Professora Carla Conti

Professora Carla Conti Sou professora. Pós-Doutorado na Universidade do Porto. Doutora em Políticas Públicas (UFRJ/UEG) e Mestre em Letras e Linguística (UFG).

Essas são as fotos recentes da comemoração ao aniversário da mamãe, que a fotógrafa enviou. A agenda comum para que nós ...
21/08/2026

Essas são as fotos recentes da comemoração ao aniversário da mamãe, que a fotógrafa enviou. A agenda comum para que nós quatro pudéssemos fotografar juntas foi um prenúncio. A chegada da minha filha para as férias em casa, o retorno da minha irmã que estava de férias, a minha viagem de férias, a semana de aniversário da mamãe e agenda da fotógrafa. Uma possibilidade, uma data.

Uma manhã memorável, na casa que há anos acolhe as festas e encontros da família. O café preparado pelas mãos que, em outras manhãs, ensinam, escrevem, cozinham, cuidam. Em torno da mesa, os detalhes denunciavam as histórias vividas ali. Os guardanapos, as xícaras e as velas acomodados. O bolo não é mais compartilhado com o outro aniversariante do dia, presente no suspiro da aniversariante.

Uma mãe, as filhas e a neta. Flores, cores e risadas. Passos, poses e abraços. Doces, vento e pensamento. No sofá, na poltrona, na escada. No lenço, no sapato, no batom. Na casa, no corpo, na memória.

As fotos seguem registrando a nossa história, juntando o que a rotina tenta distanciar. Marcam a celebração da vida daquela que nos faz cuidar e não nos deixa só, que proporciona chamadas de vídeo coletiva, que é o centro das cenas que vivemos e emolduramos.

O texto completo publico no Substrack.

Link na Bio.

O verdadeiro luxo na leitura, para mim, nunca esteve na estante perfeita. Está nos livros que circulam, nas dedicatórias...
18/08/2026

O verdadeiro luxo na leitura, para mim, nunca esteve na estante perfeita. Está nos livros que circulam, nas dedicatórias, nas conversas que começam depois da última página e no hábito de fazer uma boa história chegar a outras mãos.

Leitura boa circula!

A polêmica mais recente do universo literário trouxe uma discussão importante: a escritora Tamara Klink pediu aos leitor...
14/08/2026

A polêmica mais recente do universo literário trouxe uma discussão importante: a escritora Tamara Klink pediu aos leitores que não comprassem seu livro “Bom dia, inverno”, como forma de refletir sobre os impactos ambientais da produção e circulação de livros. Logo depois, ela se retratou quando recebeu dados do impacto da economia real do mercado editorial no meio ambiente e da importância deste mercado para a sociedade como um todo.

Claro que a preocupação ambiental é legítima, em especial, de uma jovem. Mas será que o livro em algum momento foi nosso inimigo? Em um país onde o brasileiro lê, em média, apenas 3,96 livros por ano, considerando toda a população, ou 7,91 entre aqueles que têm o hábito de ler, talvez precisemos ter cuidado para que o discurso ambiental não acabe afastando ainda mais as pessoas da leitura.

O livro é também acesso à cultura, conhecimento e formação. E existe toda uma cadeia econômica por trás dele: autores, editoras, tradutores, revisores, designers, gráficas, distribuidores e livrarias. Talvez o debate ambiental precise olhar para o modelo de produção e distribuição, para o consumo excessivo em tantos outros setores e para alternativas mais sustentáveis, sem transformar o livro em vilão.

E há uma solução simples para fazer o livro circular mais: emprestar, trocar, doar, frequentar bibliotecas, sebos e bibliotecas comunitárias. Livro lido não precisa ficar parado na estante. Pode passar de mão em mão, alcançar novos leitores e continuar cumprindo sua função.

Porque combater o desperdício não precisa significar combater os livros. Precisamos é de mais livros circulando e de mais pessoas lendo.

