Crie sem covardia, sem timidez.
Crie por arrojo. Aproveite. Deleite-se...
Não seja desagradável com os divertidos.
Eles não zombam de você – apenas querem brincar, porque sabem brincar.
Eles se divertem. Sabem provar.
Então, prove com eles. Joguem juntos!
Não os deixe desolados com o seu embaraço.
Aprenda com os festeiros a festejar também.
Sorria.
Afinal, você já desceu para o play.

Ale.Calazans




30/06/2025

🌬️✨ Você já parou para sentir o bater das asas das ?
Às vezes, é no silêncio, no olhar perdido, no detalhe mais corriqueiro, que mora o maior dos sentidos...
Neste texto, compartilho reflexões sobre a força da , o poder da , e como pequenos momentos do dia a dia podem nos revelar verdades profundas — daquelas que viram a chave por dentro. 🦋

💭 Um convite à escuta interna, à atenção plena e à beleza do viver consciente.
Talvez você também já tenha sentido isso… "do nada", vem tudo.

👉 Vem ler. Vem sentir. Vem pensar junto comigo.

SINTA O BATER DAS ASAS DAS BORBOLETAS, SIMPLES ASSIM...

Vocês já devem ter vivenciado situações muitas vezes bem corriqueiras que os levaram a refletir sobre coisas profundas.
Ah, certamente sim. Sabe aquela observação “do nada”? Aquele insight que repentinamente vem à sua mente e você pensa: de onde tirei isso?
Sim, claro, você deve ter vivido isso não uma, mas algumas vezes.

Te digo que, se você parar para pensar com cuidado e observação atenta, vai f**ando craque nisso e começa a sentir muito a partir do que observa do corriqueiro e do trivial do seu dia a dia.
Já faz tempo que me dei conta disso e, normalmente, não deixo essas trivialidades que parecem tão banais — porém tão repletas de signif**ados — passarem despercebidas.

Certamente a prática da meditação me ajudou muito nisso. A meditação tranquiliza a mente, acalma os sentimentos, auxilia a retrair os impulsos, te ajuda a pensar antes de cometer (os crimes).

Para mim, foi uma descoberta e tanto — e não abro mão de meditar. Quando fico um, dois ou três dias sem meditar, é como se minha mente necessitasse de varredura, de limpeza.
Se você não pratica, não conhece ou não se interessa, sugiro começar. Mal não vai te fazer.
Aliás, não sei não... Afinal, corre-se o risco de você se deparar com cada monstro interno.

Ok, é um ato de coragem — muito mais do que paciência ou “jeito”.
Bora encarar esses grilos aí.

Bem, o fato é que a meditação ajuda — e me ajudou muito — a observar com atenção os imensos signif**ados nos, vamos dizer assim, “acontecimentos menores” do meu cotidiano.

Sabe aquele encontro de olhar com o ser humano mais desconhecido possível no meio da rua? O silêncio repentino entremeado ao caos da cidade? A melodia daquela música que sempre te pareceu familiar, mas que — do nada — remete sua mente a uma lembrança forte e poderosa?
Isso. É isso. De repente, “do nada”, você se recorda de “tudo”.

Ou de quase tudo. Ou de muito pouco, mas que, para a sua consciência, já é o bastante — porque poder acessar conteúdos profundos do é um ganho inestimável, coisa para poucos ou que dificilmente acontece.

A percepção dos detalhes e a mente focada são coisas que, olha... vêm de uma baita ralação.
Se a gente não se esforçar e ralar pra caramba, não acontece.
Você tem que se observar, olhar pra você com tanta coragem que dá medo; com a coragem de admitir que — sim — você é um enigma para você mesma, quase um bicho-fera, um ser misterioso e esquisito. E isso não é coisa fácil.

Pra mim, levaram anos e anos e anos para me atentar aos grandes signif**ados das coisas corriqueiras.
Não falo do déjà vu, que, para a psicanálise, é uma forma de falsa memória que se relaciona aos nossos desejos.

