28/04/2026
Comecei em 2014, acompanhada por uma homeopata.
Na época, eu ainda não imaginava que esse caminho deixaria de ser apenas um tratamento e se tornaria caminho de vida.
Ao longo dos anos, conforme fui estudando e depois atuando na prática, escolhi seguir cuidando das diferentes condições que surgiram na minha vida por esse mesmo caminho: infecção de garganta, ansiedade, covid, rinite alérgica, sinusite, cistite, entre outras.
Não estou falando de uma teoria bonita. Estou falando de experiência vivida no corpo, de aprender e aceitar aos poucos que o sintoma não é um inimigo a ser silenciado, mas uma linguagem. Um sinal de que alguma coisa, em alguma camada, precisa ser olhada com mais profundidade.
Foram 12 anos percebendo, na prática, como o organismo responde quando é cuidado com individualidade, respeito e presença.
Para mim, a homeopatia nunca foi uma solução imediatista para “apagar” sintomas.
Ela sempre foi uma forma mais ampla de compreender a saúde na relação entre: corpo, subjetividade, ambiente, ancestralidade.
Foi a homeopatia que me ensinou, dia após dia, a refinar a escuta, a observar detalhes, a investigar as repetições e perceber os padrões.
Essa é a medicina que eu vivo, não só a que eu estudo e exerço como profissão.
E não, eu não acredito que esse seja o único caminho possível para todas as pessoas.
Cada caso é um caso.
Cada pessoa tem uma história.
Cada organismo tem seu tempo, sua forma de reagir, suas camadas a revelar.
Mas eu só conheci a homeopatia aos 24 anos.
Até então, minha referência de cuidado era apenas a medicina convencional, não por escolha consciente, mas por desconhecimento de outras possibilidades.
Por isso eu sinto que também faz parte da minha missão como homeopata, ampliar essa conversa e mostrar que existem outras formas de cuidado, não como imposição, fórmula pronta ou promessa milagrosa, mas como possibilidades.
Principalmente para quem sente que precisa de um cuidado mais gentil, sensível e inteiro e entende que saúde tem a ver com autoconhecimento e desenvolvimento de autonomia.
Ninguém precisa fazer as mesmas escolhas que eu fiz, entretanto, toda pessoa merece, pelo menos, saber que existem outros caminhos.
E para mim, informar é cuidar.
Aude sapere