28/11/2014
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS - 2014
Após ter infectado o primeiro ser humano por volta dos anos 1920, na África, o HIV começou a se alastrar pelo mundo no final da década de 1970. Nestes quase 40 anos de convivência com a aids, os cientistas ainda não conseguiram desenvolver uma vacina que evite a infecção. Por outro lado, também há boas notícias.
Usados desde os anos 1990, os medicamentos antirretrovirais elevaram a expectativa de vida de quem tem o vírus. Hoje se sabe, inclusive, que a terapia é capaz de brecar a replicação do vírus e de manter a carga viral indetectável, ou seja, o número de cópias do HIV por mililitro de sangue está abaixo do limite necessário para a detecção do vírus.
No que diz respeito à prevenção, o leque de métodos preventivos também aumentou muito. Se antes só tínhamos o pr********vo, hoje já existem as profilaxias pré e pós-exposição e se sabe que há práticas se***is mais seguras, aumentando as chances de as pessoas se protegerem.
Para chegar lá, porém, há um desafio: é preciso fazer com que as pessoas conheçam todas as possibilidades de prevenção, e que façam o teste. Se for positivo, elas poderão iniciar o tratamento e diminuir sua vulnerabilidade em relação a aids.
Agora, tem o seguinte: precisamos falar sobre prevenção em todos os lugares – nas escolas, nos serviços de saúde, nas igrejas, na comunidade, nas partidas de futebol, na feira – , desconstruindo a ideia de que já existe tratamento e, portanto, não é preciso fazer nada. Muito pelo contrário. Os antirretrovirais melhoram (em muito) a vida das pessoas que vivem com o HIV e a aids, no entanto, tem vários efeitos colaterais.