Lacan abordou esse tema associando-o à importância da nossa fantasia inconsciente e como essa fantasia se manifesta em nossa experiência individual:
“Poderíamos descrever a sensação de déjà vu, que tem sido um problema tão grande para os psicólogos, como um homônimo — é sempre uma chave simbólica que entreabre a mola principal. O déjà vu ocorre quando uma situação é vivida com um signif**ado simbólico pleno, que reproduz uma situação simbólica homóloga, vivida anteriormente, mas esquecida, e que é revivida sem que o sujeito a compreenda em todos os seus detalhes. É isso que dá ao sujeito a impressão de que já viu o contexto, a cena, do momento presente.”
(Lacan, Jacques. Seminário III, p. 111-112).

Falo da percepção de algo que não necessariamente remete nossa lembrança a uma re-memória de algo que pode ou não ter nos acontecido.
Falo de algo mais intenso, algo mais consciente mesmo.

É você olhar, perceber o simples e reconhecer suas simbologias e signif**ados, sem “medo” de que a percepção possa ser uma “viagem” da sua cabeça e da sua imaginação.

Falo, por exemplo, dos signif**ados que te ajudam a ver o sentido de uma coisa que te parecia desconexa, mas que, se você compreender esses sinais, consegue ver como sua vida corre de uma maneira nem sempre tão inesperada e descontrolada.
É uma certa sensação (e percepção) de que tudo — do nada — faz sentido.
Algo estranho, força estranha!

Essa força estranha parece que nos leva a nos conscientizar de que nossa existência tem um porquê e que nossa vida se desenrola dentro de um certo script.
Tá... pura viagem minha? Pode até parecer.

Mas essas observações mais atentas já me deram possibilidades muito interessantes de aproveitar boas oportunidades sem deixá-las passar batidas.

Cada vez mais quero estar atenta para ver e perceber as coisas que fazem sentido, que se encaixam a partir do simples, do corriqueiro, porque, desta forma, não espero mais grandes surpresas, arroubos estrondosos, grandes novidades...

Tudo começa a tomar corpo justamente porque vem do simples!

Estar conectada com a simplicidade do dia a dia, de alguma forma, também me conecta com a leveza e com a beleza das coisas e das pessoas mais simples, das relações mais tranquilas, da simplicidade clara da troca sem subterfúgios.
Putz, e como isso é bom!

A gente f**a também mais simples na abordagem, na experiência com nossas relações e — em se tratando das relações afetivas e amorosas, então — ah, quanto ganho!

Não, as borboletinhas não deixarão de se agitar dentro de você (e tomara que não mesmo), mas você começa a entender que, mesmo com todo o agito que — inevitavelmente — provém do seu enamoramento amoroso, a compreensão de que a simplicidade do seu dia a dia é um grande acontecimento dá sabor à sua existência.
Porque faz tudo ter sentido, acalma e tranquiliza a ponto de não te deixar perder a cabeça.

Afinal, ao adquirir maior consciência sobre isso, você começa a sentir que o agito do “bater das asas da borboleta” pode simplesmente acontecer pelo fato de você estar viva.
Simples assim.

Ale.Calazans

22/05/2025

Ei, você.
Está com a terapia em dia? Não?
Em "Vai ser maduro neste mundo!" te explico porque a análise é tão importante pra sua saúde mental e como ela pode te ajudar a ser menos vil nas suas relações.
Só não caia na tentação de repetir mais uma vez que ela não é para você.
Boa leitura e descomplicada reflexão.🧐

VAI SER MADURO NESTE MUNDO!

Interesse é uma coisa engraçada. Peculiar.
Ele é a bussola que guia nossa rota (e energia) para onde está nosso desejo.

Se você está realmente interessada sem nem mesmo perceber você sai do lugar, se mexe, vai atrás, toma atitude. Não é assim?

Então, “estar interessada” é coisa bacana. O interesse te mantém viva e dinâmica. Ele te deixa alegrinha.

Tem um lado que pode não ser tão bom assim que é aquele que também colabora e muito para sua ilusão (e põe um super fogo nessa lenha).

