24/06/2026
Ontem, em meio à simplicidade de uma manhã qualquer, algumas mães da escola aprenderam muito mais do que uma receita. Enquanto tentávamos entender medidas e etapas, ela, com a calma de quem já viveu tanto, nos ensinava sem pressa: quatro quilos de abóbora para dois de açúcar, mais de três horas no fogo. Sem água, sem mexer demais. Como quem sabe que nem tudo na vida pode ser apressado.
E talvez esse fosse o verdadeiro segredo do doce. Não era apenas sobre abóbora e açúcar. Era sobre tempo. Sobre espera. Sobre respeitar o processo sem interferir o tempo todo. Sobre confiar.
O doce da festa de São João foi feito pelas mãos da bisavó de 88 anos de uma aluna do Maternal.
Pelas mãos de quem carrega histórias, cuidado e um tipo de sabedoria que não se aprende em receitas, mas vivendo.
E, no fim, entendemos que o que realmente adoça não é o açúcar; é tudo aquilo que vem junto com ele.