Laboratório de Biologia e Ecologia de Vertebrados

Laboratório de Biologia e Ecologia de Vertebrados O Laboratório de Biologia e Ecologia de Vertebrados (LABEV) foi criado em 2009, tendo como principal missão, desenvolver projetos de pesquisa.

Se tem uma família onde só existem estrelas, essa é a família Teiidae. Com animais incríveis como o famoso Teiú, o Jacar...
19/05/2020

Se tem uma família onde só existem estrelas, essa é a família Teiidae. Com animais incríveis como o famoso Teiú, o Jacarerana e o Jacuruxi, hoje falaremos de um representante um pouco menor, porém igualmente incrível: o Kentropyx calcarata.
Como dito anteriormente, ele faz parte dos Teiidae, uma família de animais ativos e predominantemente terrestres, com algumas poucas espécies semi-aquáticas. Assim como seus parentes, o K. calcarata possui uma língua bifurcada, que o ajuda a sentir o cheiro do ambiente, semelhante a das serpentes, que inclusive foi discutido em uma publicação anterior! ;D
É um animal amplamente distribuído na Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, além das zonas de transição (ecótono) entre esses biomas como no caso do agreste sergipano. É um animal diurno que se alimenta predominantemente de artrópodes como grilos, gafanhotos e aranhas. Um rapaz simpático que inclusive nos ajuda a controlar a pop**ação desses animais que metem medo em muita gente, né?
É um lagarto considerado de médio porte, com um CRC (comprimento rostro-cloacal, ignorando a cauda) médio de 12cm. Essa espécie apresenta dimorfismo sexual, com os machos possuindo uma cabeça mais longa e larga que as fêmeas, o que provavelmente é usado em encontros intrassexuais agressivos. Além disso, são também animais ovíparos, que depositam de 4 a 10 ovos em ninhos que geralmente são cavados na areia exposta ao sol, algo parecido com o que as tartarugas fazem, legal né?
Ficou curioso? Abaixo deixaremos um artigo com mais informações sobre esse maravilhoso animal!
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📷🦎2: .bioo
Vitt, L. J. 1991. Ecology and life history of the wide-foraging lizard Kentropyx calcarata (Teiidae) in Amazonian Brazil. Canadian Journal of Zoology, 69(11), 2791–2799.

Na música de Alceu Valença, "Azul era Belle de Jour, era a bela da tarde, seus olhos azuis como a tarde, na tarde de um ...
05/05/2020

Na música de Alceu Valença, "Azul era Belle de Jour, era a bela da tarde, seus olhos azuis como a tarde, na tarde de um domingo azul", bem que poderia ser "seus olhos azuis como a cauda, a cauda de um calango azul, La Belle de Jour!", né?
Esse rapazinho que por motivos óbvios é pop**armente conhecido como lagarto-de-cauda-azul, é distribuído por quase todo o Brasil, marcando presença na Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e também no Pantanal, apresentando sua localidade-tipo na cidade de Maruim, aqui no estado de Sergipe. Bacana saber que existe um lagarto tão bonito assim e tão próximo de nós, não é mesmo?
Assim como aparenta na foto, é um lagarto pequeno, apresentando um tamanho médio de apenas 4 cm. É frequentemente encontrado em serrapilheira, no solo descoberto, em solos arenosos ou ainda dentro de cupinzeiros, apresentando uma dieta composta por ortópteros (gafanhotos e grilos), hemípteros (pulgões e percevejos) baratas, além de pequenas aranhas também.
Pertencente a família Gymnophthalmidae, a mesma do Dryadosaura nordestina, um rapazinho que trouxemos em uma publicação anterior, o Micrablepharus maximiliani possui algumas adaptações ao seu estilo de vida semi-fossorial, como a perda das pálpebras bem como a redução de seus membros. Adaptações estas que são comuns em lagartos que possuem este mesmo hábito.
Segundo a IUCN (União Internacional da Conservação da Natureza), o status de conservação da espécie é tido como pouco preocupante. Ainda bem, né?
Ficou curioso? Abaixo deixaremos um artigo com mais informações sobre esse maravilhoso animal!
📷🦎1: ;
📷🦎2: Claiton Machado;
📷🦎3: de Moura, M. R. et al. 2016.
de Moura, M. R. et al. 2016. Reptilia, Gymnophthalmidae, Micrablepharus maximiliani (Reinhardt and Lutken, 1861): Distribution extension, new state record and geographic distribution map. Check List, v. 6, n. 3, p. 419-426.