Mas não tem jeito. Estar interessada é também estar iludida de alguma forma. E nós, seres humanos, precisamos de uma ilusão para chamar de nossa. Não dá para encarar todas as realidades de forma tão crua. Ah, não dá não!

De vez em quando (ou quase sempre) a gente precisa florear, pintar de rosa, cobrir de glitter, olhar para a coisa de um jeitinho mais bonito, ou seja, acreditar no que não existe. É necessário, faz parte (será mesmo necessário?).

Todavia, estar interessada é gostoso. Pessoalmente costumo aproveitar muito desses bons momentos porque como uma pessoa realista, geralmente sei que meu interesse não durará por muito tempo.

Se você me perguntar como faço para me manter animada quando o interesse vai embora, te digo que se a história realmente valer a pena, aí fico com a empatia.

A empatia é o afeto que permanece. É sentimento sereno, gostoso de sentir; é brando, calmo. Está relacionada ao vínculo que você deseja manter.

Mas, e quando o interesse passa e a empatia não aparece?

Aí é triste porque o que sobra é o estranhamento, o certo mal-estar, aquela aversão da história que antes te interessava tanto e você pensa: como pude? Como assim?

E como se isso não bastasse o desinteresse te deixa um pouco murcha e triste porque te coloca (ou te recoloca) naquele lugar da perda da ilusão. Portanto, a via do desinteresse passa por um momento de depressão (nem que seja por pouco tempo e não profunda).

Você se deprime porque a ilusão já elvis. E haja realidade levando embora o “ar fresco” da sua fantasia. Isso dói.

A fantasia que é um devaneio do qual lançamos mão para projetarmos a realidade também é uma forma que encontramos para lidarmos com nossas frustrações.

Algo mais ou menos assim: para você não se chocar e se desesperar com a realidade que está bem embaixo do seu nariz (a qual é insuportável), você fantasia e melhora as imagens as quais não quer ver; você escamoteia, cria cenários mais bonitos, m***a personagens e histórias da sua cabeça. Ou seja, você literalmente viaja na maionese. Entra numa brisa.

A fantasia também é um recurso que ajuda na lida com a ansiedade (essa velha conhecida nossa), com nossos medos, com as sombras. Ela abre espaço para um conforto mental permitindo a satisfação dos nossos desejos. Então, por que não fantasiar? E dá-lhe fantasia na cachola!

Exemplifico: você deseja que aquele seu f**ante seja um cara muito decente, verdadeiro, honesto, gente boa. Só que ele não é. Sua consciência já sabe, você já se deu conta disso de primeira, mas essa verdade é frustrante e dói, então você fantasia que ele é um ser humano bacana, que não irá trair sua confiança, que jamais te colocaria numa saia justa, que é uma pessoa boa, que não é um traíra. Tudo fantasia da sua parte.

Viu só? Ficou muito fácil de compreender.

Porém, sendo você uma pessoinha que mantém a terapia em dia e não sendo você uma psicótica, certamente conseguirá se desfazer rapidamente dessa fantasia tomando consciência de que tudo que criou nessa sua cabecinha repleta de construções mentais tem a ver com uma única pessoa e ninguém mais: você mesma!

Ao identif**ar o signif**ado das suas próprias fantasias haverá chance de reconhecer seus desejos profundos.

Para f**ar mais fácil de entender voltemos às fantasias quanto ao bom caráter e a paixão (que nunca existiu) do seu f**ante por você. Ao final da travessia você poderá perceber que elas serviram como uma forma que seu inconsciente criou para te ajudar a lidar com o seu genuíno desejo de reconhecimento, de pertencimento, de acolhimento, de ser cuidada, de ser acolhida, de ser amada, de poder contar com alguém que esteja presente, de ser o desejo do desejo de alguém.... ou seja, o desejo de experimentar aquelas satisfações maravilhosas do colinho da sua santa mãe (o único ser humano nessa terra que fora um dia capaz de garantir e permitir nossa segurança e conforto irrestrito).

