14/01/2022
Passei 100h offline. Mês traz um alerta para observar como anda a saúde mental – quais têm sido os pensamentos recorrentes, como tem lidado com as emoções, como está se sentindo e a importância de falar sobre o tema, meditar, praticar técnicas de relaxamento, colocar pra fora o que sente de forma saudável, desestressar. A famosíssima falta de tempo pode ser a desculpa (realmente justificável) mais recorrente. Então, o convite é para observar o tempo investido no bombardeamento de informações diárias recebidas – com ou sem seu consentimento. Estão ali no feed de notícias de Facebook e Instagram, aplicativos feitos para você estar com contato com seus amigos. Vêm pelo WhatsApp, outro desenvolvido para estreitar laços com quem você gosta de trocar mensagem. Por e-mail com ofertas e promoções, nos resultados da busca do Google, te induzindo a aproveitar alguma oportunidade. O “não perca”, “última chance”, “oportunidade única”, “só hoje” são termos que criam um certo desespero para informar a escassez do momento e te prender ali. Assim como os stories/status, aqueles que ficam “por apenas 24h”. Ou seja, se não ver 24h você “perde” a informação e pode não ter acesso ao mesmo conteúdo nunca mais. Fora pessoas perguntando se você viu o que aconteceu no mundo, com fulano, ciclano, famosos, vídeos, áudios, fotos... Então, a todo instante você se vê numa luta contra o tempo para não perder todas as oportunidades e acaba deixando escorrer pelos dedos a única coisa que é sua: o seu agora. Como este momento precioso em que você parou para ler estas palavras em busca de alguma paz que a proposta do Janeiro Branco oferece. Paz mental. Neste mês, passei 100h desconectada das redes sociais – sem acessar WhatsApp, Facebook, Instagram, novos e-mails. Em modo avião. Uma decisão para esvaziar a mente deste bombardeio e reconectar com o meu agora, a minha essência, quem eu sou sem a internet. Me vi mais conectada com minha casa – cuidados com os objetos, arrumação, cheiros, ângulos, música; mais conectada com meu corpo – alongamento, alimentação à mesa, cremes, perfumes e até dança descontraída; com minha energia – (continua nos comentários)