Movimento EducAção

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Parque Viviane/Jardim Adriana.

O Movimento EducAção, é um projeto que visa o conhecimento público de qualidade e gratuito, para essa ação os participantes do Movimento EducAção, estarão ministrando um cursinho pré-vestibular na escola E.E.

ANTOLOGIA POÉTICA: DE UM NÃO POETA E BREVES SENTENÇAS 12/02/2025

ANTOLOGIA POÉTICA: DE UM NÃO POETA E BREVES SENTENÇAS

ANTOLOGIA POÉTICA: DE UM NÃO POETA E BREVES SENTENÇAS A obra está dividida em duas partes. A primeira delas é um compilado de poemas compostos em sua grande maioria entre os anos de 2000 e 2009, com exceção dos últimos onze, escritos em data posterior. A segunda é composta por aforismos, breves sentenças, escritos entre 2015 e 2024.

13/11/2024
06/08/2020

A LIQUEFAÇÃO DA VERDADE NO DISCURSO POLÍTICO

“Dizer do que é que é, e do que não é que não é”.
Com essa premissa de Aristóteles iniciamos essa reflexão a respeito da verdade e de como ela é esvaziada no discurso político atual, através da tentativa de destituição da ciência, da carência de embasamento teórico ou conhecimento empírico, utilizada a serviço de determinados ideais, e pautada na conveniência.
Zygmunt Bauman, importante sociólogo do século XX, propôs em seu conjunto de escritos que uma das maiores marcas da pós-modernidade é a perda da solidez. Os valores, as crenças, as relações, tudo é afetado pelo processo de liquefação, o que ele chamou Modernidade Líquida. Com isso, ele não queria expressar a quebra ou destruição de modelos, mas sim sua transformação, deformação ou conformação. Essa mudança afeta também a verdade ou, pelo menos, o nosso conceito de verdade. Hoje, ao falar que a Terra tem o formato esférico, podemos ouvir, aqui e acolá, alguém afirmando que “não concorda”.
Isso não signif**a que a civilização foi pautada pela unanimidade. As divergências sempre existiram, porém, a verdade sempre construída baseada numa premissa anterior. Há uma linha do tempo evolutiva na maneira como o homem explica os fenômenos, na qual a ciência se tornou o principal método, justamente por promover a avaliação e revisão do conhecimento. Na modernidade líquida há uma tentativa de “destituir” da ciência a primazia da verdade, porém, sem que necessariamente se coloque outra em seu lugar. Basta refutar o que está dado com base em afirmações já superadas ou, eufemisticamente falando, cientificismo. Não como concepção filosóf**a de construção de saber com uso de pressupostos teóricos, empirismo e uso de tecnologia, mas de maneira deturpada e contraproducente.
É dessa tendência que nascem figuras de “autoridade”, como escritores de livros de autoajuda, coaches e especialistas em assuntos diversos, como mente humana, economia, nutrição e física quântica. Mas é nas relações sociais e políticas que o impacto da liquidez dos conceitos e a fragilidade das verdades têm feito mais estrago. Especialmente pelo uso de dois pesos e duas medidas, e da relativização dos comportamentos que fogem à ética.
Mas, que tipo de crivo pode ser utilizado quando se trata de verdade?
Recorrendo às ideias de Aristóteles, podemos dizer que a verdade está contida no discurso. Mas não em qualquer discurso. Para que haja ou não verdade, ele precisa AFIRMAR ou NEGAR algo sobre alguma coisa. Ou seja, “o ser verdadeiro ou falso é, nas coisas, o estar reunido ou separado, de modo que diz a verdade aquele que crê estar separado o que está separado e que crê estar reunido o que está reunido; falseia, porém, aquele que se mantém contrariamente às coisas”. Desta forma, a verdade está sempre pautada numa premissa, num pressuposto, seja para confirmá-la ou para negá-la. E, se está baseada num discurso anterior, pode ser submetida à prova. Para tanto, podemos fazer uso de uma ferramenta chamada silogismo, que, segundo o dicionário, trata-se de “raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições (premissas), das quais se obtém por inferência uma terceira (conclusão)”. Em outras palavras, um raciocínio que fornece conhecimento a partir de outros conhecimentos. Em si mesmas, as proposições sobre determinada realidade, devem seguir três princípios fundamentais.
a) De Identidade: ‘X’ é ‘X’.
b) De não contradição: Impossível ‘X’ ser e não-ser ‘X’ ao mesmo tempo.
c) Do terceiro excluído: ‘X’ é ‘Y’ ou ‘Não-Y’, não há terceira opção.
É nessa simples proposição que a liquefação da verdade na pós-modernidade promove seu maior impacto. Diariamente as negações ou afirmativas de figuras de liderança não produzem falas que sequer garantem estruturas básicas da verdade aristotélica. Vivemos tempos de pós-verdade, em que o discurso político, mas não apenas ele, não se sustenta ao passar pelo crivo do filósofo estagirita.
Podemos utilizar um recorte de discurso político recente para exemplif**ar:
Em meados de Março, no início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, diferente do que ocorria na Itália, o número de mortes por Covid-19 não ultrapassaria as causadas pela H1N1 (800, segundo ele). Aproximadamente um mês depois, ao ser questionado sobre o número de mortos terem ultrapassado 2.500 pessoas, respondeu que não era coveiro. Atualmente o número de mortos se aproxima de 100 mil.
Nesta junção de discursos encontramos o elemento da premissa, já que havia dados científicos e empíricos do poder de infecção do vírus que, numa grande população, geraria um alto número de óbitos. Encontramos também a sobreposição do discurso por uma “verdade conveniente”, que carece de base. E, por fim, encontramos o tempo e os fatos revelando a falácia.
Esse fragmento revela uma das razões pelas quais se tenta destituir a verdade do legado científico. A depender de quem ou do que se fala, ele é deslocado, relativizado, o que alguns psicólogos chamam de viés linguístico intergrupal (STANLEY 2018). O discurso é construído numa dicotomia entre “nós” e “eles”, tendemos a tomar como diferente certa narrativa dependendo de que lado está aquele que a proferiu. Nesse sentido, a verdade perde seu caráter de objetividade, com certa correspondência empírica com a realidade. No exemplo em questão f**a claro que existe implícito um “nós” e “eles”, como já temos visto em diversos episódios desde as últimas eleições.
Isso, de alguma maneira, talvez nos ajude a pensar e problematizar o porquê de discursos de revisionismo histórico e de negacionismo, tais como “o nazismo é de esquerda”, “não houve ditadura militar”, campanhas anti-vacina e “Terra plana” (só para f**ar em alguns exemplos, pois a lista é extensa) ainda encontrem defensores apaixonados a despeito do falseamento da realidade neles contidos.
Na pós-modernidade toda verdade é relativa, entretanto, devermos relativizar o relativismo, caso contrário qualquer discurso terá estatuto de verdade e o mero “achismo” deixa de ser uma opinião e passa a valer como elemento estruturante da narrativa.
Há uma relação entre o sujeito e o objeto, mas ela não se dá ao bel-prazer do indivíduo, o que este faz é extrair do objeto os elementos que nele se encontram. Em outras palavras, a verdade não é o consenso de relações intersubjetivas. A relação entre essência e aparência não é observar e descrever, é necessário apreender suas determinações. E atualmente os valores ligados à racionalidade sofrem um intenso processo de vilipêndio, por isso setores altamente reacionários e negacionistas da esfera política nacional se utilizam de argumentos falaciosos e mobilizam o medo e o ódio como elementos afetivos, para construírem, na arena política, um discurso atravessado pela irracionalidade e ignorância, e que submetido ao pensamento filosófico-racional, simplesmente desmorona. Entretanto, como vivemos tempos de uma grave e generalizada atrofia cognitivo-intelectual, as falácias encontram brechas para penetrar e ecoar no senso comum, fazendo com que ideias extremamente absurdas, do ponto de vista histórico, filosófico e cientifico, sejam disseminadas pelas redes sociais como verdades.
Uma questão importante é como e por que muitos indivíduos assimilam e se orientam por ideias sem embasamento. Uma das razões é a conveniência, ou seja, a busca pelo real vai ao encontro da nossa própria verdade ignorando dados e fontes externos. A liquefação da verdade faz com que ela se adapte ao que nos interessa como verdade naquele momento. Lefebvre em sua presença na ausência pode exemplif**ar bastante os discursos vazios de verdade, mas cheios de intenções. O duplipensar que salta das páginas para a realidade, pois o que foi dito antes – a premissa - é esquecido momentaneamente para se adaptar ao que é interessante no momento. Mais uma vez o filósofo francês em duas tríadas falando do espaço, o coloca como percebido-vivido-concebido. Podemos fazer um paralelo com a verdade. Ela pode ser analisada nessa tríade, mas o que mais nos chama atenção é que os aspectos de percebida e concebida são muito mais atuantes que a vivida, pois existe o interesse de se conceber uma própria versão para se defender o discurso. Por mais que a manipulação das massas não seja uma ideia nova, o avanço da pós-modernidade elevou isso a outro nível. Com a comunicação instantânea em nível global ideias circulam o planeta - que sim, é redondo - em questão de segundos e atinge milhões de pessoas. Enquanto Orwell dizia que a informação seria restrita e assim as pessoas seriam controladas, Huxley dizia que nos inundariam de informação até nos afogarmos e não sabermos em que prestar atenção.
A manipulação das massas passa pelo discurso “nós x eles”, muito comum ao longo da história para criar situações de conflitos e gerar um sentimento de pertencimento. Se faz necessário um retorno aos princípios básicos da argumentação para resgatarmos o verdadeiro sentido da expressão verdade. Que não diz respeito a um conceito absoluto, mas que depende de uma construção. Assim como Descartes, se quisermos estabelecer algo firme e constante no ramo da ciência, que façamos uma análise desde os fundamentos, não aquém deles.