Parece simplista? Questione a psicanálise (ou melhor dizendo, estude-a).
De fato é simples, porém, é no processo da travessia que está o grande “x” da questão – a bendita sofrência – até porque para chegar até esse ponto você já deve ter percorrido o caminho da indagação dos porquês que seu f**ante não te quis, os porquês que ele agiu com você como um vil, os porquês de você ter permitido tamanho vexame e os porquês que você quis porque quis viver uma história sem pé nem cabeça. Esse percurso vai do afeto do apaixonamento até o esvaziamento. Um percurso geralmente longo, complexo e bem (bem) dolorido.

E é no final dessa travessia que a fantasia se desfaz e quando o interesse geralmente se acaba. Se a história tiver valido a pena, se fora realmente valorosa, se seu f**ante não tivera sido tão tão tão vil, poderá – então – permanecer a empatia, senão nem isso.

A gente sabe disso, mas as ciladas são grandes e a repetição é coisa forte. De repente, você se vê naquele mesmo lugar, daquele mesmíssimo jeito, naquelas escolhas sem noção que você já fez uma, duas, dez, cinquenta vezes.

A terapia ajuda a examiná-las, explorá-las e elabora-las de modo a ajudar a lidarmos de uma maneira menos traumática com os conflitos que estimulam nossas repetições e, portanto, a aliviar nossos sofrimentos.

Não é que fazendo terapia as repetições simplesmente não acontecerão mais, mas na análise temos maiores chances de compreendermos determinados comportamentos repetitivos e isso poderá evitar que passemos por muita dor de cabeça e ações (acting out) que nos colocam em grandes enrascadas como, por exemplo, abrirmos mão das boas histórias que poderiam contribuir para o nosso amadurecimento psíquico, mas as quais negamos e recuamos se o “barato” da repetição seja, por exemplo, se colocar prá baixo nas relações.

Bem, o fato é que a repetição encontra ambiente propício quando encontramos o “par perfeito” para tanto. Meramente dizendo, se o seu gozo estiver na dor das histórias de amor mal vividas, o encontro com um ser humano que vai saber muito bem como te colocar numa “fria” se configurará no cenário perfeito para a arapuca que você arma inconscientemente caso seu modo de gozo esteja no “sofrer por amor.”

Evidentemente esse processo não é tão simplista assim. Simplifiquei a ponto de qualquer ser humano entender. Todavia, a psicanálise poderá nos ajudar a rearranjarmos nossos afetos para impedir tanta repetição e sofrimento.

Bem, nada garantirá que dará certo, mas acredito que devemos encarar a análise para nosso próprio bem e para de algum modo salvarmos nossa própria pele porque engatilhar armadilhas que nos machucam e nos ferem não é nada saudável (mesmo que nessa dor esteja nosso gozo).

Com menos repetições teremos mais tempo para possivelmente vivermos histórias que realmente nos façam bem.

Quanto tudo isso vale? Vale o imenso valor da tomada de consciência sobre a inutilidade de buscarmos no Outro valorização e completude.

Sair da posição de objeto e retomar-se sujeito é algo libertador.

Sabemos, evidentemente, que histórias novas sempre virão.

Sabemos ainda que com essas novas histórias virão também um punhado de conflitos. Mas se a cada conflito uma pequena luz for acesa no profundo e enigmático escuro do nosso inconsciente a história da nossa jornada valerá muito a pena porque quanto mais nos conhecemos mais podemos contar com a lucidez de sabermos que neste mundo nenhum ser humano poderá suprir nossas necessidades, tampouco nossos desejos. Assim nos libertamos e, por conseguinte, podemos libertar o Outro.

É uma prisão que se desfaz. É a chave que liberta as algemas.

Será fácil? De jeito nenhum. É difícil pacas.

Mas te garanto, é madureza!

Ale.Calazans👈
21/05/2025

19/04/2025

Você já sentiu a sensação do esforço inútil?
Que afeto seria esse?
Ou, melhor dizendo, que afetos derivam desse "vão" do esforço?
Vergonha? tristeza? raiva?
Em "Nada adianta nada" você pode experienciar os estranhos sentimentos que derivam das histórias mal vividas, daquelas que são apagadas antes mesmo de pegarem fogo.

