O RMS Titanic foi um navio de passageiros britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast.
Ola, Rms Titanic "O navio dos sonhos"
Nos últimos anos, exploradores, como o cineasta James Cameron e Paul-Henry Nargeolet, coletaram imagens cada vez mais nítidas da embarcação. Todavia, quase sempre só pudemos vislumbrar a cena do naufrágio como se a víssemos pelo buraco de uma fechadura, com a visão limitada pelos sedimentos suspensos na água e pelo alcance dos holofotes dos submersíveis. Nunc
a foi possível ter uma ideia geral do relacionamento entre todos os elementos dispersos e disparatados no fundo do mar. Essa situação começa a mudar. Em um trailer atulhado de equipamentos no Instituto Oceanográfico Woods Hole (Whoi, na sigla em inglês), William Lange debruça-se sobre a cópia ampliada de um mapeamento por sonar feito no local em que repousa o Titanic – um mosaico elaborado que levou meses para ficar pronto. À primeira vista, a imagem mais parece a superfície da Lua, mas um exame revela que o local está pontilhado de detritos de origem humana – uma confusão de linhas e esferas, fragmentos e estilhaços. Lange indica uma área no mapa que se tornou mais compreensível graças ao acréscimo de dados ópticos à imagem obtida pelo sonar. Ele faz um zoom, depois outro. Agora dá para ver a proa do Titanic com nitidez granulada, um buraco negro onde antes se erguia a chaminé dianteira e uma escotilha aninhada na lama uma centena de metros ao norte. As imagens são ricas em detalhes: em uma delas, dá para distinguir um caranguejo esbranquiçado agarrado a uma amurada. Um simples movimento do mouse torna acessível todos os destroços do Titanic – cada turco, cada guindaste, cada caldeira. O que antes não passava de uma mixórdia indecifrável virou uma foto em alta resolução do acidente. “Agora sabemos onde está cada coisa”, diz Lange. “Após 100 anos, por fim, a cena toda está iluminada.”