10/02/2023
H. P. B. diz na “Chave da Teosofia”:
“Não cremos na eficácia da oração quando composta de palavras que se recitam verbalmente, ainda mais como súplica externa dirigida a um Deus desconhecido, como fizeram os judeus e popularizaram os fariseus.
Cremos, sim, na oração da vontade que é mais uma ordem ou mandamento interno, do que pedido; e feito ao nosso Pai que existe em segredo e não a um Deus extracósmico e, portanto, finito. O “Pai” está no próprio homem.
Chamamos “Pai no Céu”, a deíf**a essência que reconhecemos em nós, em nosso coração e consciência espiritual e que nada tem que ver com o conceito antropomórfico que possamos formar em nossa imaginação. Não sabeis que sois o Templo de Deus e que em vós habita o seu Espírito?
A oração não é um pedido, é um mistério; um processo oculto pelo qual os pensamentos e desejos condicionados e finitos, incapazes de se assimilarem no espírito absoluto, que é incondicionado, se transformam em desejos espirituais, na vontade. Chama-se este processo “transmutação espiritual”.