Leia, mas cuidado para não deixar sua própria chama se apagar.🧐

NADA ADIANTA NADA

Nada do que eu faça adianta.
Nem mesmo o que possa vir com um peso irreal.
Nem mesmo isso, nem “esse pesado” muda alguma coisa.

Então faço leve, leveza absoluta, resoluta, breve.
Mas também não vale nada, não enlouquece... ao contrário, emudece.

Silêncio caótico com longos espaços.
Espaços densos, profundos e confusos.
Estranhos, até corruptos.

Nada do que eu faça adianta.
Nada, nada, nada...

Nem uma dança, nem a nudez, tampouco as provocações.
Nada atiça nem alegra.
Longe disso, entristece e silencia.

Nada do que eu pretenda fazer terá efeito ou surtirá uma causa.
Nem tenho criatividade para tanto nada.
E penso, estaria eu enganada?
Ludibriada nesta idade, neste contexto de arremedo de meia idade?

Não é possível! Penso embasbacada.
Mas o terrível remanso leva-me a crer que é isso:
O totalmente impossível na possibilidade do nada.

A distância, a mudez, a timidez. Ah, condições estapafúrdias.
Loucas para confundir e deprimir.
Adjetivo, substantivo e condição imposta sem pena ou piedade.
Apenas assim jogadas, mais uma vez no caos do nada.

Eu digo acenda, mas ele apaga.
O que era fogo virou fumaça.
E o que era fumaça acabou em nada.

Ale Calazans👈
15 de abril de 2025

Ale.Calazans

19/04/2025

Quer pensar diferente?

Acompanhe textos e artigos sobre os temas Papo de Mulher, Ser Mãe e Cotidiano na página Ale.Calazans.

Assuntos mais manjados que esses não existem. Será mesmo?

Um "quê" de psicanálise, um "quê" de trivialidade.

Confira por você mesmo.🧐

Ale.Calazans

18/04/2025

Pensando em facilitar ao máximo a vida de um homem sem noção, elaborei um Guia fácil com um passo a passo super simples, com o objetivo dele conseguir o desinteresse de uma mulher.
Por que fiz isso?
Ah, estamos na Páscoa! Nossos corações f**am mais gentis.
Então, gentilmente elaborei esse Guia que é só você, homem sem graça e sem noção, seguir direitinho.
Aproveite, não é sempre que você terá essa oportunidade.
Vai fundo!

COMO FAZER UMA MULHER PERDER O INTERESSE POR VOCÊ: GUIA FÁCIL

Você está interessado em conquistar o desamor, o desafeto e a desconsideração de uma mulher?

Pois a partir de hoje seus problemas acabaram. Você entenderá de uma vez por todas como conseguir isso.

Não se aflija, não é difícil, basta seguir o passo a passo com muito cuidado e, ah!, não desanime – acredite – você chegará lá.

Tenho certeza, aliás, que você já possui muitos dos atributos necessários para fazer essa magia acontecer em sua vida.