Se tem uma b***a valente, essa é a caninana, já ouviu falar nela? Com essas cores chamativas, ou é um alarme ou veio dir...
04/03/2020

Se tem uma b***a valente, essa é a caninana, já ouviu falar nela? Com essas cores chamativas, ou é um alarme ou veio direto de um bloquinho de carnaval.

Vamos explicar por partes. Essa é a Spilotes pullatus, conhecida pop**armente por caninana, conhecida por não ficar com medo quando é encurralada. Quando ameaçada, costuma achatar a região próxima a cabeça para passar a impressão de ser maior e ainda dar botes, tentando assustar e passar de valente. Apesar disso, ela é uma espécie inofensiva por não possuir peçonha. Lembre-se, brava, porém sem perigo. ☺

É uma serpente diurna que alcança até 2,5 m de comprimento e apresenta sempre com essa coloração de aviso preto com amarelo. Apresenta uma ampla distribuição da América central até Argentina, geralmente encontrada em árvores ou termorregulando no solo. Seu cardápio é bem amplo e pode conter pequenos mamiferos, pássaros, anuros e lagartos.

Então amigos, ficaram curiosos? Abaixo deixaremos um artigo que fala de forma bem mais completa sobre esses lindos animais, até a próxima.

📷 1 🐍: .dani
📷 2-4 🐍:

Marques et al, 2014. Ecology of the colubrid snake Spilotes pullatus from the atlantic forest of southeastern Brazil.

Você provavelmente já conhece esse rapazinho, certo? Seja porque o viu no sítio, na rua ou em uma visita ao zoológico, m...
21/02/2020

Você provavelmente já conhece esse rapazinho, certo? Seja porque o viu no sítio, na rua ou em uma visita ao zoológico, mas você o chama de iguana ou de camaleão?
Pois bem, apesar de muitos o chamarem de camaleão, este sujeito simpático na realidade é uma iguana (Iguana iguana).
“Mas qual a diferença?”. Embora ambos sejam répteis, sua aparência e características (olhos, cauda e patas) diferem bastante. Os camaleões são conhecidos por mudarem sua coloração para se adaptar a um ambiente ou situação, o que ajuda a se camuflar, fazendo com que se torne “invisível” aos olhos dos predadores. Isso acontece porque estes animais possuem pequenas células em sua pele (cromatóforos), que possibilitam modificação de cor de acordo com estímulos nervosos do animal e do ambiente onde se encontra.
“Mas o outro também não muda de cor?”. Diferentemente do camaleão, a iguana altera a sua cor apenas de acordo com a idade, ou seja, muda de cor conforme torna-se adulta, pois quando jovens apresentam uma coloração verde tornando-se acizentada com o passar do tempo. Ao contrário da iguana, os camaleões possuem olhos que conseguem se mover independentemente, uma cauda preênsil e patas em “forma de gancho”, que o auxiliam a movimentar-se pelos galhos. Além disso, o camaleão ocorre no continente africano, asiático e sul europeu, enquanto a iguana é amplamente distribuída nas américas central e sul.
E aí, ficou curioso? Fala com a gente! Abaixo deixamos alguns trabalhos sobre o tema.

📷🦎1 e 2:
📷🦎3: .bioo
📷🦎4 e 5:

Pasachnik, S. A. et al. 2012. Green iguanas (Iguana iguana) in the Dominican Republic. IRCF Reptiles and Amphibians, v. 19, n. 2, p. 132-134.
Stuart-Fox, D. et al. 2006. Camouflage and colour change: antipredator responses to bird and snake predators across multiple pop**ations in a dwarf chameleon. Biological Journal of the Linnean Society, v. 88, n. 3, p. 437-446.

