25/05/2026
A Lojinha do CA voltou!!! Dessa vez com novas estampas! Além da clássica "Conhece-te a ti mesmo", preparamos estampas inspiradas em Clarice Lispector e Michel Foucault. O link do forms pra coleta de demanda já está na bio! Sempre bom lembrar que:
• Toda arrecadação financeira vai pro nosso movimento estudantil e é convertido em ações que dizem respeito às estudantes.
• Toda movimentação financeira realizada está disponível no nosso drive para quem quiser ver.
23/05/2026
Em consonância ao Maio Laranja e os eventos organizados neste mês, preparamos esse post com alguns dados perante a violência física normalizada como educação que ocorre contra crianças e adolescentes: tema que frequentemente atravessa nossa formação.
REFERÊNCIAS:
ANUNCIAÇÃO, Leilane Lacerda et al. Violência contra crianças e adolescentes: intervenções multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde na escola. Saúde em Debate, v. 46, n. spe3, p. 201–212, nov. 2022.
BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 jul. 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm . Acesso em: 25 abr. 2026.
CUNHA, Maurício José Silva. Apresentação. In: BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Estatuto da Criança e do Adolescente – Edição Comemorativa 31 anos. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2021/julho/trinta-e-um-anos-do-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-confira-as-novas-acoes-para-fortalecer-o-eca/ECA2021_Digital.pdf. Acesso em: 26 abr 2026.
Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Panorama da primeira infância: o que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida. Disponível em: Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida – Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Acesso em: 25 abr. 2026.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Corporal punishment of children and health. Genebra: OMS, 2021. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/corporal-punishment-and-health. Acesso em: 11 maio 2026.
18/05/2026
Como Deleuze e Guattari nos provocam, o desejo não pede licença à razão, ele produz mundos e cria passagens (DELEUZE; GUATTARI, 2010). Negar essa potência é o gesto fundante da violência manicomial, que o Brasil conheceu em práticas como eletrochoque e lobotomia em série (ARBEX, 2013), e que hoje se infiltra em várias comunidades terapêuticas e outras formas de confinamento mascarado (DIAS et al., 2022).
O cuidado em saúde mental é indissociável da circulação pela cidade e da conquista de territórios afetivos livres (AMARANTE, 1995; BRASIL, 2001). A subjetividade se forja no encontro com a diferença, no conflito, no contraste, e é justamente essa abertura que as estruturas de reclusão tentam sufocar (ROLNIK, 1989). Não há clínica ética onde se retira a liberdade: a cura passa também por desmontar a instituição que nega a existência do outro (BASAGLIA, 1985).
Lutar contra a lógica manicomial é afirmar que o sofrimento psíquico não destitui ninguém do direito de existir e habitar o mundo e de ser afetado por ele, porque a saúde começa onde a liberdade encontra escuta. E isso é algo que nós, principalmente, como futuros psicólogos nunca devemos nos permitir esquecer.
REFERÊNCIAS
AMARANTE, Paulo. Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1995.
ARBEX, Daniela. Holocausto Brasileiro. São Paulo: Geração Editorial, 2013.
BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Graal, 1985.
BRASIL. Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia 1. São Paulo: Editora 34, 2010.
DIAS, Hildaléa et al. Luta Antimanicomial, Reforma Psiquiátrica e os desafios contemporâneos no Brasil. Memorandum, n. 39, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.35699/1676-1669.2022.39251
ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. São Paulo: Estação Liberdade, 1989.
04/05/2026
O Centro Acadêmico Nise da Silveira convida para os eventos referentes ao Maio Laranja e à Semana da Luta Antimanicomial.
Programação:
• 06/05: Mesa Redonda sobre violência contra crianças.
• 15/05: Mesa Magna sobre identificação e atuação no abuso infantil.
• 18/05: Debate sobre inclusão e luta antimanicomial (Online).
• 20/05: Oficina de vivência e Cine Sarau.
• 28/05: Mesa Redonda sobre educação sexual e combate ao abuso.
Inscrições abertas até o dia 15/05 (Sexta-feira).