Então vamos lá. Leia com atenção.🧐

1) Trate com distanciamento a mulher que lhe quer bem;
2) Faça sua "f**ante" acreditar que você não está nem aí com ela;
3) Use toda a sua insegurança para jogar na cara de sua peguete que ela nada mais é que “sua peguete”;
4) Não responda com prontidão as mensagens dela e ao respondê-las, seja bem evasivo;
5) Deixe bem claro e diga em alto e bom som que ela não é uma prioridade para você;
6) Mantenha-se esquisito e faça a linha frio;
7) Não demonstre e não fale que você gosta dela (mesmo que você goste muito), cale a sua boca e deixe que ela simplesmente fique confusa quanto a isso;
8) Não demonstre muito interesse pelas coisas dela e quando ela lhe contar algo de sua rotina, seja tão plácido e sereno a ponto dela não conseguir afirmar que você tenha sentido alguma emoção sobre quaisquer possibilidades de trocas entre vocês;
9) Não fale muito sobre você, meça as palavras e jogue no ar coisas do tipo “talvez eu queira”, “pode ser que eu faça”, “não dá para falar sobre isso agora...”;
10) Olhe no relógio durante o encontro e mexa no celular;
11) Desembeste a falar sobre você e faça isso a torto e a direito, fale de sua vida de uma maneira egoísta como que acreditando piamente que o ouvido dela é pinico;
12) Haja o que houver não a procure e faça com que ela entre em contato com você. Não dê seu braço a torcer;
13) Demore para responder as mensagens dela e, de vez em quando, mostre que as leu, mas só responda no dia seguinte;
14) Conte uma história de maneira bem pormenorizada, aprofunde detalhes imbecis como, por exemplo, coisas do tipo sobre o conserto do seu carro que foi para o funileiro durante a semana;
15) Mesmo que você morda os beiços de curiosidade sobre os projetos de vida dela não seja tonto de perguntar sobre eles. Dê uma de desentendido;
16) Quando ela tentar lhe contar algo importante, corte o assunto no meio levando a conversa para outro sentido;
17) Deixe com que ela sinta o quanto você é bem resolvido e desenvolto contando uma história que deu certo em sua vida, mesmo que essa história tenha acontecido no século passado;
18) Fale sobre quantas mulheres você já pegou na vida. Enfatize as mais conhecidas, comente sobre as “tipo famosas”;
19) Mostre que sua energia está alta e tente fazê-la pensar que você, na maioria das vezes, está sempre assim;
20) Narre histórias tronchas dos seus amigos e familiares que ela não conhece, enfatize o quanto são interessantes e demonstre que você tem um milhão de pessoas bacanas ao seu lado;
21) Aprofunde nos detalhes dessas histórias sem pé nem cabeça e faça com que ela pense que foram histórias hilárias e envolventes;
22) Do nada silencie sua voz constrangendo o ambiente;
23) Seja um pouco esquisito e egocêntrico ao mesmo tempo em que você sorri para ela;
24) Faça questão de manter uma certa distância física depois do s**o;
25) Prepare-se para ir embora depois do encontro de maneira brusca, simplesmente se vista e diga “vamos então?”;
26) Faça questão de deixar muito bem claro que seu tempo é escasso e estar ali é uma oportunidade e tanto;
27) Não elogie e não faça gracinhas desnecessárias. Seja polido suficiente para fazer com que ela pense que você não está muito aí;
28) Nunca e jamais elogie a inteligência e a aparência física dela. Se quiser muito fazer isso, apenas “jogue no ar” coisas do tipo “você é mais inteligente que outras” ou “você anda malhando, heim?”;
29) Se você tem algum hobby enfatize pormenorizadamente tudo sobre ele e conte para ela “tim tim por tim tim” como se sente ao praticar seu esporte preferido ou como você se sente quando se descontrai com seu grupo de amigos e de amigas. Vá fundo, seja rico nos detalhes;
30) Não importa o que ela diga, faça de conta que não se impressiona e mantenha-se firme sem demonstrar uma emoção como os ciúmes por exemplo;
31) Aliás, mesmo que dentro de você esteja ardendo um sentimento de despeito, não balbucie e não seja franco quanto a isso, deixe que ela pense que você está “cagan..e andando”;
32) Não se doe em momento algum. Faça-a acreditar que entre vocês não há nenhuma possibilidade de se estabelecer um relacionamento mais profundo;
