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Mulheres... sempre discriminadas
08/11/2022

Mulheres... sempre discriminadas

Uma história triste, mas que merece ser conhecida:

Camille Claudel (1864 - 1943) foi a musa e amante do escultor e pintor francês Auguste Rodin (1840 - 1917), mas também uma escultora extraordinária, internada em um manicômio como mulher livre.
Desde criança mostrou um talento precoce para a escultura. Na época, as mulheres não eram admitidas na academia de belas artes, mas uma exceção foi feita para Camille. Foi assim que conheceu Auguste Rodin, um famoso escultor estabelecido nos círculos artísticos parisienses, tornando-se primeiro seu aluno e, finalmente, seu amante. Que com Rodin será um relacionamento avassalador, mas também atormentado pelos preconceitos da sociedade e pela rejeição da família de Camille que desaprovava seu relacionamento com Rodin.
Muitas das obras de Rodin foram feitas em conjunto com Camille, mas enquanto Rodin recebeu as honras, Camille viveu na sombra, concordando em compartilhar com outra mulher, com quem teve um filho. Eventualmente Camille rompeu seu relacionamento com o escultor, foi então que a mãe de Camille, que se envergonhava do comportamento de sua filha, decidiu trancá-la em um asilo.
Ela nunca mais sairia disso: tentativas inúteis de deixar claro que não era louca, essa mulher brilhante permanecerá segregada por mais de trinta anos em um quarto miserável. “Sou censurada por ter morado sozinha, por ter gatos em casa, por sofrer de delírios de perseguição! É com base nessas acusações que estou encarcerada como criminosa, privada de liberdade, comida, fogo. De onde vem tanta ferocidade humana?"
No final, esquecida por todos, ela morreu em 1943, após trinta anos de prisão. Seu corpo foi enterrado em uma vala comum, sem membros da família presentes em seu funeral. Hoje ela finalmente fez justiça e suas obras são exibidas ao lado das de Rodin.

Da página da Aurora Maria Giusti

Obra de Camille Claudel

Livros para sorteio com as alunas leitoras da Erempar!
07/03/2022

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Era uma vez uma princesa que se salvou sozinha! / Páscoa,  tempo de renovação!
07/03/2022

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Amo este poema:"Faz da tua casa uma festa! Ouve música, canta, dança...Faz da tua casa um templo!Reza, ora, medita, pede...
03/02/2022

Amo este poema:

"Faz da tua casa uma festa!
Ouve música, canta, dança...
Faz da tua casa um templo!
Reza, ora, medita, pede, agradece...
Faz da tua casa uma escola!
Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...
Faz da tua casa uma loja!
Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...
Faz da tua casa um restaurante!
Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...

Enfim...
Faz da tua casa
Um local criativo de amor." ❤
Cora Coralina

Os estatutos do homem...
16/01/2022

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O poeta da floresta...
14/01/2022

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Entrega do Kindle, ofertado pela Coordenação da Biblioteca da Erempar, ao aluno Weslley.
14/01/2022

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NOSSA LYA LUFTFabrício Carpinejar Lya Luft morreu.  Para quem não entende a gravidade desses sinos tocando em Porto Aleg...
03/01/2022

NOSSA LYA LUFT

Fabrício Carpinejar

Lya Luft morreu.

Para quem não entende a gravidade desses sinos tocando em Porto Alegre na manhã de quinta (30/12), é como perder Erico Veríssimo de novo.

É se despedir de uma joia da literatura intimista. É um vazio insubstituível.

Lya que era clássico: “As Parceiras”, “Reunião de Família”e “Quarto Fechado” renderem peças e teses.

Lya que era universal a todas as idades, com trinta um livros entre romances, coletâneas de poemas, crônicas, ensaios e infantis.

Lya que era moderna. Tornou as suas reflexões sobre perdas e ganhos um best-seller: vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares e foi traduzido em 13 países. Permaneceu por 113 semanas no topo da lista dos mais vendidos.

Lya que abriu caminho para o protagonismo feminino na literatura, mostrando que ela não devia ser uma mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa.

Lya que traduziu Rilke, Virgínia Woolf, Herman Hesse e Thomas Mann, dialogando com a tradição.

Lya que combatia a ideia de que casar era ser feliz para sempre, mas batia na tecla de que casar era continuar sendo.

Lya que nos advertia a agir da mesmo forma sozinhos ou acompanhados.

Lya que compreendia o quanto a coragem já residia em erguer a asa de uma xícara de café e dar bom dia, que as maiores alturas e vertigens são por dentro de nós.

Lya que nos ensinou a não ficar parado no tempo chorando as nossas dores, ela que sofreu o pior dos lutos: a perda do filho.

Lya que nos pedia para avançar apesar das fragilidades, pelas fragilidades.

Lya que amou seus fantasmas como se fossem anjos.

Lya que escapava nas horas vagas para as árvores da infância, convivendo com gnomos e duendes. Ela não somente acreditava neles como eles acreditavam nela.

Lya que não tinha só um amigo imaginário, porém a sua família inteira.

Lya que nos transformava com o seu olhar e nos fixava com o seu pensamento.

Lya que consultava os mapas para seguir o imprevisto.

Lya que sempre dizia que ser amoroso não é estar inteiramente disponível.

Lya que criou casulos com o fio de seda da sua melodia, dançou com as sombras, descortinou a beleza da melancolia.

Lya que subia a escada rolante no sentido contrário, para nos ilustrar o que é a esperança.

Lya que não trocava a maturidade pelas ilusões, que encostava os lábios nas janelas para beijar o vento.

Lya que suportava a vida sem se submeter, aceitava a vida sem se humilhar, entregava-se à vida sem renunciar a si mesma.

Lya que foi lúcida até o último suspiro, respeitando as frutas de cada estação, de cada idade.

Lya que nos lia como ninguém.

Lya que escrevia as suas obras a quatro mãos: ela e o destino. Agora o destino segue a escrita para imortalizá-la.

Texto publicado no jornal Zero Hora, 30/12/2021:

Autora era universal a todas as idades, com 31 livros entre romances, coletâneas de poemas, crônicas, ensaios e infantis

Aluno premiado com um Kindle,  pela Coordenação da Biblioteca Erempar.
17/12/2021

Aluno premiado com um Kindle, pela Coordenação da Biblioteca Erempar.

Aluno premiado com um Kindle, pela Coordenação da Biblioteca da Erempar.
17/12/2021

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Natal chegando ...
30/11/2021

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Novembro: 20 - Dia da Consciência Negra
15/11/2021

Novembro: 20 - Dia da Consciência Negra

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