Comprem livros, presenteiem, troquem, emprestem, distribuam! E, mais que tudo, leiam!

Carta para o céuOi, paizinho!Dia dos pais na terra! Domingo de festa em muitas casas como já foi na sua. Não vou levar o...
09/08/2026

Carta para o céu

Oi, paizinho!

Dia dos pais na terra! Domingo de festa em muitas casas como já foi na sua. Não vou levar os docinhos de presente para você e não sei o cardápio do almoço. Estarei lá. Senti muita saudade nos últimos dias. São tantas novidades que penso “o papai ia gostar disso”. Ah, você está vendo tudo dai, nao é? Pois é, agora como os doces todos, pai! Leio os livros anotando o que levaria para nossa conversa. Não terminei o curso do Metaverso. Precisei estudar IA e vou te contar: você ia gostar e chocar! Nos últimos dias, li um livro em que o personagem é um professor de matemática. Adorei. Faz parte da pesquisa para a personagem do meu livro novo. Sigo com meu Caminho de Coragem novo e bilingue. Meu editor tem trabalhado para que eu vire uma escritora famosa (entenda, que venda!). Em cada apresentação sobre ele, te vejo na plateia e sinto seu abraço em cada lançamento. Continuo trabalhando muito, pai. Falo um não hoje, dois sim amanhã. Mas vou me organizar melhor, seguindo seus conselhos dos quais sinto muita falta. De politica, falarei em outra carta!

Feliz dias do pais.

📚 Um livro encontra seu verdadeiro destino quando chega às mãos de novos leitores. E há uma alegria especial em vê-lo at...
31/07/2026

📚 Um livro encontra seu verdadeiro destino quando chega às mãos de novos leitores. E há uma alegria especial em vê-lo atravessar fronteiras.

Depois de um lançamento emocionante durante a FLIP, _Caminho de Coragem_ ganha uma nova etapa de sua trajetória com a edição bilíngue _Caminho de Coragem | Path of Courage_, em português e inglês.

Este projeto, contemplado pelo edital Agente Cultural da Lei Complementar Aldir Blanc para republicação e revisão de obras, nasceu do desejo de compartilhar uma mensagem que acredito ser universal: a coragem de seguir em frente, reinventar caminhos e transformar desafios em possibilidades.

Ao longo das páginas, convido meus leitores e leitoras a refletir sobre liderança, burnout, autocuidado e desenvolvimento humano a partir das experiências vividas em grandes caminhadas, como o Caminho de Santiago e o Caminho de Cora Coralina.

Agora, essa jornada pode alcançar ainda mais pessoas.

📖 A edição bilíngue já está disponível para compra.
🚚 Frete grátis para todo o Brasil.
🔗 Acesse o link na bio para adquirir seu exemplar.

Espero que Path of Courage encontre novos leitores, em diferentes lugares do mundo, e continue inspirando pessoas a descobrirem o seu próprio caminho de coragem.

Depois de Paraty, foi a vez de viver encontros especiais em Brasília.Representando a UEG Inhumas, participei da 5ª JILAC...
30/07/2026

Depois de Paraty, foi a vez de viver encontros especiais em Brasília.

Representando a UEG Inhumas, participei da 5ª JILAC e da 5ª CIELIN, promovidas pelo GECAL/UnB, ao lado de pesquisadores e pesquisadoras de diferentes partes do mundo.

Foram dias que reforçaram a rede teórica e afetiva que nos une. Encontros cheios de abraços, porque também aprendemos com o corpo; de sorrisos, porque nos alegramos quando nos vemos; e de planos, porque daqui nasceram muitas outras oportunidades de pesquisa, diálogo e colaboração.

Nossos estudos têm em comum uma educação comprometida com o que somos, com o outro, com as relações que construímos e com o futuro que desejamos transformar.

Volto inspirada, feliz pelos reencontros e motivada pelas novas conexões que seguirão produzindo conhecimento para além desses dias em Brasília.