Já imaginou um anfíbio que libera uma espécie de cola para se defender? ⁣⁣Isso é o que faz a perereca-leiteira, perereca...
21/02/2020

Já imaginou um anfíbio que libera uma espécie de cola para se defender? ⁣

Isso é o que faz a perereca-leiteira, perereca-grudenta. Conhecida como Trachycephalus mesophaeus, essa espécie libera uma secreção grudenta esbranquiçada, como comportamento defensivo. Esse animal só ocorre no Brasil, com registros do Rio Grande do Sul à Pernambuco. Apesar disso, só recentemente foi registrada para Sergipe.

Esse animal geralmente apresenta uma coloração que vai desde verde acinzentado ao marrom, entretanto nos meses equivalente ao período reprodutivo alguns indivíduos, tanto machos como fêmeas podem alterar sua coloração para amarelo brilhante, massa não é? E por falar em reprodução, esse anuro apresenta reprodução explosiva, onde todos os indivíduos se reproduzem em poucos dias. As desovas são postas em corpos d'água, onde ficam flutuando e posteriormente os girinos formam cardumes.

E aí? Quer saber mais? Fala com a gente! Abaixo seguem alguns trabalhos sobre o tema.⁣

📷🐸 1: .bioo⁣
📷🐸 2: Carvalho-e-silva, et al., 2015.⁣
📷🐸 3 e 4: Santana, et al., 2016.⁣
Carvalho-e-Silva et al. 2015. Anfíbios (Lissamphibia) da Reserva Biológica de Pedra Talhada.
Santana, et al. 2016. New records of Trachycephalus mesophaeus (Hensel, 1867)(Anura: Hylidae) from Atlantic Forest in Sergipe state, Brazil. Herpetology Notes.⁣

Fala galera, tudo certo? Já ouviram falar da terrível Salamanta? Mas será que ela é tão terrível assim? Bom, hoje vamos ...
14/02/2020

Fala galera, tudo certo? Já ouviram falar da terrível Salamanta? Mas será que ela é tão terrível assim? Bom, hoje vamos falar um pouco sobre ela e tentar mostrar para vocês o quão lindo e inofensivo é esse animal. A Epicrates assisi, conhecida como Salamanta ou Jiboia-arco-íris, possui a fama de ser uma das serpentes mais peçonhentas que existem, dizem que sua picada é capaz de matar até mesmo cavalos e por esse motivo as pessoas costumam matar essa espécie. Essa má fama não passa de um mito. Essa espécie possui dentição áglifa como a da jiboia, ou seja, não possui veneno, seus dentes são usados apenas para ajudar a imobilizar a presa, enquanto se enrola e a aperta (constrição). Outro fato interessante sobre essa espécie é a sua coloração viva e brilhante, que quando exposta ao sol chama bastante atenção, motivo pelo qual ela recebe o nome de Jiboia-arco-íris. Por esta razão (além de sua característica inofensiva), essa espécie tem se tornado cada vez mais comum no "universo pet". Viram só como a tal da Salamanta não é nem um pouco terrível? É um bicho lindo que não oferece risco algum ao ser humano. Ficou curioso? Abaixo deixaremos alguns artigos para quem quiser saber mais sobre esse animal maravilhoso. 📷 1🐍:
📷 2🐍:
📷 3🐍:

Passos e Fernandes, 2008. Revision of the Epicrates cenchria Complex (Serpentes: Boidae).
Santos et al, 2013. Serpentes: costumes, saberes e crenças na praia de barra de Gramame, litoral sul da Paraíba, Nordeste do Brasil.

