20/08/2021
Aquela não era uma manhã normal como as outras.
Não para mim.
Como sempre de costume fui acordada de maneira brusca, com o rompante das cortinas de abrindo e a luz do quarto acendendo em meu rosto ainda sonolento.
Procurei meus óculos de mais de quatro graus que f**a bem perto da cabeceira da minha cama, e o esboço da moça que trabalha na minha casa se transformou em pessoa. Lá estava ela de novo gritando para eu me arrumar porque estava atrasada.
Essa cena sempre se repetia.
Eu levantando assuntada, tomando café sozinha e já vendo as mensagens da minha mãe no meu celular. "Faz isso, faz isso, faz aquilo… ".
Mas o que eu realmente queria fazer? Está aí, uma boa pergunta!
Por sermos menores e mais jovens, nossos pais sempre têm uma resposta para o que devemos fazer ou sobre as nossas escolhas e raramente perguntam o que realmente queremos.
Muitas vezes o que queremos fazer é exatamente o que nossos pais estão pedindo que façamos, mas entra nesse momento um fator juvenil que nos fazem escolher exatamente o oposto.
Não é culpa dos nossos, pais, mas eu gostaria que eles entendessem que também não é culpa minha. Quando vejo, já falei, já agi.
O NPA me coloca de frente com questões assim e me faz entender o meu papel na família, na escola e em grupos sociais.
É muito mais que uma simples aula de reforço escolar, é um momento de interação e crescimento pessoal. Um método que nos inspira valores que estão alinhados com nossos pais e mestres, ocupando um lugar de apoio acadêmico e fortalecendo nossas individualidades.