Para recordar neste Dia dos Avós, que tanto temos que celebrar, o registro do encontro com a Vó Branca, mãe do meu pai. ...
26/07/2026

Para recordar neste Dia dos Avós, que tanto temos que celebrar, o registro do encontro com a Vó Branca, mãe do meu pai. Tenho a sorte de ter uma avó centenária e que, nem sempre lúcida, derrama em mim suas memórias com seus olhos opacos.

Do nosso encontro em abril, um registro:

Os dedos das mãos já não abrem mais. Aquelas mãos crocheteiras pararam. As roseiras viveram sob seus cuidados, habilidosas, acariciavam a terra, arrancavam as folhinhas que sobravam e seguravam as minhas nos passeios pelo quintal. Fizeram tantos almoços que um dia contarei aos meus netos que a macarronada coberta de queijo ralado é da bisa. Acaricio sua pele fina e enrugada.  Seguro com delicadeza e digo: “obrigada, vó”. Ela não me entende mais. Agora, as minhas mãos firmam a sua postura para a foto. Ela sorri quando me olha, me vejo no espelho. Guardei o nosso último encontro na palma da minha mão e na ponta dos meus dedos que seguram firmes a caneta que registra essa despedida.

Que sorte tenho!

Ah, eu tenho uma Vó Preta, de quem me despedi há alguns anos. Para o resto o mundo, D. Sebastiana e D. Alice, para mim e para os meus irmãos e filhos: Vó Branca e Vó Preta!

Escrever tem sido, ao longo dos anos, um desafio diário. Um caminho que, assim como uma trilha, exige coragem, silêncio,...
25/07/2026

Escrever tem sido, ao longo dos anos, um desafio diário. Um caminho que, assim como uma trilha, exige coragem, silêncio, entrega e desprendimento. Muitos imaginam que seja um exercício solitário. Não é. Os livros nos fazem companhia. As histórias, as personagens, as vozes e as ideias passam a nos habitar todos os dias.

Não sei exatamente quando passei a me reconhecer como escritora, nem se existe um momento em que esse título, de fato, nos é concedido. Ter o nome na capa de um livro talvez não seja suficiente. Escrever é muito mais do que publicar.

Ser escritora é derramar palavras sobre páginas e páginas, mas também aceitar que elas ganhem vida própria. É ser lida, compreendida ou não, interpretada, acolhida, questionada, devorada e, às vezes, rejeitada. Há algo de profundamente íntimo nesse processo, como se cada texto revelasse um pedaço de quem somos.

Escrever é um ofício, sem dúvida. Há quem consiga viver dele, e que assim seja. Mas, para mim, é também uma missão, um impulso difícil de explicar, um chamado que insiste em existir.

“Você devia escrever”, ouvi do meu pai muitas vezes. Ele guardava meus livros autografados para ele. Hoje, faria 78 anos e ficaria feliz de saber que estou na FLIP, assinando livros.

‌E sou profundamente grata por ter encontrado meu lugar nesse caminho.

Há histórias que atravessam fronteiras porque falam de algo que é universal: a coragem de seguir em frente.É com muita a...
22/07/2026

Há histórias que atravessam fronteiras porque falam de algo que é universal: a coragem de seguir em frente.

É com muita alegria que compartilho o lançamento da edição bilíngue (português/inglês) de Caminho de Coragem, agora também como Path of Courage. Este projeto, contemplado pelo edital Agente Cultural da Lei Complementar Aldir Blanc para republicação e revisão de obras, representa a realização de um sonho: levar essa reflexão sobre liderança, autoconhecimento e transformação para leitores de língua inglesa.

O lançamento será hoje, durante a FLIP, na Casa Escreva, Garota, em um momento especial de celebração, encontros e autógrafos. Será uma alegria receber cada pessoa que fez parte dessa caminhada e conhecer novos leitores que decidiram dar o primeiro passo em direção ao seu próprio caminho de coragem.

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Inhumas, GO
75400000

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