Apresentamos a vocês o Dryadosaura nordestina. Este pequeno lagarto de corpo esguio, que lembra vagamente uma serpente, ...
11/02/2020

Apresentamos a vocês o Dryadosaura nordestina. Este pequeno lagarto de corpo esguio, que lembra vagamente uma serpente, é pop**armente conhecido como 'briba cabeçuda'. É um animal de hábito diurno, forrageamento ativo (locomove-se procurando seu alimento), ovíparo (colocando em torno de 2 ovos a cada ninhada) e dieta composta principalmente de artrópodes, como formigas e larvas de insetos. É um lagarto difícil de coletar, existindo apenas alguns poucos exemplares em coleções científicas. Ocorre na Mata Atlântica do nordeste brasileiro, da Bahia ao Rio Grande do Norte. Seus membros curtos são muito importantes para sua locomoção embaixo do folhiço ou em galerias no solo.
Quer conhecer mais sobre essa espécie? Abaixo deixaremos alguns trabalhos sobre ela.
📷🦎 1: Mauro Teixeira Junior
📷🦎 2: Andrade et al. 2015.

Andrade et al., 2015. Hatchling size of Dryadosaura nordestina (Squamata: Gymnophtalmidae) in Atlantic Forest remnants of Northeastern Brazil. Biota Amazônia (Biote Amazonie, Biota Amazonia, Amazonian Biota), v. 5, n. 2, p. 132-133.
Garda et al. 2010 Autoecology of Dryadosaura nordestina (Squamata: Gymnophthalmidae) from Atlantic forest fragments in Northeastern Brazil. Zoologia, v. 31, n. 5, p. 418-425.
Teixeira et al. 2018. Helminths infecting Dryadosaura nordestina (Squamata: Gymnophthalmidae) from Atlantic Forest, northeastern Brazil. Helminthologia, v. 55, n. 4, p. 286-291.

E aí pessoal? Olhem a beleza desse animal da foto! Então, essa rãnzinha se chama Allobates olfersioides, ou como é conhe...
11/02/2020

E aí pessoal? Olhem a beleza desse animal da foto! Então, essa rãnzinha se chama Allobates olfersioides, ou como é conhecido pop**armente: rã foguete. Ela recebe esse nome por conta de seu comportamento agitado, pois, quando em perigo, ela p**a muito rápido e em diversas direções.
O Allobates olfersioides é um anuro do grupo dos Aromobatídeos, um grupo muito curioso, que tem características fascinantes e vamos falar sobre duas delas hoje: cuidado parental e territorialismo.
Você sabe o que é cuidado parental? Esse termo se refere a quando um animal na natureza cuida dos seus filhotes, até o momento que eles se tornem independentes. Mas como esse carinha tão pequeno cuida da sua cria? Então galera, depois que o macho e a fêmea dessa espécie finalizam o processo de reprodução, a fêmea põe seus ovos em algum local úmido, geralmente em folhas caídas no chão da floresta e em seguida, quando os ovos estão mais maduros, o macho (sim, o macho!) dá um jeito de colocar os filhotes em suas costas, e sai caminhando com eles, sempre alerta para algum perigo! Como dizem: debaixo da minha saia é mais fácil de cuidar, mas nesse caso: em cima das minhas costas.
A outra característica que esse indivíduo apresenta é o territorialismo, ou seja, os machos dessa espécie defendem o seu território dentro da mata, para que só um macho da espécie tome proveito das fêmeas, abrigo, alimento, etc. Eles cantam, marcam pontos de referência como pedras, troncos e, em último caso, entram em combate físico com outro macho para mostrar quem é que manda naquele local, impressionante né? E mais, se o som do canto de outro macho for reproduzido no território dele, através de um gravador, ele ‘ataca’ o aparelho, como vocês podem ver na foto.
Para mais informações sobre esse animal e outras características, confiram as referências abaixo:
📷🐸 1:
📷🐸 2 e 3:
Costa, S.M. & Dias, E.J.R. Comportamento territorial, vocalização e biologia reprodutiva de Allobates olfersioides (Anura: Aromobatidae). Iheringia, Série Zoologia.
Verdade, V.K. & Rodrigues, M.T. 2007. Taxonomic Review of Allobates (Anura, Aromobatidae) from the Atlantic Forest, Brazil. Journal of Herpetology.