Alessandro Poveda
Psicanalista e Bacharel em Comunicação Social
Graduando em Filosofia

Andy W***y Marques
Professor da Rede estadual de São Paulo e Filósofo
Pós-graduando em Neuropsicopedagogia

Pedro Fajardo
Professor da rede estadual do Rio de Janeiro
Mestrando em Geografia

Photos from Movimento EducAção's post 14/03/2020

🚀 MOVIMENTO EDUCAÇÃO 🚀

|🎓 Hoje iniciamos uma jornada rumo a revolução educacional na nossa região, Nós somos um grupo de pessoas decididas a ajudar a juventude a ingressar na Universidade e um grupos de alunos dispostos a aprender. Hoje tivemos a primeira aula de muitas, será um longo ano, de muito estudo e dedicação. Nós somos o Movimento EducAção, porque tudo muda quando você muda. Venha fazer parte deste projeto, ainda temos vaga.

22/02/2020

Juntos somos mais fortes, últimos ajustes para a inauguração do Movimento!

Inscrições para o cursinho pré-vestibular EducAção. 05/02/2020

O Movimento EducAção, estará durante o ano de 2020, ministrando um cursinho comunitário pré-vestibular, em Itaquaquecetuba na escola E.E. Parque Viviane/Jardim Adriana, são quarenta vagas, o curso ocorrerá aos sábados das 08:00 às 13:00 horas.

Inscrições para o cursinho pré-vestibular EducAção. O Movimento EducAção, estará ministrando um cursinho pré-vestibular comunitário, aos sábados das 08:00 às 13:00 horas, na escola E.E.Parque Viviane/Jardim Adriana. Para o nosso primeiro ano, abriremos 40 vagas. Caso haja a excedência destas vagas, prepararemos uma lista de espera, ela será ...

Inscrições para o cursinho pré-vestibular EducAção. 05/02/2020

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