33) Desconsidere quaisquer formas de uma intimidade maior. Deixe claro que o encontro é passageiro e que ela também é uma passagem para você;
34) Fale com todas as letras que você pega outras;
35) Enfatize seu descompromisso para com ela e a deixe pensar que a qualquer momento você poderá se enroscar com outra mulher. Seja intenso nos aplicativos de relacionamento, deixe que ela veja sua performance por lá;
36) Conte um problema seu de modo bastante detalhado e dê a entender que espera que ela lhe ajude com uma resposta que lhe auxiliará na solução. Use-a como um divã gratuito;
37) Se você gosta muito de alguma característica da personalidade dela não seja tonto de cair na armadilha de falar sobre isso. Nunca fale aliás! Fique completamente na sua e deixe que ela por si só ou deduza ou se confunda;
40) Comente sobre os gostos pessoais das suas antigas namoradas e não se esqueça de comentar também alguma coisa interessante delas;
41) Jogue coisas sobre seu passado remoto de modo a “esquentar” a conversa entre vocês. Por exemplo, fale sobre como você foi bom um dia em algo ou como já foi ótimo na cama;
42) Se auto elogie e demonstre muita admiração para consigo mesmo. Uma maneira de fazer isso é contar para ela o quanto suas antigas namoradas e ex mulheres ainda gostam de você;
43) Não agradeça. Jamais faça isso. Nunca, never. Esse ponto é bastante importante. Lembre-se: jamais agradeça! Não diga “obrigado por estar aqui” ou “obrigado por você gostar de mim”. Não! Não, não seja bobo a esse ponto;
44) Em suas conversas por telefone ou por mensagens seja quase nulo. Mande figurinhas enigmáticas e imbecis tipo joinhas e pessoas andando de bike ou nuvem, sol… essas bobagens;
45) Fale muito sobre seus conhecimentos em algo que você se julga bom. Pormenorize como os adquiriu e faça com que ela escute;
46) Não demonstre fraqueza e esteja potente e forte mesmo quando você tem certeza de que ela não precisa disso e não está nem aí para sua masculinidade protetora;
47) Não se mostre interessado sobre as dores dela. Aliás, fuja disso como o diabo foge da Cruz. Se ela vier com uma história triste, simplesmente desvie o assunto e diga “isso passa”;
48) Paquere todas que conseguir via on line e publicamente, aliás, quanto mais você fizer isso, melhor. Combine encontros livremente, faça a linha “dane-se” e marque cafés, noitadas, cervejinhas de lá e de cá com outras mulheres, as mesmas que você no fundo não se interessa, mas faça só para mostrar o quanto você é solto, leve e livre e faça isso com categoria não se importando se ela irá ver, aliás, você sabe que ela sempre f**a sabendo, mas ligue o fo***se;
49) Não se desculpe nunca mesmo quando você errar feio. Nem pense em pedir perdão e vá em frente seguindo firme na frieza;
50) Se você quiser mandar uma mensagem para ela, nada de mandar algo carinhoso ou afetuoso. Não caia nessa tentação, ao invés disso, mande um post bem id**ta e escroto da temática da polarização política, por exemplo;
51) Suma de vez em quando. Aliás, suma sempre. Não seja aberto a ponto dela saber algo sobre sua vida sem graça;
52) Dê sumiços e depois de algum tempo do nada mande um oi, mas não faça isso de forma clara, ao invés de dizer “olá como você está?”, mande uma figurinha daquelas tipo mais id**tas possíveis, algo como uma nuvem carregada com chuva ou apenas uma mãozinha acenando, dizendo "to passando aqui para te dizer um oi", seja redundante e sem sentido;
52) Num encontro faça questão de manter-se tão tranquilo a ponto dela acreditar que é um momento banal e jamais demonstre qualquer tipo de carinho ou intimidade em público;
53) Quando você a encontrar por acaso na rua ou em algum evento não demonstre alegria, ao contrário, converse com todas as demais pessoas do ambiente sem dar muita atenção a ela, deixe que ela entenda que o lugar dela não é nada melhor do que das outras pessoas em sua vida;
54) Se ela te procurar pessoalmente não agradeça, não interaja muito, não vá além do nada. Fique sempre na sua e simplesmente aja sendo você, ou seja, desencanado e estático;