"Cobra que come cobra, pense numa b***a ruim!" Mas será que isso é ruim?⠀⠀E ai galera tudo certo? Vocês já ouviram falar...
05/02/2020

"Cobra que come cobra, pense numa b***a ruim!" Mas será que isso é ruim?⠀

E ai galera tudo certo? Vocês já ouviram falar da Muçuruna (Boiruna sertaneja)? Conhecida também como cobra preta, é essa mocinha aí da foto que tem coloração escura e por conta disso pode causar medo em algumas pessoas. Apesar da fama de má, ela ajuda o homem, pois controla as pop**ações de algumas serpentes. ⠀

Bom, essa é uma espécie terrícola, ou seja, locomove-se e forrageia no solo. Seu tamanho médio é de 1,15 metros, ocorre em toda a região da Caantinga e é um animal que se alimenta desde pequenos mamíferos até outras serpentes, sendo considerada especialista na predação de outras serpentes peçonhentas (jararacas e cascavéis), o que demonstra sua imunidade ao veneno delas. Dessa forma, essa espécie ajuda no controle pop**acional, evitando que haja um aumento no número de serpentes peçonhentas. ⠀
Matar animais dessa espécie pode prejudicar o equilíbrio pop**acional e ainda aumentar o número de acidentes ofídicos.⠀

Apesar da imunidade contra algumas serpentes peçonhentas, a Muçurana é um animal que não oferece risco aos seres humanos. Demais não é mesmo? Uma serpente que ajuda a contolar o número de outras serpentes na região. Ficou curioso? Abaixo deixamos alguns artigos para você que quer aprofundar mais conhecimento sobre essa mocinha. Até a próxima.⠀

📷-1🐍: .bioo⠀

📷-2🐍: Sérgio Muniz⠀


-Mesquita, et al 2013. Ecologia e história natural das serpentes de uma área de Caatinga no nordeste brasileiro.⠀
-Alencar, et al 2013. The Evolution of Diet and Microhabitat use in Pseudoboine Snakes.⠀
-Calixto e Morato, 2017. Herpetofauna recorded by a fauna rescue program in a Caatinga area of João Câmara, Rio Grande do Norte, Brazil.⠀

Com certeza vocês já viram esse carinha aí nas paredes da sua casa, não é mesmo? Mas já se perguntaram como que elas con...
01/02/2020

Com certeza vocês já viram esse carinha aí nas paredes da sua casa, não é mesmo? Mas já se perguntaram como que elas conseguem subir pelas paredes e até mesmo andar pelo teto?
Hemidactylus mabouia, ou como é conhecido pop**armente, lagartixa, tem uma facilidade para subir em qualquer lugar. Isso porque elas possuem pequenas lâminas nas patas que são cobertas por pelos microscópicos em forma de ganchos, e são esses pelos que permitem a esses animais escalar muros, vidros de janelas e até mesmo andar pelo teto de cabeça para baixo. Há pouco os cientistas descobriram que essa habilidade tem relação com as forças de Van de Waals (forças intermoleculares), que está relacionada a atração e repulsão entre as moléculas da pata da lagartixa e da parede.
Outro fato curioso dessa espécie é que muitas pessoas acham que ela seja venenosa ou que causa algum tipo de “azar”. Não se preocupem, são apenas mitos! É um animal que não faz mal à saúde humana, pelo contrário, sua dieta é baseada em mosquitos (inclusive o da dengue), aranhas, escorpiões, moscas e outros insetos, ou seja, ajuda no controle de animais indesejáveis nas nossas casas. No entanto, infelizmente, esses animais ainda são mortos por muitas pessoas que acreditam em mitos que são passados pelas gerações.
E aí gostaram da curiosidade de hoje? Para mais informações deixamos alguns trabalhos sobre essa espécie. Boa leitura!
📷🦎1:
📷🦎2:
📷🦎3:
📷🦎4: Daniel Passos

Bonfiglio et al. Diet of Hemidactylus mabouia (Sauria, Gekkonidae) in urban area of southern Brazil. Ecologia, v. 14, n. 2, p. 107-111, 2006.
Rocha et al. Conquering Brazil: the invasion by the exotic gekkonid lizard Hemidactylus mabouia (Squamata) in Brazilian natural environments. Zoologia, v. 28, n. 6, p. 747-754, 2011.

