10/08/2026
Hoje foi o dia dos pais.
Para além das homenagens — que também têm sua importância —, este é um convite para refletir sobre a função paterna em nossa vida psíquica.
Na psicanálise e na psicologia analítica, o pai não é apenas uma pessoa, mas também uma função relacionada à direção, aos limites, à responsabilidade e à construção da autonomia.
Nem sempre encontramos essa função no pai biológico. Ela pode se manifestar em diferentes pessoas, experiências e caminhos que contribuem para a nossa formação.
O carrossel de hoje é uma reflexão sobre essa dimensão tão importante do desenvolvimento humano.
E para você: quem ou o que exerceu essa função na sua vida?
13/07/2026
A homeopatia pode fazer sentido para quem busca um cuidado que considere a pessoa como um todo e não apenas o sintoma.
Para quem deseja um tratamento individualizado, construído a partir da própria história, da forma de sentir e das características singulares do organismo.
Para quem percebe que corpo, emoções e mente não funcionam de maneira separada.
Para quem convive com sintomas recorrentes e sente necessidade de compreender o que pode estar acontecendo para além do desconforto físico.
Para quem percebe que períodos de estresse, perdas, conflitos ou mudanças importantes também podem repercutir no corpo.
Para quem busca uma abordagem que acompanhe processos crônicos, respeitando o tempo e a singularidade de cada pessoa.
Para quem deseja complementar o tratamento médico com um cuidado integrativo, quando isso for apropriado.
E também para quem valoriza um espaço de escuta, no qual sua experiência, sua história e sua maneira de adoecer sejam consideradas partes importantes do tratamento.
Mais do que tentar eliminar sintomas isoladamente, a homeopatia propõe um olhar para a pessoa que os vive.
Porque cuidar também pode signif**ar compreender o próprio processo de adoecimento e construir uma relação mais atenta com aquilo que o corpo expressa.
Você sente que precisa de um cuidado mais individualizado e integral?
24/06/2026
Este espaço cresceu junto comigo.
Por um tempo, ele se chamou Sobre Homeopatia.
E a homeopatia continua aqui, como uma linguagem sensível para olhar os sintomas, a saúde e a história de cada pessoa.
Mas percebi que o que eu queria compartilhar ia além.
O cuidado integrativo passa pelo corpo, pelas emoções, pela mente, pelo movimento, pelos símbolos, pela arte, pela filosofia e pelos modos de vida.
Por isso, este espaço agora se chama Alquimia do Cuidado.
Um lugar para pensar o cuidado como processo de transformação.
Não é uma despedida da homeopatia.
É uma ampliação.
Bem-vinda (o) a essa nova fase 🌀🌿✨
14/05/2026
Durante muito tempo, pessoas sensíveis escutam que precisam aguentar mais, reagir menos, sentir menos, se adaptar melhor. Só que adaptação demais também adoece.
Principalmente quando, para funcionar no ritmo dos outros, você começa a se afastar do próprio corpo, das próprias pausas, dos próprios limites.
Cuidar da sensibilidade não é alimentar fragilidade. É aprender a perceber com mais clareza o que te acolhe, o que te sobrecarrega e o que já passou do ponto.
É construir uma relação mais respeitosa com o seu jeito de sentir.
11/05/2026
É só esfriar que elas aparecem: rinite, sinusite, bronquite.
Essas “ites” podem ter causas diferentes. Podem ser alérgicas, podem ser infecciosas, podem ter relação com o frio, o ar seco, a queda de temperatura, a poeira, os cheiros fortes ou a troca de estação.
Mas existe algo em comum: um corpo reagindo.
Nariz entupido, coriza, tosse, garganta arranhando, peito sensível, cansaço.
Para algumas pessoas, a mudança do clima não passa despercebida. O corpo sente, inflama, responde.
Na homeopatia, a pergunta não f**a só no nome da “ite”.
A gente olha para o organismo que reage, para o padrão de sensibilidade, para o terreno sensível por trás de cada crise.
A proposta é ajudar esse corpo a responder com mais equilíbrio, suavizando os episódios e atravessando melhor essas fases de maior sensibilidade.
Sem ignorar a causa e sem tratar o corpo como inimigo.
Porque a pergunta mais importante não é:
“Qual é a sua ite?”
Mas:
“Por que o seu corpo está precisando reagir tanto?”
Salve esse post para lembrar quando o frio chegar.
28/04/2026
Comecei em 2014, acompanhada por uma homeopata.
Na época, eu ainda não imaginava que esse caminho deixaria de ser apenas um tratamento e se tornaria caminho de vida.
Ao longo dos anos, conforme fui estudando e depois atuando na prática, escolhi seguir cuidando das diferentes condições que surgiram na minha vida por esse mesmo caminho: infecção de garganta, ansiedade, covid, rinite alérgica, sinusite, cistite, entre outras.
Não estou falando de uma teoria bonita. Estou falando de experiência vivida no corpo, de aprender e aceitar aos poucos que o sintoma não é um inimigo a ser silenciado, mas uma linguagem. Um sinal de que alguma coisa, em alguma camada, precisa ser olhada com mais profundidade.
Foram 12 anos percebendo, na prática, como o organismo responde quando é cuidado com individualidade, respeito e presença.
Para mim, a homeopatia nunca foi uma solução imediatista para “apagar” sintomas.