55) Nunca, nunca mesmo (isso é muito importante) demonstre seus medos. Não fale sobre eles com ela de maneira alguma, mesmo que você deduza que ela já bem os conhece, mas não fale sobre eles. Não caia nesse ridículo. Faça de conta que está tudo bem com você, sempre;
56) Demonstre seu lado vaidoso e dê uma pisadinha de bola aqui e ali. Pense sobre as coisas que ela não gosta e espezinhe como que testando a paciência dela;
57) Jamais presenteie. Não dê nada. Absolutamente nada até mesmo se você já tiver sido presenteado por ela. Entenda que esse é um gesto de afeto e você não precisa se mostrar afetuoso, aliás, nem pense nisso;
58) Mantenha a relação de vocês sempre no mesmo nível e no mesmo patamar. Não faça nenhuma surpresa ou demonstre que deseja avançar na relação;
59) Seja bem claro quanto ao item 58, isto é, sempre mantenha as coisas como sempre foram;
60) Quando estiver num encontro com ela fale muito, fale bastante, fale coisas frívolas. Lembre-se de falar sobre o seu mecânico, sobre seu passado (encha bem essa linguiça das histórias passadas que não existem mais), fale sobre os seus amigos e familiares que ela não conhece e que jamais terá interesse em conhecê-los, mas adicione muitos detalhes nessas histórias, fale disparado, seja audacioso e conte abobrinhas sem deixar espaço para ela falar sobre os sentimentos dela;
61) Aplique sua escrotice de modo geral, seja vago, abra a boca de sono, demonstre todo seu lado tedioso na presença dela. Faça-a sentir um peso e, ao mesmo tempo, diga "não é com você", mostre-se cansado;
62) Deixe no ar tudo sobre você e quando se comunicar via WhatsApp, além dos emojis sem sentido, mande uma foto de paisagem, jamais mande uma foto real de onde você está. Mande foto de céu, arvores, essas coisas;
63) Prometa e não cumpra. Fale que vai e não vá. Diga que quer, mas demonstre atitudes contrárias, busque sempre causar uma confusão mental;
64) Não reaja haja o que houver. Ela quer brigar? Fique na sua. Não entre em nenhum tipo de embate, assim parecerá que você jamais será o vilão, mesmo que internamente você esteja pegando fogo;
65) Não saia da vida dela, não ponha um ponto final, seja como um fantasma, uma alegoria sem sentido, assim ela não saberá se você foi ou não, isso a confundirá e o manterá numa posição de controle (mesmo que isso seja algo fictício, mas acredite que assim você se mantém por cima);
66) Nem pense em apresenta-la a seus familiares. Deixe que ela pense que a relação de vocês é algo totalmente vago;
67) Não demonstre reação de alegria ao reencontra-la. Esse ponto é imprescindível. Seja esquisito e um pouco esquivo. Deixe que ela tire as conclusões por si só;
68) Jamais perca a cabeça. Ela quer uma noite de s**o selvagem? Dê isso a ela. Ela quer um cineminha com filme bobo? Vá ao cinema. Ela quer ir a um pub? Simplesmente vá. Ou seja, apenas promova sem nenhuma atitude diferente da passividade. Seja sempre suscetível, sem demonstração de criatividade nenhuma;
69) Deixe que ela faça tudo sozinha. Não se prontifique prá nada. Nada mesmo. Permita que ela esteja certa de que você não está nem aí;
70) E, finalmente, mantenha-se como uma pedra de gelo, mostre-se xoxo e faça ela refletir sozinha sobre a relação de vocês. Fique na sua. Não abra mão da sua "liberdade". Permita que ela vá embora por ela mesma.

Se for difícil para você cumprir um ou outro item, fique tranquilo. Basta reforçar algum dos itens que você domina bem e tudo dará certo.

Seu sucesso o espera!

São setenta boas dicas para você aplicar num passo a passo fácil e simples com a mulher que você deseja, mas que você quer que acabe porque sua insegurança não te permite avançar.

Essas boas dicas, estou certa, levará você ao pódio do insucesso com essa mulher.

Vai fundo.

Depois de seguir o simples passo a passo aplicando as dicas na prática, você – ao final – receberá o seu tão esperado título honoris causa de “Escroto Inseguro Id**ta da Vez.”

Se o seu objetivo é desanimar uma mulher interessante e soterrar a relação entre vocês, siga em frente.

Aí está, um Guia fácil que vai ajudar (e muito) a sua vida.

Boa sorte!

Ale.Calazans👈


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