Conhecem esse carinha aí? A perereca verde ou perereca macaco (Pithecopus nordestinus) é uma espécie característica da C...
01/02/2020

Conhecem esse carinha aí? A perereca verde ou perereca macaco (Pithecopus nordestinus) é uma espécie característica da Caatinga e altamente distribuída pelo Nordeste brasileiro. Quando está em situação de perigo ela executa um comportamento muito interessante: se fingir de morto (tanatose). Sabidinha, né? Mas não para por aí, além desse comportamento, esse animal possui toxinas em sua pele que causa um efeito emético (ocasionando o vômito) quando é capturado por predadores. Outros efeitos das toxinas são: náuseas, taquicardia, alterações na pressão arterial, podendo até levar o predador a morte variando de predador para predador. Mas não para por aí. Essas toxinas possuem ainda substâncias específicas com efeito antimicrobiano. Estudos recentes descobriram que estas substâncias também possuem efeitos antiparasitario para Leishmania e Tripanossoma cruzi e podem ser usadas no tratamento desses parasitas. Esse animalzinho simpático pode ajudar no combate contra doenças! Mais um motivo para admirá-lo!!! Ficou curioso? Fala com a gente! Abaixo segue alguns trabalhos referente ao assunto.

Pinto et al. 2013. Antimicrobial peptides isolated from Phyllomedusa nordestina (Amphibia) alter the permeability of plasma membrane of Leishmania and Trypanosoma cruzi. Experimental parasitology, v. 135, n. 4, p. 655-660.

Caramaschi et al. 2002 Phyllomedusa: posição
taxonômica, hábitos e biologia (Amphibia, Anura, Hylidae). Phyllomedusa , v. 1, p. 5-10.

Dar o bote é a principal estratégia de defesa das serpentes? Certamente as que tem veneno irão fazer uso dele primeiro, ...
24/01/2020

Dar o bote é a principal estratégia de defesa das serpentes? Certamente as que tem veneno irão fazer uso dele primeiro, né? 🤔
Não é bem assim, as serpentes utilizam variados comportamentos defensivos.
Por exemplo, quem aí já ouviu falar que quando ameaçadas as jiboias (Boa constrictor) liberam um “bafo" que pode causar diversos sintomas e levar até a morte? Mas será que o tal bafo da jiboia é letal mesmo? Bom galera, isso não passa de um mito. Esses animais fazem o movimento de abrir a boca e expelir o ar, produzindo um som que serve como aviso de “afaste-se”. Outras serpentes também utilizam sons como mecanismo de defesa, é o caso da surucucu (Lachesis muta), que bate com a ponta da cauda nas folhas secas, produzindo um som parecido com o de um chocalho, semelhante ao som que é produzido pelo chocalho da cascavel (Crotalus durissus), uma das "serpentes mais barulhentas". Além do som, vários animais desenvolveram uma boa camuflagem, um exemplo disto é a cobra cipó (Oxybellis aeneus), cujo seu corpo esguio e marrom é facilmente confundido com galhos secos. Outras serpentes como a caninana (Spilotes pullatus) fazem um movimento de achatamento da região próxima a cabeça, fazendo com que esta pareça maior para assustar predadores. Analisando os comportamentos citados nesse texto podemos ver que a grande maioria são comportamentos de defesa para evitar o contato com o predador, em que morder ou dar o bote são ações utilizadas como último recurso, ou seja, serpentes são animais defensivos e não agressivos, elas jamais atacarão alguém apenas irão se defender.
Se vocês gostaram e ficaram curiosos para saber um pouco mais sobre o assunto, abaixo trouxemos a referência de um livro e uma dissertação que falam mais sobre isso.

Torres R.S. 2012. Adaptações evolutivas: aspectos comportamentais, mecanismos de defesa e predação em répteis.

Del-Claro et al. 2008. As distintas faces do comportamento animal.

📸🐍1- Boa constrictor
📸🐍2- Lachesis muta
📸🐍3- Crotalus durissus
📸🐍4- Oxybelis aeneus
📸🐍5- Spilotes pullatus

Endereço

Itabaiana, SE
495000-000

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