Ela sempre foi uma forma mais ampla de compreender a saúde na relação entre: corpo, subjetividade, ambiente, ancestralidade.
Foi a homeopatia que me ensinou, dia após dia, a refinar a escuta, a observar detalhes, a investigar as repetições e perceber os padrões.
Essa é a medicina que eu vivo, não só a que eu estudo e exerço como profissão.
E não, eu não acredito que esse seja o único caminho possível para todas as pessoas.
Cada caso é um caso.
Cada pessoa tem uma história.
Cada organismo tem seu tempo, sua forma de reagir, suas camadas a revelar.
Mas eu só conheci a homeopatia aos 24 anos.
Até então, minha referência de cuidado era apenas a medicina convencional, não por escolha consciente, mas por desconhecimento de outras possibilidades.
Por isso eu sinto que também faz parte da minha missão como homeopata, ampliar essa conversa e mostrar que existem outras formas de cuidado, não como imposição, fórmula pronta ou promessa milagrosa, mas como possibilidades.
Principalmente para quem sente que precisa de um cuidado mais gentil, sensível e inteiro e entende que saúde tem a ver com autoconhecimento e desenvolvimento de autonomia.
Ninguém precisa fazer as mesmas escolhas que eu fiz, entretanto, toda pessoa merece, pelo menos, saber que existem outros caminhos.
E para mim, informar é cuidar.
Aude sapere
17/04/2026
O que é o cuidado homeopático individualizado na prática?
Signif**a entender que duas pessoas com a mesma queixa não recebem, necessariamente, o mesmo cuidado.
Porque o olhar homeopático não se limita a um diagnóstico ou ao nome do sintoma.
Ele considera a forma como aquele sofrimento aparece em cada pessoa.
Por exemplo:
duas pessoas podem dizer que estão ansiosas.
Mas uma sente aperto no peito, aceleração e medo do futuro.
A outra se cala, se esgota por dentro e vive com um nó na garganta.
Na prática, o cuidado individualizado observa nuances.
O tempo de cada processo.
A história que o corpo carrega.
Os padrões emocionais.
Os gatilhos.
O jeito único que aquele organismo encontrou para expressar seu desequilíbrio.
Não é tratar “a ansiedade”.
É cuidar da pessoa que está vivendo aquilo.
Esse tipo de escuta exige presença, profundidade e responsabilidade.
Porque individualizar um cuidado é, antes de tudo, recusar atalhos.
É lembrar que cada pessoa é única e que seu sofrimento também é. Por isso, não existe protocolo capaz de substituir uma escuta verdadeira.
É considerar a história daquela pessoa, sua dinâmica familiar, sua ancestralidade e a maneira singular como tudo isso se expressa no corpo e nas emoções.
Você já tinha pensado nessa diferença entre tratar o sintoma e olhar para a pessoa inteira?
07/04/2026
Ansiedade constante não é normal só porque ficou comum.
Ciúme excessivo não é prova de amor nem “jeito de amar”.
Quando o emocional entra em desequilíbrio, o organismo inteiro responde.
A homeopatia clássica pode atuar como apoio no cuidado de pessoas que sofrem com estados de ansiedade e ciúme patológico, buscando estimular o reequilíbrio do organismo de forma integral.
Na prática, isso signif**a olhar para a pessoa além do sintoma: sua história, sua predisposição, sua forma de sentir e de reagir à vida.
Mas existe algo importante: tratamento nenhum funciona de forma profunda quando a pessoa se coloca apenas como espectadora.
Cura exige participação.
Consciência exige coragem.
E saúde de verdade pede presença.
Aude sapere
04/04/2026
O meu caminho até a Homeopatia começou como uma busca de mãe com a dermatite da minha filha e virou caminho de vida.
Na época, ela era tratada com corticoides. O sintoma melhorava por um tempo, mas sempre voltava quando a medicação era suspensa. E foi nessa repetição que algo em mim começou a questionar.
Eu já havia tido contato com a visão antroposóf**a da importância sobre a febre, especialmente na infância. Então, em um episódio febril, decidi apenas observar com cuidado, sem medicá-la de imediato.
Depois de uma noite com febre, ela amanheceu bem, restabelecida, sem nenhum medicamento.
Essa experiência me marcou profundamente. Não porque eu encontrei uma resposta pronta, mas porque comecei a perceber que o corpo soubesse fazer mais do que nos ensinaram a acreditar. Foi isso que me levou a buscar outros caminhos.
Procurei uma homeopata para tratar minha filha e, durante esse processo, fui apresentada a uma forma de cuidado que não olha apenas para o sintoma, mas para o ser humano como um todo.
Comecei a estudar Homeopatia no Brasil e, mais tarde, aprofundei minha formação com o professor George Vithoulkas, homeopata grego referência no ensino em Homeopatia Clássica, o que foi um divisor de águas na minha história.
Desde então, não foi só a minha forma de tratar que mudou. Foi também a minha forma de ver a vida.
Há 11 anos eu me trato exclusivamente com Homeopatia para diversas condições diferentes. A dermatite atópica da minha filha foi tratada principalmente com Homeopatia e as variadas doenças agudas durante seu desenvolvimento.
Ao longo da minha trajetória, também testemunhei resultados muito bonitos em casos acompanhados por mim e por colegas homeopatas.
A Homeopatia entrou na minha vida primeiro como busca.
Depois, virou estudo.
Depois, prática .
E hoje, é também uma forma de compreender o cuidado.