Os links de acesso estão disponíveis abaixo:
Semana Antimanicomial: https://siaiap37.univali.br/elis4/register/typeSignUp/10030
Maio Laranja: https://siaiap37.univali.br/elis4/register/typeSignUp/10029
Participe! 💜💙
07/04/2026
O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948 para celebrar a primeira Assembleia Mundial da Saúde. A concepção de saúde elaborada por esta organização se caracteriza por “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.
Claro, estatísticas e parâmetros avaliativos são necessários, ainda mais quando pensamos na Saúde Coletiva. Mas diversas problematizações podem ser feitas perante esta definição, especialmente quando pensamos na Psicologia.
O primeiro ponto é, claro, a objetividade desse estado. Quando pensamos na ética praticada pela profissão, se faz necessário elencar que a o bem-estar só pode ser definido a partir dos valores específicos de uma pessoa específica em um contexto específico: a felicidade de alguém, com ou sem doença, é subjetiva. Inclusive, independente de doença, afinal, se prioriza a autonomia e sentidos singulares da pessoa atendida.
O segundo ponto é a inevitabilidade da angústia. A condição de ser humana envolve sempre, de alguma forma, o sofrimento. Se evidencia que na Psicologia este nem sempre deve ser evitada e a saúde idealizada como sua ausência: a vida, com ou apesar do sofrimento, também pode ser saudável.
O terceiro ponto é a separação entre os bem-estares físico, mental e social: estes, em nossa ciência e profissão, estão sempre interagindo, interligados. Nossos métodos têm limitações sobre os engendramentos dessas esferas.
Quantos sintomas sentidos no corpo somático vêm da mente, quantos sintomas sentidos na mente foram sentidos primeiro na pele, quantos sintomas nem podem ser separados totalmente em corpo e mente? E o social, as condições produzidas pela cultura como um todo, sempre mediando e produzindo condições entre estes, desde nosso nascimento. É necessário pensar nas convergências.
Referência:
SEGRE, Marco; FERRAZ, Flávio Carvalho. O conceito de saúde. Revista de Saúde Pública, v. 31, n. 5, p. 538–542, 1997.
29/03/2026
quem somos? o que fazemos? onde vivemos? e, finalmente, como podemos ajudar? 💜
12/03/2026
Um Centro Acadêmico (CA) é uma entidade estudantil que representa os alunos de um curso de graduação dentro de uma instituição de ensino superior.
Entre suas principais responsabilidades estão, entre outros:
Promover discussões e soluções para questões acadêmicas, administrativas e interpessoais, incentivando a participação democrática em debates, reuniões e eventos;
Manter um diálogo constante com os estudantes, organizando atividades inclusivas para fortalecer a integração e a representatividade;
Defender os direitos dos alunos, combatendo ações que os prejudiquem e mediando demandas junto à administração da universidade e do curso.
Atuar como um fiscalizador das políticas institucionais, garantindo transparência e melhorias para a comunidade acadêmica.
Conheça a gente, mas também:
💜 Conhece-te a ti mesmo 💜
08/03/2026
8 de março, Dia das Mulheres, Interseccionalidade & Psicologia.
Referências:
BERTH, Joice. O que é: empoderamento?. Belo Horizonte: Letramento, 2018.
ESPINOSA-MIÑOSO, Yuderkys; ZIROLDO, Nadia Luciene. Superando a análise fragmentada da dominação: Uma revisão feminista decolonial da perspectiva da interseccionalidade. Revista X, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 425–446, 2020.
HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social, v. 26, n. 1, p. 61–73, 2014
hooks, Bell. Anseios: Raça, gênero e políticas culturais. Traduzido por Jamille Pinheiros Dias. São Paulo: Elefante, 2019.
hooks, Bell. O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras. Traduzido por Ana Luiza Libânio. 1 Ed. Rio De Janeiro: Rosa Dos Tempos, 2018.
27/02/2026
BEM-VINDOS! ~calouros educados respondem!~
iniciamos & encerramos a primeira semana do primeiro semestre.
💜